Vitória recheada de classe e bom futebol

  • Sanjoanense foi claramente superior e ao intervalo já vencia pela diferença de dois golos.
  • Vitória garante primeira série de dois triunfos consecutivos desta temporada.

Foi uma Sanjoanense com processos interiorizados e um futebol muito harmonioso, aquela que se apresentou em Cesar, em jogo da 14ª jornada da Série D do Campeonato de Portugal Prio (CPP).

No derby da semana, que antecedia a interrupção competitiva referente à época natalícia, a prenda não podia ter sido melhor e os adeptos que se deslocaram ao Mergulhão acabaram brindados com a prestação mais conseguida até este momento da temporada.

Ainda assim, foi o Cesarense quem dispôs das primeiras oportunidades flagrantes para inaugurar o marcador, já depois de uma primeira ameaça de Pardal, mas Bruno Silva, por duas vezes, não conseguiu dar o melhor seguimento às ocasiões criadas. Aos 17’, após passe longo de Lunácio Gomes, o avançado passou por Diogo mas, com a baliza à mercê, atirou por cima e dois minutos depois, servido por Pedro Rodrigues, viu o guarda-redes alvinegro negar-lhe o golo com uma excelente intervenção.

Os calafrios acordaram a Sanjoanense e a resposta não podia ter sido mais eficaz. Com 22’ jogados, Ruben Alves conduziu a bola até perto da grande área e, com um remate excecional, fê-la sobrevoar Bruno Pinto, dando vantagem à formação alvinegra naquele que foi o momento da tarde.

Motivados pelo golo, os comandados de Flávio das Neves mostravam muita segurança e capacidade de controlo do jogo e, à passagem da meia hora, podiam ter ampliado a vantagem mas Ronan, primeiro, e Ruben Neves, na recarga, não conseguiram desfeitear Bruno Pinto e a barreira de adversários que se formou em frente à baliza contrária.

Com muita vontade, os homens de São João da Madeira não tiravam o pé do acelerador e acabariam por chegar ao 2-0 já bem perto do intervalo, na sequência de uma bela jogada de envolvimento atacante que culminou com um cabeceamento certeiro de Ronan, após cruzamento de letra do endiabrado Ruben Alves.

A vantagem ao intervalo justificava-se em pleno e a confirmação do domínio chegou logo no início da segunda parte, que começou da mesma forma que terminara a primeira. Após investida pelo lado direito do ataque, Pardal cruzou e assistiu Catarino que, depois de tirar um defesa contrário do caminho, aumentou a vantagem com um remate bastante colocado.

Escasso de argumentos, o Cesarense só aos 52′ voltou a dar um ar da sua graça e, mesmo assim, recorrendo à longa distância, com um remate de Bruno Costa que passou ligeiramente acima da baliza à guarda de Diogo.

Pouco depois, foi a Sanjoanense quem esteve perto de dar contornos de goleada ao resultado, num cruzamento de Pardal que, por pouco, não originou um autogolo.

A larga vantagem transmitia tranquilidade à Sanjoanense, que geria os destinos do encontro a seu belo prazer e colocava um travão às investidas da formação de Cesar que, exceção feita a uma bela mancha de Diogo, a evitar o golo a Leonardo Cá, não mais o conseguiu criar perigo.

Com este triunfo, o segundo consecutivo, a Sanjoanense estabelece a melhor marca da temporada no que a jogos do CPP diz respeito e regressa ao quarto lugar, por troca com o Lusitânia de Lourosa, mantendo-se a um ponto de Lusitano e Anadia, segundo e terceiro classificados, respetivamente.

Declarações de Flávio das Neves

Flávio, uma vitória claríssima da Sanjoanense num terreno que se sabia difícil. É justo dizer que esta foi a melhor exibição até este momento da temporada?

Não posso falar daquilo que está para trás mas é evidente que, dos quatro jogos que já realizamos, este foi o mais bem conseguido, apesar de nos restantes já termos dado uma boa resposta, ainda que com resultados não tão claros. Lembro que em Estarreja, no pouco tempo que se jogou, criámos oito oportunidades de golo e não conseguimos vencer e o mesmo aconteceu em casa com o Oliveira de Frades, num jogo em que só nos faltou fazer o golo. Já o jogo em Bustelo foi extraordinário porque jogámos durante muito tempo com dez e dominámos de princípio ao fim e neste a qualidade da exibição é ainda reforçada pelo resultado final.

