Jogadores foram enormes, vitória foi brilhante!

  • Sanjoanense esteve por duas vezes em desvantagem, jogou 40 minutos com Ronan na baliza e acabou com nove elementos.
  • Triunfo chegou pelo pé esquerdo de Ruben Neves.

Jogo de loucos e, seguramente, inesquecível. Assim se resume mais uma bonita página da história da Sanjoanense, escrita a ouro por um grupo de guerreiros que, nunca virando a cara à luta, fizeram da alma e do coração as suas maiores armas.

Numa deslocação que se antevia complicada, tendo em conta que o 1º de Dezembro era, até ao momento, uma das revelações defensivas da época, com um único golo sofrido em todas as competições, o início de jogo foi marcado pelo equilíbrio, com ligeiro ascendente para a Sanjoanense que, ainda assim, acabaria surpreendida à passagem do minuto 12. Na sequência de um canto desde o lado esquerdo do ataque local, Leo saltou mais alto que toda a defesa alvinegra, cabeceou para grande intervenção de Diogo e, de seguida, viu Luisinho confirmar o primeiro golo do encontro.

A correr atrás do resultado, os homens de São João da Madeira procuravam impor o seu jogo e, por volta da meia hora, seriam premiados. Edwar, servido por Pardal, tirou um adversário da frente e, com um cruzamento fantástico, assistiu Ronan que, de cabeça, restabeleceu a igualdade.

Motivados pelo golo do empate, numa fase em que estavam completamente por cima no encontro, os comandados de Ricardo Sousa procuravam adiantar-se no marcador e chegavam cada vez com maior perigo ao último terço. Ruben Neves voltou a ameaçar, com um livre direto que por pouco não visou a baliza contrária, e Ronan, a cinco minutos do descanso, teve nos pés a vantagem mas, a passe de Ruben Alves, atirou por cima da baliza à guarda de Marco Pinto, não conseguindo desfazer o empate, que imperava ao intervalo.

Sem alterações para a segunda metade, a formação de São João da Madeira voltou a entrar por cima, dispondo de uma grande oportunidade para marcar logo no minuto inicial, por intermédio de Ruben Neves que, a passe de Edwar, conseguiu desviar o esférico mas viu Marco Pinto negar-lhe o golo com uma enorme intervenção.

Apesar das oportunidades, a Sanjoanense não conseguia concretizar e, de novo contra a corrente do jogo, acabaria por sofrer. Ao minuto 51, após rapidíssima jogada de contra-ataque, a formação do 1º de Dezembro aproveitou da melhor forma uma descompensação defensiva dos alvinegros e Abdoulaye, já depois de boa intervenção de Diogo, não perdoou, devolvendo a vantagem aos sintrenses.

Uma vez mais no prejuízo, Ricardo Sousa optou por lançar todas as armas atacantes de que dispunha no banco de suplentes e o resultado não se faria esperar. Três minutos depois de entrar em campo, Ricardo Oliveira, a passe de Júlio, colocou da melhor forma o remate e devolveu a esperança aos muitos sanjoanenses que marcaram presença em Sintra.

No entanto, a alegria rapidamente seria dissipada. Cinco minutos volvidos e Diogo, na tentativa de anular um contra-ataque contrário, viu a bola bater-lhe na mão, já fora da grande área. Ainda que de forma aparentemente involuntária, o guarda-redes alvinegro acabou por travar um lance de golo iminente, motivando ação disciplinar de André Narciso, que não hesitou em dar-lhe ordem de expulsão.

Já sem substituições disponíveis, coube a Ronan a hercúlea missão de defender as redes sanjoanenses e, ainda que não fosse sabido há altura, tinha aí início um feito épico, com muito sofrimento à mistura. O certo é que não foi preciso esperar muito para ver o “guarda-redes” em ação. A dois minutos do final, Ronan, com uma bela estirada, respondeu a um remate colocado de um avançado contrário, segurando o empate que encaminhou o encontro para um prolongamento que se adivinhava bastante duro.

Mas, se se esperava já um enorme sofrimento, tudo ficou mais difícil quando, com 12’ jogados na etapa complementar, Andrés Burgos recebeu, também, ordem de expulsão, por acumulação de amarelos. Com nove jogadores e o ponta-de-lança no papel de guarda-redes, a Sanjoanense batalhava bastante e, com um esforço extremo, tentava ao máximo segurar um resultado que transmitisse alguma esperança, numa altura em que o sucesso parecia, para muitos, uma simples miragem.

Entretanto, Ronan continuava em destaque e, apoiado por um grupo que tudo fazia para manter a bola longe da baliza alvinegra, mostrava ser crucial para um bom resultado. Tanto que, aos 107’, voltou a fazer uma vistosa intervenção, na sequência de um remate desviado por Ruben Neves, levando ao delírio o público presente.

Por seu lado, os locais tentavam, a todo o custo, consumar a vitória, embora com base numa estratégia pouco clara e objectiva. Ainda assim, por pouco não voltaram à vantagem quando Leo, de cabeça, atirou ao poste e, pouco depois, novamente em excelente posição, falhou o alvo.

Com uma força mental estrondosa, os comandados de Ricardo Sousa tudo faziam para aguentar e procuravam segurar a posse de bola sempre que possível, visando, a espaços, o último terço, em busca de uma surpresa. E foi numa dessas investidas que se deu o que, para muitos, seria impensável naquela altura do encontro. Com 118’ jogados, Júlio transportou a bola até perto da grande área contrária e acabou travado em falta. Chamado a converter o livre, Ruben Neves, com um remate perfeito, fez a bola transpor a barreira e entrar pelo lado esquerdo de Marco Pinto, para explosão de alegria de jogadores, staff e adeptos presentes no Campo Conde Sucena.

Entre lágrimas, emoção e muito nervosismo, os últimos minutos pareciam não querer passar mas, apesar da enorme pressão final da formação do 1º de Dezembro, a garra e união dos alvinegros seguraria, até final, um triunfo fabuloso, que garante a passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal, onde estarão já presentes os clubes do principal escalão do futebol nacional.

O próximo compromisso da Sanjoanense marca o regresso do Campeonato Nacional de Seniores (CNS), com a receção ao Cesarense, num derby agendado para as 15 horas de sábado, em virtude da realização de Eleições Legislativas no domingo.

AD Sanjoanense: Diogo, Pardal (Catarino, 72), Edgar, Andrés Burgos, Brandão; Danilo, Ruben Neves, Ruben Alves, Edwar (Ricardo Oliveira, 72), André Pereira (Júlio, 63’), Ronan.

 

Declarações de Cândido Costa:

Cândido Costa | Treinador AdjuntoCândido, a Sanjoanense garante a passagem num jogo de loucos. O que sente depois deste triunfo épico?

Acho que foi um sentimento de pertença muito grande para todos. Embora os jornais dêem destaque às exibições individuais, acho que o que fica é a performance da Sanjoanense. A performance dos adeptos, da cidade e, principalmente, dos jogadores, que tiveram uma garra que já não é muito vista nos dias de hoje. Acreditaram, lutaram por algo muito grande, estabeleceram o objetivo da passagem, que era comum, e só assim foi possível conseguir tudo isto.

E, para ser sincero, sendo uma pessoa do futebol, nem sempre a competição dita a emoção que sentes. Já disputei jogos de Liga dos Campeões e o que senti ontem foi muito especial. Foi um reviver de tudo o que é a minha experiência com a Sanjoanense… Foi aqui que comecei e, em 120 minutos, parecia que tudo se acendia dentro de mim. Ver jogadores e adeptos naquela comunhão de esforço… Acho que foi um dia muito bonito para a Sanjoanense e esta é uma página que deve ir direitinha para a história do clube. Porque, de facto, o que ali se fez foi história! Foram 14 os guerreiros que deram esta alegria aos sanjoanenses, um sentimento que vai ficar connosco durante muito tempo e que marca uma história que podemos contar mais tarde. Uma história de perseverança, de acreditar, de querer… Está toda a gente de parabéns!