Apesar disso, não entrámos bem no jogo e, nos primeiros dez minutos, demorámos a ajustar-nos às marcações e à maneira de jogar do Cesarense, que joga num modelo tático difícil de encaixar, num 4-4-2 com avançados abertos e muita gente no meio. A equipa não entrou bem, andou dez minutos “às apalpadelas” mas acabou por ajustar-se e, a partir daí, partiu para uma exibição espetacular, coroada com três excelentes golos. Na parte final gerimos o resultado, com os três pontos praticamente salvaguardados, e conquistámos uma vitória que nos pode dar muito alento para o futuro.

Foi a primeira vez que esta equipa venceu dois jogos seguidos para o campeonato e este pode ser o clique necessário para que consigamos estar a bom nível nos últimos quatro jogos desta fase. Estamos a um ponto do segundo lugar e, como já disse, o que me foi pedido foi que mantivéssemos a equipa no CPP. É isso que vamos tentar fazer, sabendo de antemão que o segundo lugar nos garante a manutenção, independentemente do que aconteça na segunda fase. Agora temos dois jogos cruciais, contra o Lusitano, em casa, e o Anadia, fora, que podem decidir o nosso futuro. De qualquer forma estamos a garantir, também, os pontos necessários para que, caso não consigamos o segundo lugar, possamos encarar a segunda fase com mais tranquilidade.

Esta vitória, como disse, pode dar muito alento à equipa. Isso permite encarar os jogos diante do Lusitano e Anadia, dois adversários diretos, com mais tranquilidade…

Sim, sabemos que dependemos só de nós e que, caso consigamos vencer os dois jogos, ficamos em segundo lugar com apenas mais dois para disputar. Mas só podemos pensar num jogo de cada vez. O próximo é o Lusitano, se vencermos ficamos dois pontos à frente e com vantagem no confronto direto. São uma excelente equipa, trocaram de treinador recentemente e vêm de três vitórias consecutivas. Sempre disse que são uma das melhores equipas do campeonato, os jogadores estão moralizados, motivados, e vai ser um jogo praticamente decisivo para ambas as partes. Espero que estejamos preparados mas, nesta altura, estamos em semana do Natal, não há jogos e o mais importante, que era a vitória no último domingo, foi conseguido. A partir de agora vamos desfrutar com as famílias, a equipa vai ter três dias de descanso e a partir de sábado regressamos ao trabalho, a pensar seriamente no jogo com o Lusitano. Tudo isto numa semana de Passagem de Ano, com questões que têm que estar sempre na nossa cabeça. Se queremos o segundo lugar teremos que nos resguardar e fazer de tudo para que, do ponto de vista físico, consigamos chegar ao jogo com o Lusitano na plena posse das nossas capacidades. Muito se vai decidir entre dia 3 e dia 10 de janeiro e temos que ser profissionais para perceber que só assim poderemos atingir os nossos objetivos.

Falaste agora da paragem competitiva, num contexto em que tudo tem que ser tido em conta e repleto de jogos decisivos. Numa altura em que a Sanjoanense está bem e na melhor fase da época, isso possa servir de travão ao bom momento?

Pode ser como pode não ser. Já falei com os atletas para fazer antevisão a estes dias. Repito: é semana de Natal e Passagem de Ano, com muitas festas e temos uma equipa jovem. Mas o trabalho da equipa técnica vai incidir nisso. Queremos que os jogadores tenham muito cuidado porque sofreram muito desde julho e, agora, devem fazer o esforço e ter na cabeça que os sacrifícios irão valer a pena.

Sanjoanense de garra terminou com enguiço caseiro

  • Formação de São João da Madeira superiorizou-se ao Bustelo e conquistou tão esperada vitória.
  • Jogadores souberam reagir à adversidade e não deixaram escapar os três pontos.

Está, por fim, desfeito o enguiço. Ao 13º jogo da Série D do Campeonato de Portugal Prio (CPP), o 7º no Estádio Conde Dias Garcia, a Sanjoanense conquistou a primeira vitória caseira, num jogo em que, apesar de ter estado cerca de 75 minutos com menos um jogador, se revelou sempre superior e conseguiu manter a identidade.

Cientes da necessidade de triunfar perante os seus adeptos, numa altura em que vinham de uma série de quatro encontros sem vitórias, os comandados de Flávio das Neves não perderam tempo e, talvez motivados pelas palavras de Ricardo Tavares que, na antevisão, apontava a vitórias folgadas quando a Sanjoanense conseguisse colocar-se cedo em vantagem, inauguraram o marcador ainda no primeiro minuto. Num lance aparentemente inofensivo, Ronan não desistiu de procurar a bola, intercetou uma tentativa de construção de jogo da formação de Bustelo e, cara-a-cara com Penetra, não se deixou intimidar, selando o regresso aos golos com um remate colocado.

Claramente dominadora, a formação de São João da Madeira mostrava não querer ficar pela vantagem mínima e, à passagem do quarto de hora, Ronan voltou a estar perto do golo mas, servido por Catarino, e em excelente posição, atirou ligeiramente por cima da baliza contrária.

O jogo parecia correr de feição à Sanjoanense mas a adversidade não tardaria. Dois minutos depois, Danilo não conseguiu desfeitear-se de um adversário, perdeu a bola em zona central e, já próximo da grade área, travou um avançado contrário, numa altura em que este se aproximava com perigo da baliza alvinegra. João Pinho não teve dúvidas, assinalou a falta e deu imediata ordem de expulsão ao médio, deixando os alvinegros com menos um homem para o que restava do encontro. Na sequência do livre, uma excelente intervenção de Diogo foi crucial para evitar o empate, naquele que foi o único lance de registo dos visitantes em toda a primeira parte.

Apesar da expulsão, a Sanjoanense soube reorganizar-se e manter a identidade e, até ao intervalo, não mais voltou a ser incomodada, conseguindo, para além disso, manter o domínio da posse de bola e do encontro e segurar uma vantagem que, mesmo mínima, se revelava de extrema importância.

Para a segunda parte podia esperar-se uma prestação mais retraída, tendo em conta as circunstâncias do jogo, mas o cenário pouco ou nada alterou em relação aos primeiros 45 minutos. Tanto que, em apenas 10 minutos, os comandados de Flávio das Neves dispuseram de duas excelentes oportunidades para aumentar a vantagem. Aos 52’, Ronan Rodrigues, a canto de Júlio, saltou mais que toda a defesa contrária, mas viu a bola sair ligeiramente ao lado e, pouco depois, Rúben Neves, após combinação com Ronan, atirou com estrondo ao poste da baliza à guarda de Penetra, num lance em que o guarda-redes contrário nada podia fazer.

Já o Bustelo, apesar de chegar a São João da Madeira na melhor fase da temporada, com quatro jogos consecutivos sem conhecer o sabor da derrota, poucos argumentos mostrava para contrariar o poder alvinegro e só pela meia distância tentava incomodar. Luís Costa, aos 65’, ainda tentou a sorte mas, a cerca de 25 metros da baliza alvinegra, não conseguiu visar o alvo, atirando por cima.

A resposta, porém, não demoraria e não poderia ser melhor. Pardal, numa bela jogada de insistência, combinou com Catarino e, de pé esquerdo, assistiu Ruben Alves que, de cabeça, aumentou a vantagem, quando se jogavam já os últimos 20’ do encontro.

Ainda assim, e quando se pensava que a solidez da vantagem tinha terminado com as aspirações do Bustelo, os visitantes acabariam por reduzir. Aos 77’, e na sequência de uma bola bombeada para o meio-campo defensivo da Sanjoanense, Ricardo Tavares tentou o atraso de cabeça para Diogo mas a bola acabou por ficar curta, terminando nos pés de Ayrton que, depois de passar pelo guardião, voltou a dar esperanças aos visitantes.

Apesar do susto, a Sanjoanense não cedeu e nem mesmo a pressão final do Bustelo impediu a primeira vitória da temporada no Conde Dias Garcia, em jogos do CPP.

Com este triunfo, os alvinegros reaproximam-se dos dois primeiros lugares e estão, agora, a apenas 1 ponto de Anadia, Lusitano Vildemoínhos e Lusitânia de Lourosa, que dividem o segundo lugar, a menos de uma semana do sempre apetecível derby ante o Cesarense.

 

AD Sanjoanense: Diogo Almeida, Pardal, Fabeta, Ronan Rodrigues, Ricardo Tavares; Danilo, Ruben Neves, Júlio Santos (Edgar, 85’), Catarino, Edwar (Rúben Alves, 69’), Ronan (André Pereira, 89’).

«Somos bastante unidos dentro e fora de campo» – Ricardo Pinho

Ricardo Pinho é um atleta com créditos firmados no andebol sanjoanense. Capitão e uma das grandes referências da equipa sénior da modalidade, o lateral esquerdo/direito e central conversou com o nosso site e percorreu o passado, o presente e o futuro de uma carreira sólida, revivendo experiências e refletindo sobre o contexto da modalidade no clube e no panorama nacional.

Natural de São João da Madeira, foi na cidade que deu os primeiros passos no andebol, já depois de experiências goradas no basquetebol e futebol.