O esforço foi realmente enorme e o Ricardo Sousa dizia, na semana passada, que um jogo desta envergadura se preparava com seriedade e trabalho. A resposta dificilmente podia ser melhor…

Sem dúvida! Acho que temos um compromisso muito grande com estes jogadores. Primeiro procuramos que eles acreditem no potencial que têm, porque acho que isso é muito importante. Têm que acreditar que estão no clube certo para crescer e, aliado a isso, acreditar que podem atingir outro patamar e crescer na carreira. E depois, enquanto coletivo, tentamos trabalhar muito porque o coletivo vai dar azo a que as individualidades se destaquem. E eles acreditam nisso… Acreditam que são um conjunto forte e que isso os pode catapultar, mais tarde, para a conquista dos seus objetivos pessoais.

Há muito talento, atenção. Nós não estamos a puxar créditos em relação à nossa competência enquanto equipa técnica. Há muito talento aqui e fica fácil trabalhar em cima desse talento. Agora, se há algum mérito da equipa técnica nos jogos já feitos, está relacionado com a intensidade que temos exigido aos jogadores. Eles têm que trabalhar no limite, têm que saber “separar o trigo do joio” e têm-no feito muito bem. Nós somos uma equipa técnica jovem, algo inexperiente no que diz respeito ao comando da equipa mas com conhecimento da prática, do trabalho no terreno. Todos nós jogámos futebol e o que tentamos transmitir-lhes é que só trabalhando muito, com intensidade, paixão pelo jogo, rigor e respeitando as regras é que as coisas aparecem.

Para além disso, muitos dos atletas que aqui temos gostam da Sanjoanense, conhecem o clube e são sanjoanenses de coração, o que ajuda bastante. Uns vão arrastando os outros, que não tinham tanto conhecimento sobre o que era a Sanjoanense, e essa união está a funcionar. Acho que esse é o segredo deste grupo.

A equipa esteve por duas vezes em desvantagem, em alturas em que até estava por cima no encontro. Temeu que, em termos mentais, isso pudesse afetar a equipa, tendo em conta que era um jogo de tudo ou nada?

Eu temi tudo, para ser sincero… Eles passaram por alguns dissabores ao longo do jogo. Em termos de corrente de jogo, acho que toda a gente concorda que apresentámos um futebol mais vistoso, mais harmonioso em campo e mais padronizado. Percebia-se, na minha opinião, que a nossa equipa tinha mais trabalho de campo, mais trabalho enquanto equipa. E, contra a corrente do jogo, acabámos por sofrer um golo de bola parada, o que, para quem está lá dentro, constitui um duro revés, um golpe difícil. Mais ainda sabendo que tínhamos pela frente uma boa equipa, que se galvanizou e aumentou os seus índices motivacionais. Tivemos que lutar contra isso, também.

Ainda assim, demos uma resposta tremenda, os jogadores não abdicaram do fio de jogo pretendido, foram muito sérios, muito rigorosos e foram premiados com um excelente golo do Ronan, a cruzamento do Edwar.

Depois, nova falha de marcação nossa que permitiu que o avançado se isolasse e o lance terminasse em golo, apesar da boa intervenção do Diogo. Na minha opinião, também contra a corrente do jogo.

A partir daí, os minutos passavam, os nervos aumentavam, como em qualquer jogo em que o contexto é semelhante. Mas foi aí que começou a magia, também. Isto de ser treinador tem muito que se lhe diga e acho que a partir dos 80 minutos, com a expulsão do Diogo, largámos o volante. Apelámos ao coração, ao espírito… Não havia tática, havia coração. Só assim é que era possível. Podíamos colocar o Mourinho no banco com a melhor tática do mundo e provavelmente isso não funcionaria. O que funcionou foi uma luta desigual, de 11 contra 9, em que David venceu Golias pelo coração que estes miúdos demonstraram, pela fé e pela vontade de seguir em frente. Eles acreditaram no que lhes dissemos… Ao intervalo lembrámos que tínhamos acordado mais cedo, que tínhamos feito 300 km e que queríamos mais a vitória do que o nosso adversário. E acabámos por vencer uma equipa que tinha 14 golos marcados e apenas um sofrido, num jogo da Taça de Portugal. São, de facto, uma boa equipa, com um tipo de jogo diferente do nosso e que sofreu, também, um duro revés. Mas a nossa vitória foi um triunfo da conquista, do trabalho e da fé. Quem lá esteve sabe que foi muito difícil mas, na mesma medida, o resultado foi extremamente compensatório.

A Sanjoanense jogou cerca de 40 minutos com Ronan na baliza, o que confere ainda maior expressividade ao resultado. Como é que se prepara um grupo para uma situação como esta, principalmente em temos mentais?

O Diogo é um bom menino, que conheço há já algum tempo. No ano passado fez uma grande época, isso foi reconhecido, e, para além de todas as qualidades como guarda-redes, tem algo muito bom: gosta da Sanjoanense. E nos momentos-chave não se importa de abdicar do “eu” em prol da equipa. Foi o que fez naquela situação. Fruto de uma desatenção defensiva nossa, que colocou um jogador isolado, ele ainda sai engrandecido com a atitude que teve. Era um momento de tudo ou nada, aproximava-se o final, o resultado estava em 2-2… E o Diogo tem todo o apoio do grupo, para com quem teve uma atitude nobre. Vai perder 1 ou 2 jogos mas, nesta situação, sai engrandecido porque salvou a equipa de uma situação difícil.

Depois, houve o momento normal da escolha e encontrámos o Ronan. Já tinha toda a gente com os olhos postos nele, porque trabalha muito bem, e no momento da dúvida ele chegou-se à frente e disse que ia dar o melhor dele e uma boa resposta. E deu… Apesar de que, mesmo que tivesse sofrido cinco golos, continuaria a ter o nosso apoio. Era uma situação ingrata mas em que tudo estava relacionado com o acreditar. O jogo de ontem, caso tivesse sido filmado com qualidade, serviria para catapultar o nome da Sanjoanense e ir ainda mais além. Ajudava a promover os miúdos e até a formação podia usa-lo como exemplo, porque é isto que faz com que os jovens se apaixonem por este desporto…

Não sei se fica bem reconhecer isto mas até eu, estando fora e não podendo ajudar em campo, coloquei algumas dúvidas na capacidade de conquistar um bom resultado. Duvido que tenha estado algum sanjoanense em Sintra que não pedisse os penalty’s… E, de repente, os que estavam lá dentro acreditaram que era possível vencer antes disso. Acho que é um grande exemplo de persistência, espírito resiliente e estão todos de parabéns, sinceramente. Os que têm brilhado menos são as pessoas do staff. O momento é dos jogadores e espero que tenham captado imagens suficientes para que isto perdure nas suas vidas. Foi um momento muito bonito! Eu tive vários, ao longo da minha vida, e ontem dei por mim extremamente emocionado, a ajoelhar-me quando marcámos o terceiro golo. É algo que não se controla. É tudo futebol, é tudo emoção e eu estava muito emocionado. A Sanjoanense não é um clube rico e este é um grupo que, com o esforço de muita gente, tem tido as condições necessárias para fazer o seu trabalho.

Falou do discurso ao intervalo, de apelo à garra e união. O que é que pediram aos jogadores no final dos 90 minutos regulamentares, altura em que a Sanjoanense jogava já com Ronan na baliza?

Nunca, em qualquer outra circunstância, a Sanjoanense seria notícia depois daquele jogo e hoje é. E foi isso que o Ricardo lhes transmitiu, com as palavras certas no momento certo. Disse-lhes que aquele era o momento em que os jogadores podiam aproveitar para ter as luzes da ribalta apontadas, explicou-lhes que era algo diferente, “fora da caixa”. E o que eles fizeram foi “fora da caixa”. O que o Ricardo lhes pediu foi, um bocado, para conseguirem o impossível. Pediu-lhes que acreditassem e disse-lhes que, caso conseguissem a vitória, as atenções se centrariam neles. E, como podemos ver, hoje [segunda-feira] fomos notícia em quase todos os jornais. Como se sabe eu estou ligado à comunicação social e tive muita gente a ligar-me, a dar-nos os parabéns e a elogiar o feito. O Ricardo apelou a isso e os jogadores acreditaram.