Ao serviço da Sanjoanense, foi campeão nacional da 2ª Divisão de juniores e da 3ª divisão de seniores, tendo-se assumido como figura de proa depois de passagens por Gaia e Avanca, clubes em que disputou o correspondente à 1ª e 2ª divisões nacionais, respetivamente.

Aos 35 anos, capitaneia um grupo que tem a união como ponto forte e, apesar de assumir que o final da carreira já não está longe, garante que continuará a fazer o que mais gosta enquanto o contexto pessoal e profissional e a capacidade física o permitirem, procurando ajudar a equipa na conquista dos objetivos propostos.

Ricardo, antes de mais, por que razão optaste pelo andebol?

Antes de chegar ao andebol passei também pelo basquetebol e pelo futebol. Mas foi através de um grande amigo… Ele chamou-me, convidou-me a experimentar a modalidade e foi no andebol que acabei por me sentir melhor, principalmente em termos de acolhimento. Senti-me bem, gostei e continuei até hoje.

Fizeste a tua formação na Sanjoanense e passaste, depois, pelo Gaia e Avanca…

Sim, fiz toda a minha formação na Sanjoanense, sagrei-me campeão nacional da 3ª Divisão pelos seniores e aí dei o salto para o FC Gaia, que na altura estava na Divisão Elite, que correspondia à atual 1ª Divisão. Entretanto regressei à Sanjoanense e, mais tarde, voltei a sair, desta vez para o Avanca, onde estive durante três épocas.

Como foi a experiência de jogar em campeonatos superiores?

Foi uma sensação muito boa porque é para isso que todos nós trabalhamos. Queremos jogar ao mais alto nível e a sensação que tive quando experimente a Liga Elite, no Gaia, foi muito gratificante, muito boa. Adorei e só tenho pena de não ter conseguido manter o nível de competição. Mas foi uma experiência excelente. Essa foi, aliás, uma das melhores épocas que tive até hoje.

O nível competitivo e o ritmo são muito diferentes?

Sim, são… A exigência é completamente diferente, temos que trabalhar muito mais e em termos físicos e técnicos nota-se uma grande diferença de umas divisões para as outras.

Entre os títulos que já conquistaste destacam-se os de campeão nacional da 2ª e 3ª Divisão e o de campeão nacional da 2ª Divisão de Juniores. Qual é, para ti, o melhor momento/feito da tua carreira?

O melhor feito, até aqui, foi, sem dúvida, a conquista do campeonato nacional da 2ª Divisão. Por outro lado tenho outra conquista especial, que guardo com muito carinho, que é a conquista do campeonato nacional da 3ª Divisão pela Sanjoanense, que é o meu clube de coração. São as duas experiências que mais me marcaram ao longo da minha carreira.

E o pior, consegues distinguir?

O pior… Sinceramente, não me posso queixar. Não tive momentos muito maus… A não ser um episódio que me deu uma suspensão de oito meses. Esse terá sido o pior momento da minha carreira porque impediu-me de competir e fazer aquilo de que gosto.

O que é que um jogador habituado a competir sente ao ficar de fora durante tanto tempo?

Não é fácil… Já ficar um jogo de fora e ter que vê-lo da bancada é complicado, quanto mais oito meses… Foi muito difícil mas tive que arranjar força e motivação para continuar a treinar e a trabalhar para estar apto quando ficasse disponível.

Qual é a tua principal referência no andebol nacional?

O Tiago Rocha. Para mim é um grande exemplo como atleta. Deu agora o salto para o estrangeiro, está a jogar a Liga dos Campeões e é, sem dúvida, o meu maior exemplo no que aos atletas nacionais diz respeito.

E no panorama internacional?

O Karabatic, que ainda é um excelente jogador, que compete ao mais alto nível, e o Balic, um central da Croácia. São dois excelentes tecnicistas que sempre admirei.

A equipa de andebol da Sanjoanense caracteriza-se, nas últimas épocas, pela consistência em termos de jogadores, sofrendo poucas alterações e sendo constituídas atletas que conhecem o clube. Acreditas que isso promove um projeto cada vez mais sólido?

Sim, acho que o que nos falta – e tem sido, a meu ver, mais bem trabalhado nos últimos tempos – é o desenvolvimento da formação, para que no futuro tenhamos uma equipa sénior bastante competitiva. Hoje, no que diz respeito ao escalão sénior, já vemos muitos atletas da casa – quase 90% – mas falta-nos trabalhar as bases para que, daqui a uns anos, possamos ter uma equipa que possa lutar ao mais alto nível.