Para ser muito franco, para se conseguir uma vitória destas temos, também, que ter um bocadinho de sorte. E não seria humilde da minha parte não reconhecer que tivemos sorte. Houve sorte ali pelo meio… Mas nos momentos entre a sorte e o azar fomos competentes. Porque a verdade é que o 1º de Dezembro não foi capaz de arranjar a melhor estratégia para defrontar nove jogadores que estavam em campo com a vestimenta guerreira, completamente disponíveis para o que quer que fosse e que não iam abdicar de nada, não se iam render. E o 1º de Dezembro não teve a melhor estratégia. Desesperou e nós demos uma resposta tremenda. Fomos assertivos a defender e bem comandados. O Edgar, como capitão, soube transmitir a crença necessária e os jogadores que entraram foram fantásticos, completamente disponíveis e deram a força que era precisa.

Para além disso, apesar de não gostar muito de fazer isto, acho que devo este reconhecimento: principalmente a partir do prolongamento, o jogo foi 70% dos jogadores e 30% da claque. Eu já estive lá dentro e aquela energia ajuda-nos em decisões mais complicadas. O tambor, as vozes… Eles estiveram brilhantes. E não estou a puxar para o nosso lado, porque já vi que eles estão connosco e que isso não irá mudar. Estou, sim, a constatar um facto. Houve uma viagem pelo meio e eu sei, como apaixonado pelo conceito do movimento ultra, o que é fazer uma viagem de 300 km. Ter que levantar cedo, estar rouco ao intervalo, ter uma segunda parte pela frente, a compensação, a emoção… Eles hoje devem estar tão ou mais cansados que os jogadores e, por isso, quero deixar-lhes uma palavra de agradecimento e pedir-lhes que continuem a fazer o que têm feito porque é muito importante. É mesmo muito importante porque é uma equipa nova, que ainda não gere muito bem as emoções, e é importante que eles estejam com os jogadores, para que eles acreditem e se sintam motivados.

Na próxima semana a Sanjoanense recebe o Cesarense. Sente que esta vitória pode ser um forte catalisador anímico para o que resta da temporada?

Sem dúvida. O Cesarense é uma boa equipa, monta bem a estratégia para os seus jogos e utiliza bem as armas de que dispõe. Nós sabemos disso e, para competir com essa força, temos que fazer o que temos feito até agora. Não há grandes coisas a alterar. Temos que impor o nosso futebol, provavelmente temos que ser mais concentrados em alguns momentos, principalmente nas bolas paradas, mas não vamos desviar-nos um milímetro do nosso futebol, que é humildemente de gala. Nós acreditamos num futebol de qualidade, com construção de jogo a partir de trás e acreditamos na qualidade dos nossos jogadores. E, tal e qual como ontem, quando o jogo ditar que temos que ser uma equipa guerreira e transformar o nosso jogo, estaremos preparados para o fazer.

«A Sanjoanense é uma inspiração» – Fabeta

Humildade, trabalho, experiência. Estas são três das principais características que definem Fábio Daniel Moreira Barros.

Convidado a integrar o plantel da Sanjoanense, depois de passagens por Gondomar, Asteras Tripolis (Grécia), Beira-Mar, Santa Clara, Ayia Napa (Chipre), Fátima, U. Leiria e Cinfães, o defesa não virou as costas à luta e, no primeiro ano no clube, tem assumido papel fundamental, surgindo, inclusivamente, como um dos capitães da formação sénior de futebol.

Eloquente no discurso e seguro nas palavras, Fabeta, como é conhecido, há largos anos, no mundo do futebol, aceitou o desafio e, numa agradável conversa, dá a conhecer um pouco mais de si, fazendo-nos viajar entre Portugal, Grécia e Chipre, com base em histórias entusiasmantes e vivências capazes de prender a atenção.

Sem medo de recordar o passado e abordar o presente, que o trouxe a São João da Madeira, fala das experiências em Portugal e no estrangeiro, dos momentos bons e das situações menos agradáveis de uma carreira que tem já muito para contar.

Aos 28 anos, Fabeta assume satisfação pelo cenário encontrado e aponta à rápida conquista dos objetivos propostos, desdobrando-se em elogios ao clube, à organização da estrutura e à “pressão boa” criada pelo apoio da massa associativa que o acompanha.

 

Fabeta, antes de mais, como surgiu a paixão pelo futebol?

Surgiu muito cedo. Comecei a jogar futebol com 6 anos, no Gondomar, o clube da minha terra, por influência do meu avô, que me incentivou e levou ao clube. A partir daí, fui crescendo no Gondomar e a paixão cresceu também, de dia para dia.

12041948_10153447703817034_142026769_n
Fabeta (à direita) ao serviço do Asteras Tripolis, do primeiro escalão da Grécia.

Fizeste toda a tua formação no Gondomar, clube que representaste também como sénior, e do qual saíste, aos 20 anos, para a primeira experiência no estrangeiro. Como foi passar da II Liga portuguesa para o principal campeonato da Grécia?

Foi fantástico! Tinha feito uma época brilhante, as coisas tinham corrido muito bem a nível individual e coletivo e isso fez com que os meus atributos individuais fossem realçados. Foi uma felicidade enorme!

Esperavas uma mudança tão abrupta na carreira?

Ao início não, para ser honesto. Comecei a época com o treinador adjunto a propor-me um empréstimo, parti como quarta opção para central e, mais tarde, passei a quinta, depois da chegada de um atleta brasileiro. Mas, no primeiro jogo de Taça da Liga, deu-se a expulsão de um dos centrais titulares e, no jogo inicial do campeonato, aproveitei a ausência dele e de um outro jogador a quem faltava o certificado internacional. O treinador deu-me oportunidade e correspondi ao que me era pedido. Voltei a sair da equipa depois desse jogo mas, passados quatro jogos, as coisas não estavam a correr bem e voltei a ser aposta.

Foste para a Grécia pela mão de Carlos Carvalhal, treinador que tinha saído do Vitória de Setúbal como vencedor, no ano anterior, da primeira edição da Taça da Liga, contra o Sporting. Sentias pressão adicional por seres orientado por um treinador com tamanho reconhecimento em Portugal?

Sim, sentia uma pressão boa. Mas esse foi, também, um dos motivos que me fez ir para a Grécia. Já me tinham falado da oportunidade de o acompanhar no Vitória de Setúbal mas surgiram outras oportunidades no estrangeiro. Estive em Zurique, a treinar com o plantel e pronto para negociar contrato e era para lá que pretendia ir. Era o que queria e estava tudo preparado. Entretanto, a mudança do Carlos Carvalhal para a Grécia e tudo o que isso envolvia em termos de adaptação e absorção de novas ideias e métodos de treino, por ser um treinador português, fez com que alterasse o meu rumo e aproveitasse a oportunidade que me estava a ser dada pelo mister.

Tiveste, mais tarde, outra passagem pelo estrangeiro, para representar o Ayia Napa, equipa que militava na primeira divisão do Chipre, mas, dessa feita, o salto foi ainda maior, desde II Divisão, correspondente ao atual Campeonato Nacional de Seniores. Como é que surgiu essa oportunidade?

Foi através de um empresário cipriota que entrou em contacto comigo. Na altura esse empresário tinha pedido referências a outro jogador português, que eu não conhecia, sobre um defesa central e ele deu boas indicações sobre mim. Depois disso estabelecemos contacto, falámos, vimos a proposta e tudo o que envolvia e acabei por rumar ao Chipre.

 A experiência, no entanto, não foi muito feliz…

Se compararmos com a Grécia, falamos de duas situações completamente diferentes… Na Grécia estava num clube muito maior que, apesar de na altura só ter dois anos de primeira liga, hoje está nas competições europeias e tinha já essa ambição no ano em que lá estive. No Ayia Napa foi diferente… O clube tinha acabado de subir à primeira liga, onde só tinha estado por uma vez na sua história, e o campeonato cipriota torna-se bastante complicado para as equipas que sobem de divisão.

Acabou por ser uma experiência infeliz precisamente no momento em que estava mais feliz. Tivemos jogo com o APOEL, as coisas estavam a correr-me muito bem mas, infelizmente, sofri uma lesão que me arrastou para um período de paragem de três meses… Se calhar, se fosse cá, com os médicos certos, teria sido algo bem mais fácil de recuperar. E os clubes cipriotas, como se sabe, têm muitos problemas a nível de mentalidade. Os dirigentes do Ayia Napa prejudicaram-me muito quando viram que ia estar algum tempo parado. Quiseram rescindir contrato comigo e foi difícil nesse aspeto porque, até lá, estava a correr tudo bem.

O que é que passa pela cabeça de um jogador quando se encontra numa situação como essa?

É sempre complicado estar lesionado e desmotiva muito quando estamos numa fase boa. No final daquele jogo com o APOEL senti confiança redobrada e vi que a equipa técnica e a direção tinham muita esperança em mim, que podia ter ali um futuro risonho. Depois de ver a ressonância magnética e ter percebido que a lesão tinha alguma gravidade fiquei muito triste mas fiquei pior ainda quando o clube começou, com o passar do tempo, a querer baixar-me o ordenado e rescindir contrato comigo por ter um tempo grande de paragem. Isso foi, sem dúvida, uma experiência horrível mas, felizmente, tive a sorte de ter vários companheiros portugueses e famílias portuguesas que lá estavam e me apoiaram muito nos momentos mais difíceis. Se não fossem eles seria muito mais difícil estar longe de tudo e todos a viver uma experiência horrível.

Era fundamental, para ti, voltar a casa e estabeleceres-te no teu país?

Sim. No Chipre estive três meses lesionado e, num dos regressos a Portugal, consegui recuperar numa semana o que não tinha conseguido nesse período. Quando lá voltei estava com esperança de que pudesse voltar a ser opção, apesar de todas as divergências por que tinha passado. Mas, infelizmente, não foi possível. A equipa técnica mudou, o novo treinador depositou muita confiança em mim mas a direção não permitiu a minha utilização.

Quando regressei a Portugal estava há, mais ou menos, sete meses sem competição e sabia que não podia ambicionar nada em grande. Sabia que tinha que recomeçar, estabilizar e voltar a crescer de forma sustentada.

Falaste, há pouco, de teres tido a possibilidade de jogar pelo V. Setúbal, algo que acabou por não se concretizar. Até ao momento, não integraste nenhum plantel no principal escalão em Portugal. Voltaste a ter oportunidade de o fazer?

Nesse ano tive oportunidade de integrar diversos clubes de primeira liga portuguesa. Não tinha só o V. Setúbal… E quando rescindi na Grécia tinha tudo tratado para regressar a Portugal e jogar no escalão principal. Depois, já após o meu regresso, é que fui informado de que teria que jogar de novo na segunda liga. Mas aí já tinha a rescisão acertada e não havia muito a fazer. Entre as escolhas que tinha, acabei por optar pelo Beira-Mar.

Depois do regresso do Chipre representaste Fátima, U. Leiria e Cinfães. Agora optaste pela Sanjoanense. O que motivou esta escolha?

Fabeta 2
Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

Essa não é uma pergunta difícil… Porquê a Sanjoanense?… Durante o meu período de férias, falaram-me muito bem do clube. O antigo treinador entrou em contacto comigo e falou-me maravilhas da Sanjoanense. É um clube que procura crescer novamente, depois de passar uma fase difícil, e que tenta voltar aos poucos ao topo, apesar das dificuldades do dia-a-dia. Falou-me muito bem da Sanjoanense e da experiência de jogar no Campeonato Nacional de Seniores com um apoio e uma massa associativa que criam uma pressão boa para trabalhar diariamente e jogar ao fim-de-semana.

Depois porque, através de mais algumas informações que fui recolhendo, senti que poderia ser um clube onde me encaixaria bem e que podia ajudar, para que todos alcançássemos o sucesso.

E, para além disso, porque sabia que ia ter a oportunidade de trabalhar com o Ricardo Sousa, que conheço desde há muito tempo e com quem pretendia estabelecer uma ligação profissional. Este foi, sem dúvida, um dos principais motivos para aceitar este projeto.

Sentes que tens mais responsabilidade por seres um dos jogadores mais velhos do atual plantel da Sanjoanense?

Sem dúvida… Olho para o balneário e, pela primeira vez, percebo que só há um jogador mais velho do que eu. A equipa é muito jovem, repleta de miúdos com uma qualidade fantástica, que estão a crescer. Isso faz com que sinta uma responsabilidade acrescida porque tenho que passar-lhes um bocadinho da minha experiência, para que não cometam os erros que eu cometi e cresçam de forma sustentável, correspondendo à qualidade de trabalho exigida.

É uma responsabilidade boa porque tenho a certeza que, dentro de um ou dois anos, iremos ver jogadores desta equipa em plantéis de primeira liga. E vai ser com orgulho que irei olhar para eles e ver que têm um bocadinho de mim… Isso é bom.

Tendo em conta a experiência de que dispões, vês-te como um pilar fundamental do plantel, especialmente em termos de gestão de balneário?

Claro que, tendo em conta a experiência, os jogadores olham para mim e vêem alguém que os pode ajudar num momento em que as coisas não estejam a correr tão bem. Por vezes precisam de ouvir as palavras certas e eu tento dar um pouco daquilo que outras pessoas me deram ao longo destes anos. Tive pessoas fantásticas nos grupos de trabalho por que passei, das quais tentei sempre reter o máximo possível para me ajudar a crescer, e hoje em dia tento dar um bocadinho disso aos mais novos. Tento transmitir o meu exemplo… Mediante isso, não me sentindo um pilar dentro do balneário, porque acredito que todos somos iguais e olhámos uns para os outros da mesma maneira, acredito que os posso ajudar e acho que eles percebem isso quando olham para mim.

Fabeta 3
Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

Apesar de ser o teu primeiro ano no clube, foste nomeado como um dos capitães de equipa. O que é que isso representa para ti?

É, desde logo, um motivo de satisfação e orgulho ser um dos capitães de uma instituição com a Sanjoanense. Representar o balneário é algo gratificante porque, onde quer que seja, posso falar com o maior orgulho dos meus colegas de equipa. E o sentimento, neste momento, é mesmo esse: o orgulho por representar esta instituição!

Que conselhos tentas transmitir aos atletas mais jovens?

Principalmente, que tenham humildade e trabalhem. Sei que já percebem, pelo que vêem no dia-a-dia, que, por vezes, a qualidade, o trabalho e a humildade podem não resultar em muita coisa mas estou certo de que se eles trabalharem sempre a 100%, demonstrarem humildade e souberem ouvir e respeitar irão chegar longe. O que lhes costumo dizer é, sobretudo, que mantenham a humildade e se apercebam que estão a crescer de forma continuada. Ainda não ganharam nada e, para que isso aconteça, é preciso muito tempo. E digo-lhes que mantenham um nível de trabalho que agrade tanto a eles como a todos aqueles que os rodeiam.

Em termos pessoais e coletivos, o que pretendes conquistar ao longo desta temporada?

Primeiro, em termos coletivos – porque o grupo está sempre à frente das ambições pessoais –, espero satisfazer e cumprir os objetivos impostos pela direção, que passam por garantir a manutenção o mais rapidamente possível, apesar de achar que, com este grupo de trabalho, quando estiverem limados alguns pormenores que nos têm marcado, temos equipa para ambicionar por algo mais. Mas, até lá, precisamos realmente de crescer e melhorar, sempre com a manutenção como objetivo principal, como disse.

A nível pessoal, o maior objetivo é ver esta equipa que, possivelmente, deve ser das que melhor futebol joga no Campeonato Nacional de Seniores, ser destacada e reconhecida por tudo o que faz nos jogos e treinos. Sentiria uma enorme satisfação se visse o trabalho do grupo reconhecido. Para além disso, tenho 28 anos e espero, ainda, poder alcançar outros patamares. Desejo que, juntando os objetivos coletivos e pessoais que acima mencionei, possa concretizar essa ambição.

Ao longo destes primeiros meses ao serviço da Sanjoanense, o que é que te surpreendeu mais no clube?

A organização. Nota-se que é um clube organizado, com pessoas sempre perto de nós, preocupadas com o nosso bem-estar, disponíveis para nos ajudar. Vêem o que está bem, o que está mal, corrigem… Temos uma direção que tem estado connosco, tem sido um pilar enorme para o bem-estar dos atletas e espero que as pessoas que aqui estão sejam reconhecidas e tenham a ajuda das forças vivas da cidade porque acredito que quem está aqui dentro trabalha para o melhor do clube.

Fabeta 4
Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

Numa palavra, como defines a Sanjoanense?

Bem, numa palavra?… Deixa-me cá ver a palavra certa… Este clube é uma inspiração!

E o balneário que aqui encontraste?

Magnífico!

Um dia que termines o teu percurso na Sanjoanense, como gostavas de ser lembrado?

Quero ser sempre lembrado pelo bem. Quero que as pessoas olhem para o meu percurso aqui e vejam que dei sempre o melhor de mim, que tentei ajudar em tudo o que era possível. E espero que as pessoas falem do Fabeta com satisfação, com respeito e, se possível, também com orgulho.

Para finalizar, que mensagem deixas aos adeptos?

Apoiem-nos… Unam-se, apoiem a instituição, orgulhem-se do clube que têm e ajudem-no porque, pelas informações que recebo, acredito que, se a cidade se unir, a Sanjoanense pode ser enorme e pode voltar a ser aquilo que foi no passado.

Penso que o plantel merece esse apoio, até porque tem atletas que nunca jogaram aqui e mostram, diariamente, um enorme respeito pela camisola que vestem e pelo símbolo que têm ao peito! 

 

Sub16 Femininas | ADS organizou torneio relâmpago

Este Sábado a ADS organizou um Torneio Triangular Relâmpago para o escalão Sub16 Femininas incluído no evento “Weekend Basquetebol Feminino ADS” e no qual participaram as equipas da ADS, da AD Ovarense e do GD Gafanha.
Com as equipas ainda há procura da melhor forma e da contrução dos respetivos modelos de jogo assistiram-se a partidas interessantes apesar do desnível dos resultados.
O GD Gafanha foi o grande vencedor deste torneio ao vencer as 2 partidas disputadas, tendo a AD Sanjoanense alcançado o 2º lugar e a AD Ovarense a 3ª classificação.

Para a equipa sanjoanense, em particular, este torneio serviu para atestarmos das capacidades atuais das nossas atletas e aferirmos como estão a ser assimilados os conceitos trabalhados ao longo da semana pelas nossas jovens.

O evento decorreu de forma bastante satisfatória, pelo que cabe-nos deixar um agradecimento às equipas da AD Ovarense e do GD Gafanha por terem acedido ao nosso convite, bem como à equipa de arbitragem, às nossas atletas Sub19 e aos familiares das nossas atletas que auxiliaram na organização do evento.

Resultados:

AD Sanjoanense, 57 – AD Ovarense, 36

AD Ovarense, 21 – GD Gafanha, 68

GD Gafanha, 51 – AD Sanjoanense, 25

Classificação Final:

1º GD Gafanha
2º AD Sanjoanense
3º AD Ovarense

http://basquetebolsanjoanense.blogspot.pt/

Sub14 Femininas | ADS vence torneio triangular

Torneio Relâmpago AD Sanjoanense – Sub14 Femininas
Este Domingo a ADS organizou um torneio Triangular Relâmpago para o escalão de Sub14 Femininas, uncluído no evento “Weekend Feminino ADS” e no qual participaram as equipas da ADS, do CD Bolacesto e GD Gafanha.
Jogos típicos de início de época com as equipas há procura de melhorar os seus índices físicos e táticos. As meninas da ADS acabaram por vencer o torneio ao vencer as duas partidas disputadas ficando o GD Gafanha em 2º lugar e o CD Bolacesto em 3º lugar.
A ADS esteve muito bem a nível defensivo e ofensivamente, já conseguiram aplicar alguns dos processos que têm vindo a ser trabalhados.
O torneio decorreu num ambiente de grande Fair Play e resta-nos agradecer às equipas do CD Bolacesto e do GD Gafanha por terem aceite o nosso convite, bem como à equipa de arbitragem, às nossas atletas sub16, aos familiares das nossas atletas que auxiliaram na organização do torneio e a todo o público presente.
Resultados:
AD Sanjoanense, 40 – CD Bolacesto, 22
CD Bolacesto, 19 – GD Gafanha, 52
GD Gafanha, 18 – AD Sanjoanense, 45
Classificação Final:
1º AD Sanjoanense
2º GD Gafanha
3º CD Bolacesto
http://basquetebolsanjoanense.blogspot.pt/

Sub18 Masculinos | ADS vence torneio de preparação

Torneio “O Ilhavense”

Illiabum Clube, 71 – AD Sanjoanense, 68

AD Sanjoanense, 75 – AD Ovarense, 44

Illiabum Clube, 60 – AD Ovarense, 75

Torneio de início de época com 2 jogos distintos. No primeiro contra a equipa da casa, embora dominando o jogo durante o tempo quase todo, denotamos alguma falta de consistência nos momentos importantes tanto na defesa como no ataque e não conseguimos ganhar uma vantagem no marcador. No segundo jogo contra o Campeão Regional em título, voltamos a dominar o jogo mas, ao contrário do jogo anterior, conseguimos ser mais consistentes nas alturas certas.

Com o resultado do jogo Illiabum x Ado, conseguimos o 1º lugar no Torneio e trazer mais um troféu para o nosso Clube.
De referir ainda o facto de 3 atletas da ADS terem integrado o “Cinco ideal” do torneio, Daniel Dias, Diogo Rebelo e Tiago Tavares.

Parabéns aos atletas e obrigado ao Illiabum Clube pelo convite, em especial ao Prof. Gouveia.

Atletas: Mário, Diogo, Tavares, Daniel, Lucas, Tomás, Vitor, Afonso, Leite, Moreira, Teixeira, Ari e Cruz.

Treinador: Gabriel Valente

Seccionista: Raul Almeida

Edwar foi herói em jogo de estreia

  • Sanjoanense de garra conquistou segundo triunfo na presente edição do Campeonato Nacional de Seniores. 
  • Edwar teve estreia de sonho ao garantir os três pontos.

Em jogo da 4ª jornada da Serie D do Campeonato Nacional de Seniores (CNS), a Sanjoanense foi obrigada a lutar bastante na sempre difícil deslocação a Bustelo, tendo carimbado o regresso às vitórias já nos minutos finais, à semelhança do que aconteceu em Oliveira de Frades, no segundo jogo da prova.

Numa primeira parte pouco conseguida, os homens de São João da Madeira não deram seguimento a 15 minutos iniciais de bom nível, durante os quais podiam, por diversas vezes, ter inaugurado o marcador, e acabaram surpreendidos pelos locais, que chegaram à vantagem à passagem do minuto 25. Na sequência de um canto e de uma jogada de insistência pela esquerda do ataque, Vasquinho colocou a bola na área e Nuno, livre de marcação, rematou à meia-volta, batendo Diogo Almeida.

No entanto, a resposta alvinegra não se faria esperar e, no minuto seguinte, Ronan, isolado por Ruben Alves, aproveitou o espaço deixado nas costas da defesa contrária e, com frieza na hora da finalização, temporizou e rematou de pé direito, devolvendo a igualdade ao marcador.

A jogar perante os seus adeptos e à procura dos primeiros pontos no campeonato, a formação de Bustelo podia até ter saído em vantagem para o intervalo mas Diogo, de forma crucial, segurou o empate com uma fantástica intervenção após remate de Ayrton.

Cientes da importância da vitória, especialmente depois dos desaires no Conde Dias Garcia, os comandados de Ricardo Sousa regressaram dos balneários determinados em melhorar a imagem deixada na primeira metade mas, apesar de algumas oportunidades de registo, continuavam a pecar no último terço. Bruno Almeida foi o primeiro a visar a baliza contrária, com um remate forte que obrigou Pedro Monteiro a defesa apertada, e pouco depois assistiu Ronan que, em excelente posição, cabeceou ao lado.

Pelo meio, Soares, de livre direto, fez a bola passar perto da baliza à guarda de Diogo Almeida, numa tímida resposta da formação de Bustelo que, a cerca de 20’ do final, ficaria reduzida a dez elementos, por culpa da expulsão de Ruben, por acumulação de amarelos.

Em vantagem numérica, a Sanjoanense assumiu totalmente o controlo do jogo e, já instalada no meio-campo defensivo do adversário, podia rapidamente ter sentenciado o encontro. Com 75 minutos jogados, Ronan, servido por Edwar, introduziu a bola na baliza contrária mas viu Duarte Santos, assistente principal de José Laranjeira, invalidar o golo por suposto fora-de-jogo, numa decisão bastante duvidosa.

Ainda assim, os homens de São João da Madeira não desistiam do objetivo e, apoiados por uma estreia fulgurante de Edwar, acabariam mesmo por consumar a reviravolta. Em cima do minuto 90, altura em que a pressão da Sanjoanense era enorme, o extremo colombiano aproveitou da melhor forma um passe longo de Ruben Alves e, com ângulo apertado, desfeiteou Pedro Monteiro, estabelecendo o resultado final.

Com esta vitória, a Sanjoanense passa a somar 7 pontos e ocupa a 5ª posição da Série D do CNS, a apenas 1 ponto do primeiro classificado, o Lusitano FCV.

No próximo domingo, os comandados de Ricardo Sousa deslocam-se a Sintra, em jogo da Segunda Eliminatória da Taça de Portugal, onde defrontarão o 1º de Dezembro, atual primeiro classificado da Série G do CNS.

AD Sanjoanense: Diogo Almeida, Leandro, Edgar, Andrés Burgos, Ricardo Tavares (Brandão, 45’), Danilo, Ruben Neves, Ruben Alves, Catarino (André Pereira, 59’), Bruno Almeida (Edwar, 70’), Ronan.

Declarações de Ricardo Sousa:

Ricardo, a Sanjoanense teve que suar para garantir os três pontos. Esperava tantas dificuldades perante um adversário que ainda não tinha pontuado?

Sim, esperava. Primeiro porque era um adversário que não tinha pontuado e estava com fome de pontos e depois porque eu sabia que eles tentariam resolver o jogo o mais rapidamente possível. Mas nós partíamos para este jogo como favoritos – talvez pela primeira vez neste campeonato – e tínhamos que demonstrá-lo em campo para conseguirmos um bom resultado. Mas não o conseguimos durante a primeira parte, que foi muito má. Levamos já 7/8 semanas de trabalho e nunca tinha visto a equipa tão intranquila e a jogar tão mal como nesta primeira parte. Ao intervalo fi-los ver isso mesmo. Disse-lhes que esta não era a nossa imagem e que teriam que mudar a atitude e jogar com mais ambição e motivação perante os associados que se deslocaram a Bustelo para nos apoiar. Eles perceberam e a segunda parte foi diferente. Podíamos ter chegado ao golo mais cedo. Voltámos a conseguir a vantagem já perto do final mas quero salientar que o Bustelo, em casa, é uma equipa muito difícil de defrontar e que, para além disso, foi ao encontro do que já esperava: ao jogar contra a Sanjoanense as equipas parece que dão 300%. Os jogadores do Bustelo aplicaram-se muito mais neste jogo do que em encontros anteriores e isso significa muito. Significa que olham para nós como um grande e nós teremos que saber reagir a isso.

Falou, há pouco, da intranquilidade da equipa e assumiu a má primeira parte realizada. Sente que, apesar de terem reagido rapidamente à desvantagem e terem disposto de várias oportunidades para se adiantar no marcador, os jogadores podem ter sido condicionados pelo nervosismo, principalmente na fase inicial do encontro?

Sem dúvida… Temos uma equipa cheia de ambição mas, em simultâneo, muito jovem e sem experiência. Enquanto os pontos não aparecerem e tivermos o campeonato tranquilo, poderemos passar um mau bocado mas penso que os jogadores estão cada vez mais cientes daquilo que querem e têm que fazer e estão cientes de que o emblema da Sanjoanense, apesar de pesado, vale muito apena, porque movimenta multidões. A Sanjoanense é uma equipa grande nesta divisão e isso traz alguma sobrecarga emocional aos jogadores. Mas se os jogadores querem evoluir têm que reagir a isso e saber lidar com este tipo de pressão a toda a hora.

A Sanjoanense voltou a dispor de algumas oportunidades para conquistar uma vantagem folgada. Apesar das dificuldades encontradas, sente que a equipa merecia mais do que a vantagem mínima?

Sim, sinto. Aquilo que tem acontecido nos nossos jogos é que desperdiçamos 10/15 boas oportunidades para dilatar a vantagem. Infelizmente não marcamos e, nos jogos em que perdemos pontos, acabámos por sofrer já perto do final, o que nos retirou alguns pontos. Mas estou consciente de que a pontinha de sorte ainda não apareceu. Quando surgir teremos bons resultados, vitórias tranquilas que não nos façam sofrer até ao fim e tranquilidade para encararmos todos os jogos.

Fez três alterações ao onze que defrontou o Estarreja. Procurou dar um novo fôlego à equipa depois do empate da última jornada?

Nós temos um grupo muito homogéneo e estou a conseguir tirar partido máximo dos jogadores que tenho à disposição, sabendo que uns conseguem dar mais em determinados jogos do que outros. Isso está relacionado com a tática do adversário que defrontarmos e nós sabíamos de antemão qual o sistema tático que o Bustelo iria apresentar. Tendo isso em conta, decidi que seria melhor fazer alterações na equipa porque os jogadores que optei por meter podiam dar mais garantias do que os que jogaram na semana passada. Mas um grupo de trabalho funciona desta forma. Temos que manter o grupo motivado para o que aí vem e isto só prova o que venho defendendo: a rotatividade deste plantel vai ser grande até final, todos os jogadores terão oportunidade de jogar e, por isso, os jogadores estarão sempre em alerta porque terão sempre o lugar em perigo. Isso é bom para uma equipa.

Duas das surpresas foram a titularidade do Andrés e a aposta no Edwar, já na segunda parte. Esperava estreias tão prometedoras, tendo em conta o menor tempo de trabalho com a equipa?

O Andrés e o Edwar são jogadores diferentes. O Andrés já tem muita matreirice, jogou no Deportivo Cali, na primeira divisão colombiana, tem experiência e é diferente dos jogadores de que dispomos. É muito forte no jogo aéreo, dificilmente falha um passe e tem muita tranquilidade em campo. Pode oferecer-nos muito e elevar, ainda mais, a qualidade da equipa.

O Edwar é um jogador novo, promissor, com pouca experiência mas que provou, neste jogo, que pode dar-nos muito. Tem uma estampa física considerável, imprime muita velocidade no jogo e disputa cada lance com muita garra. Foi uma estreia de sonho e estou convencido que, se continuar a trabalhar da forma que tem trabalhado e continuar a progredir taticamente para aquilo que queremos, será um jogador muito interessante para a Sanjoanense.

Na próxima semana a Sanjoanense tem uma difícil deslocação ao terreno do 1º de Dezembro, atual primeiro classificado da Série E. Que antevisão faz ao encontro?

Vai ser um encontro extremamente complicado. Já estudei a equipa do 1º de Dezembro, é muito forte fisicamente e tem três homens bastante rápidos na frente. Tem bons jogadores e é uma equipa difícil de defrontar em casa. Em três jogos que fez no seu estádio, o 1º de Dezembro tem onze golos marcados e nenhum sofrido.

Será extremamente difícil mas queremos chegar o mais longe possível e a Taça poderá ser boa para a Sanjoanense porque na próxima ronda já entram equipas da primeira divisão e, caso nos mantenhamos em prova, podemos ter uma surpresa e receber um dos grandes, o que resolveria muitos problemas do clube. É atrás disso que vamos. Sabemos que é uma deslocação longa e difícil mas esperamos o apoio do maior número possível de adeptos que possam fazer a viagem para nos ajudar.

Como é que se prepara uma equipa para um jogo que pode definir a continuidade em prova?

Com seriedade. E, essencialmente, a saber que temos que dignificar o emblema que trazemos ao peito. É isso que exijo sempre aos jogadores. Se o conseguirem fazer, todos vão ficar satisfeitos com eles e dificilmente não traremos a vitória.

Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

Sanjoanense volta a vencer Torneio Cidade de S.J.Madeira

À III edição a Sanjoanense venceu pela segunda vez o Torneio Cidade de São João da Madeira. E a estreia até nem correu bem para a equipa de Vítor Pereira que, na primeira jornada, cedeu um empate (2-2) com o Infante de Sagres. Ao intervalo o nulo espelhava a partida amorfa dos primeiros 20′ mas, no segundo tempo, os alvi-negros melhoraram e só a finalização pouco calibrada impediu um triunfo que também esbarrou em Mário Mata, guarda-redes do Infante de Sagres contratado aos Carvalhos.

Na manhã de sábado a Sanjoanense não teve grandes dificuldades para golear o Cucujães (7-1) e, no encontro decisivo com o HA Cambra, só os três pontos garantiam a vitória no torneio enquanto que, à formação de Vale de Cambra, o empate bastava.

No entanto, a concentração e o rigor tático foram armas poderosas para golearem um adversário que lutará, no campeonato, pelos mesmos objetivos da Sanjoanense: a permanência. 

Em resumo, foram três testes que serviram, essencialmente, para continuar a preparar os onze jogadores para a estreia na I Divisão, que irá ser feita frente ao Sporting – 2 de outubro – e que vão continuando a adquirir os índices físicos desejados para os jogos oficiais.

 

III Torneio Cidade S. João da Madeira

Sexta- Feira 18-09-2015
1ª Jornada
HA Cambra 6 | CD Cucujães 2
AD Sanjoanense 2 | Infante Sagres 2
Golos: Gil Vicente (1), Afonso Santos (1)

Sábado 19-09-2015
2ª Jornada
AD Sanjoanense 7 | CD Cucujães 1
Golos: Pedro Cerqueira (3), Afonso Santos (2), Daniel Homem (2)
3ª Jornada
Infante de sagres 3 | CD Cucujães 3
AD Sanjoanense 6 HA Cambra 1
Golos: Chico Barreira (3), Tiago Ferraz (2), Gil Vicente (1)

Prémios:
Melhor Guarda-Redes – David Nogueira (AD Sanjoanense)
Melhor Defesa – AD Sanjoanense
Melhor Ataque – AD Sanjoanense
Melhor Marcador – Afonso Santos (Atleta com menor idade) AD Sanjoanense

1º Lugar – AD Sanjoanense
2º Lugar – HA Cambra
3º Lugar – Infante de Sagres
4º Lugar – CD Cucujães

 

A Sanjoanense começou mal a participação no Torneio Cidade de São João da Madeira, mas acabou de forma avassaladora. Aquele empate inicial serviu para psicologicamente os jogadores corrigirem alguns detalhes?

 

Vítor Pereira: Penso que não começamos da maneira que pretendíamos, mas não mal. O Infante de Sagres apresentou um jogo defensivo e organizado a jogar no nosso erro, ou em jogadas de inspiração/individuais dos seus jogadores, o que nos obrigou a trabalhar muito. Fizemos boas movimentações, criamos várias oportunidades de golo, mas não conseguimos concretizar a percentagem que queríamos, o que pesou no resultado final da primeira partida. Penso que para isso conta a fase inicial da época onde ainda falham alguns detalhes de entrosamento, finalização e adaptação ao reforço de identidade que pretendemos para a equipa. Nos jogos seguintes tentamos superar alguns detalhes menos bons manter os jogadores conscientes do nosso trabalho e apesar de sentirmos a necessidade de melhorar conseguimos melhores resultados.

 

Transmite algum sinal uma vitória tão expressiva frente a um candidato pela permanência, ou no campeonato a pressão levará a um jogo com contornos diferentes?

 

V.P.: Temos de ter a consciência que cada jogo tem a sua história, temos de ter em conta que estes foram jogos de pré-época. O resultado que ditou a vitória frente ao HA Cambra por 6-1 não traduz a realidade das equipas, são equipas diferentes, mas com jogadores de valor similar que podem discutir o resultado até ao fim dos jogos. Embora o HA Cambra tenha jogadores com mais experiência na 1ª divisão que a nossa equipa, hoje fomos rigorosos e trabalhamos para conseguir um bom resultado e acima de tudo continuar a crescer como equipa. Apesar de o resultado ser bom, ainda registamos situações que vamos ter de retificar e evoluir. Obviamente que ficamos satisfeitos por conseguir ganhar o torneio, mas temos de continuar a trabalhar para ganhar pontos e pontos vai ser só no campeonato, é para isso trabalhamos com os patins bem assentes no ringues. Estou convencido que ambas as equipas se vão apresentar de forma diferente nos jogos do campeonato, onde prometemos tudo fazer para conseguir os 3 pontos.

 

Que balanço faz da pré-temporada até agora? Sente a equipa mais preparada para uma primeira jornada de nível de exigência máximo?

 

V.P.: A equipa está a preparar-se para um campeonato difícil, onde sabemos que não somos os melhores, mas queremos estar melhor que o adversário todos os sábados. Os jogadores têm trabalhado muito, nos treinos temos apelado á sua disponibilidade, temos inserido alguns exercício e movimentações de forma a solidificar processos, soluções de jogo. Uma pré-época com jogos competitivos onde temos conseguido uma rotação regular e equilibrada do plantel. Neste momento existem situações a trabalhar por vezes mais importantes que o resultado, o objectivo imediato é crescer, é importante que a equipa cresça e se prepare para um campeonato todo ele de exigência máxima. Queremos começar fortes de forma a conseguir o nosso objectivo, vamos lutar todos os jogos por pontos.

Gostaria de agradecer a todas as equipas participantes neste torneio desejando-lhes um bom campeonato. Agradecer ao público presente em especial aos nossos adeptos que nos apoiam e motivam nesta fase de preparação para continuar a crescer. Obrigado

Final inglório rouba triunfo

  • Sanjoanense esteve por duas vezes em vantagem mas desperdiçou vitória ao cair do pano.
  • Desfecho relembrou fantasmas da primeira jornada.

Foi uma Sanjoanense capaz do oito e do oitenta, aquela que neste domingo pisou o relvado do Conde Dias Garcia. Com inúmeras oportunidades, os homens de São João da Madeira estiveram por duas vezes em vantagem mas voltaram a ceder já depois dos 90’, num jogo que trouxe à memória os fantasmas da jornada inaugural.

Extremamente determinados, os comandados de Ricardo Sousa entraram a todo o gás e, logo aos 2’, Ruben Alves deu o melhor seguimento a uma jogada bem desenhada por Bruno Almeida e Ruben Neves, inaugurando o marcador com um chapéu perfeito a André, guarda-redes contrário.

Visivelmente dominadores, os alvinegros criavam muitas dificuldades ao setor mais recuado do Estarreja mas, a partir daí, deu-se um festival de oportunidades desperdiçadas. Ruben Alves, aos 4’, viu André negar-lhe o golo com uma defesa monstruosa e Bruno Almeida, aos 20’, rematou por cima da baliza contrária, quando tinha Ruben Alves e Ruben Neves em boa posição para a finalização.

Pelo meio, Alex ainda ameaçou a baliza alvinegra, num desvio traiçoeiro que obrigou Diogo a defesa atenta, em jeito de preparação para o que aconteceria pouco depois. Com 22’ jogados, Vítor Hugo – que parecia ligeiramente adiantado em relação à linha defesiva – aproveitou uma bola bombeada para a área da Sanjoanense e, com um remate de primeira, à meia-volta, bateu Diogo, restabelecendo a igualdade.

Com poucos argumentos até ao empate, os visitantes cresceram e, pouco depois, Alex serviu Gustavo, que cabeceou ao lado.

Na resposta, já bem perto do descanso, Bruno Almeida voltou a visar a baliza contrária, com um potente remate travado por uma estirada atenta de André.

Apesar da igualdade ao intervalo, a Sanjoanense realizou a melhor primeira parte da temporada e parecia querer dar-lhe continuidade no regresso dos balneários. Com novo início fortíssimo, Catarino assistiu Ronan e o avançado, em posição privilegiada, recolocou os homens de São João da Madeira na dianteira, quando estavam decorridos 47’.

Em bom plano, o jogador brasileiro voltou a estar em evidência aos 75’ quando, em velocidade, percorreu metade do campo com a bola controlada e, com um forte remate, obrigou André a defesa apertada.

Claramente por cima, a Sanjoanense tudo fazia para colocar um ponto final no encontro, o que esteve perto de acontecer aos 87’, mas Pardal, depois de uma jogada de insistência entre Júlio e Ronan e sem oposição, não conseguir desfeitear o guarda-redes adversário.

Na sequência do lance, João Paulo acabou por receber ordem de expulsão, aparentemente por palavras dirigidas a João Lamares, árbitro do Porto, e, quando tudo parecia controlado pela Sanjoanense, eis que surge um novo balde de água fria. Um pouco à semelhança do que aconteceu na primeira jornada, diante do Lourosa, e numa altura em que estavam jogados 3’ dos 5’ minutos de desconto ordenados, Fredy desviou com o joelho um canto cobrado desde o lado direito do ataque, estabelecendo o resultado final, para desespero da comitiva alvinegra. Um resultado bastante penoso para o trabalho levado a cabo pelos comandados de Ricardo Sousa.

Com este empate, no último jogo de castigo aplicado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a Sanjoanense soma 4 pontos e ocupa a 6ª posição da Série D da presente edição do Campeonato Nacional de Seniores, deslocando-se, na próxima semana, ao terreno do Bustelo, que não obteve ainda qualquer ponto.

11 Inicial: Diogo, Pardal, Edgar, Ricardo Tavares, Brandão; Júlio, Ruben Neves, Ruben Alves; Catarino, Bruno Almeida, Ronan.

Substituições: Chapinha (Catarino), Aloísio (Ruben Alves), Leandro (Bruno Almeida).

Declarações de Ricardo Sousa:

Ricardo, a Sanjoanense teve inícios de primeira e segunda parte fortíssimos mas voltou a sofrer bastante nos minutos finais, ao deixar fugir o triunfo. Depois do que aconteceu diante do Lourosa, e tendo em conta o domínio total da sua equipa, este é um final inglório que custa a digerir…

É evidente que sim… Olhando para tudo o que aconteceu no encontro é, mais uma vez, inglório mas, desta feita, é fruto da inexperiência da equipa. Temos que fazer mea culpa sobre o que aconteceu. Depois de termos corrido atrás do resultado e termos conseguido realizar uma exibição bastante sólida contra uma das equipas que, na minha opinião, é das mais fortes deste grupo, voltar a sofrer nos descontos, com mais um homem, faz com que tenhamos que dizer que a culpa é nossa. Vamos ter que voltar a correr atrás dos pontos perdidos, custa a digerir mas amanhã é outro dia. Não posso estar triste com os jogadores porque deram tudo o que tinham para conseguir a vitória. Fartámo-nos de falhar oportunidades para dilatar a vantagem e quem não marca sofre. Foi o que aconteceu, uma vez mais… A pontinha de sorte não está connosco mas vamos esperar que apareça. Até lá, só o trabalho ditará aquilo que valemos e o que conseguimos dar.

Penso que quem viu o jogo conseguiu ver, uma vez mais, que, apesar de estarmos a jogar contra um dos candidatos aos dois primeiros lugares, fomos superiores, fomos melhores… Fomos melhores do que as quatro equipas com que já jogámos mas, infelizmente, voltámos a não conseguir vencer. Mas estamos no bom caminho e a equipa está a trabalhar bem, independentemente de ser jovem e pagar um pouco a fatura disso. Mas é este o caminho que queremos para conseguirmos atingir os nossos objetivos.

O poder de ataque foi uma constante e a Sanjoanense teve inúmeras oportunidades para ampliar as vantagens de que dispôs. Sente que os jogadores podem ter acusado alguma pressão em momentos cruciais?

Penso que não. Os jogadores estão tranquilos, sabem aquilo que se pede e vivem num bom ambiente. O grupo é fabuloso. Toda a gente sabe que por vezes podemos marcar com sorte e noutras falhar com azar. Ninguém tem a responsabilidade nas costas, somos um todo e é esse conjunto que vai ditar aquilo que somos. A responsabilidade é de todos, quando marcamos ou não. Valemos pelo que somos. Infelizmente, como já disse, a pontinha de sorte tem-nos falhado porque tivemos inúmeras oportunidades para dilatar a vantagem e, caso o fizéssemos, seria um jogo muito mais tranquilo. O Estarreja teria que se abrir, teria que procurar o resultado e nós podíamos aproveitar alguns espaços. O Estarreja foi uma equipa que apenas defendeu… Colocou todos os jogadores atrás da linha da bola e tentou explorar a velocidade do Alex, do Machadinho e do Marcelo com jogo direto. Nós, que somos uma equipa que luta pela manutenção, conseguimos meter um candidato aos lugares de promoção a jogar atrás do meio-campo e a dar pontapés para a frente… Isso significa que temos qualidade e é essa qualidade que vou continuar a exigir aos meus jogadores.

É justo dizer que, apesar da igualdade que se registava ao intervalo, a primeira parte deste jogo foi a melhor, até ao momento, na presente temporada?

Penso que sim. Fizemos uma grande segunda parte contra o Sousense, fizemos uma boa primeira parte em Oliveira de Frades e contra o Lourosa a equipa esteve bem no cômputo geral, apesar de, infelizmente, não termos conseguido a vitória, pelos motivos que todos conhecem… Mas esta primeira parte é para repetir. Fomos superiores durante todo o jogo e o segundo golo deles surge da nossa falta de experiência, por termos um grupo excessivamente jovem. Mas estamos aqui para ajudá-los a evoluir e para tentar que estes erros não se repitam no futuro.

Uma das tarefas mais complicadas, nos próximos dias, será manter a moral da equipa em alta, depois dos dois dissabores sofridos em casa. Teme que a equipa possa cair de rendimento nos próximos jogos?

Não, de todo. O que senti no balneário é que a equipa está ansiosa e não se importava que o jogo com o Bustelo fosse já amanhã. Esta equipa tem fome de vitória, de bola, de jogo e está motivada para recuperar os pontos perdidos. Os jogadores sabem o que valem, sabem que foram superiores aos adversários e sabem que a identidade da equipa é esta. Somos uma equipa que quer a bola, sabe jogar e gosta de meter os adversários a correr. Esta é a nossa identidade e vamos continuar porque este é o nosso caminho. Independentemente dos dissabores que possa trazer, estou certo que vai dar-nos mais alegrias do que tristezas. Se acreditamos neste caminho e os jogadores também, pelo que demonstram em campo, não temos que alterar nada.

Na próxima semana a Sanjoanense desloca-se a Bustelo, num encontro historicamente difícil. Que avaliação faz ao adversário?

Vai ser um jogo difícil, novamente em sintético, e a maior dificuldade para Sanjoanense é que será mais um derby. Os jogadores do Bustelo, se dão 100% contra as restantes equipas, contra a Sanjoanense vão dar 300%. Todos os clubes querem vencer a Sanjoanense… Somos o FC Porto ou o Benfica desta divisão! Mas estamos preparados e, felizmente, podemos voltar a ter o apoio do nosso público, o que é bastante importante. Apelo aos sanjoanenses que se desloquem a Bustelo porque é um jogo extremamente importante para nós e do qual temos que trazer os três pontos, para recuperar os que perdemos em casa. Em nome do grupo, deixo o apelo, para que esteja o máximo de adeptos possível em Bustelo. Isso será muito importante para nós!