Numa modalidade que não tem tanto poder em termos financeiros, o aproveitamento da formação torna-se essencial?

Sim, sem dúvida. Neste momento, se quiséssemos ter os seniores na 1ª Divisão, teríamos que ir buscar jogadores de fora da cidade e não temos capacidade financeira para o fazer. A solução passa por trabalhar bem as camadas jovens e criar atletas para que, num futuro próximo, possamos ter o clube no topo.

A união é o ponto forte da equipa sénior de andebol?

Sim, claramente. Somos bastante unidos dentro e fora de campo e isso reflete-se nos resultados que temos vindo a conquistar.

Sentes que o facto do andebol, em São João da Madeira, ser praticado com base no gosto pela modalidade e pelo clube enaltece cada feito conquistado?

Sim… Todos nós estamos cá por amor à camisola e o nosso esforço, não sendo valorizado em termos financeiros, transmite-nos uma sensação única. Andamos cá por gosto, por amor à camisola, gostamos de ganhar e sentimo-nos muito honrados por poder representar a Sanjoanense.

Quais são os principais objetivos para a presente temporada?

O principal objetivo é a manutenção e, depois disso, tentar ficar entre os três primeiros e garantir o acesso à fase final.

O Nuno Batista apontou, no início da época, os três primeiros lugares como objetivo. Ao fim de uma volta, e tendo em conta que a diferença entre o 2º e o penúltimo lugar é de 10 pontos, a segunda volta promete ser emotiva…

Sim, é para isso que trabalhamos todos os dias. É verdade que começámos mal o campeonato mas, neste momento, passámos uma fase em que obtivemos quatro vitórias consecutivas, o que nos dá bastante motivação para trabalharmos cada vez mais e melhor. Agora, nós estamos focados no principal objetivo sem esquecer a possibilidade de acesso à fase final. Vamos por objetivos, tentando ganhar jogo a jogo para garantir a manutenção mas sem deixar de olhar para o objetivo seguinte. Está perfeitamente ao nosso alcance e acho que se continuarmos a trabalhar bem é um objetivo perfeitamente alcançável.

Como capitão, que ensinamentos e conselhos procuras transmitir aos teus colegas de equipa?

O que tento transmitir é, acima de tudo, o meu exemplo em campo. Tento dar o meu melhor, quer nos jogos quer nos treinos, e como não sou tão bom com as palavras opto mais por transmitir-lhes o meu exemplo, com a garra, a luta e a entrega que imprimo nos treinos e nos jogos.

Ricardo Pinho
Ricardo Pinho no Pavilhão Municipal das Travessas, “casa” do andebol sanjoanense

Tens ligação aos atletas mais novos? Que lições tentas transmitir-lhes?

Sim, já tive oportunidade de treinar as camadas jovens e foi uma experiência de que gostei muito, foi bastante gratificante. Tento mostrar-lhes que têm que trabalhar e fazer sacrifícios no presente para que possam ser melhores no futuro.

Vês-te como uma referência?

Sim, sinto que as pessoas veem em mim uma referência. Veem-me como uma referência do andebol sénior e, como é lógico, tento dar um bom exemplo todos os dias.

Como conhecedor do atual contexto da Sanjoanense, acreditas que o Clube possa, no futuro, vir a ter o andebol no topo da modalidade em Portugal?

Olhando para a atual situação financeira do clube e para o contexto do andebol, não creio que a curto prazo seja possível. Mas mantendo-se o bom trabalho que tem sido feito ao nível das camadas jovens e utilizando esse trabalho para fortalecer a equipa sénior no futuro, é possível colocar a Sanjoanense ao mais alto nível. Esse é um dos meus sonhos…

Quais são, na tua opinião, os maiores entraves ao desenvolvimento da modalidade no nosso país?

O andebol é visto maioritariamente como modalidade amadora e isso é, naturalmente, um grande entrave. Para além disso, as empresas e patrocinadores não são tão abundantes como noutras modalidades e isso não permite que o andebol tenha um desenvolvimento tão notório. A questão financeira é, talvez, o fator de maior peso.

Acreditas que possa vir a ser possível viver do andebol em Portugal?

Se isso acontecer não será num futuro próximo. Acho que é difícil… O que acontece, hoje em dia, é que só os jogadores dos grandes clubes como Benfica, FC Porto ou Sporting conseguem fazer uma carreira profissional. Há outros atletas que podem consegui-lo também mas já com maior dificuldade. Tudo passa pela questão financeira…

Quais são os teus planos para o futuro?

Eu já estou mais em final de carreira mas continuarei a jogar enquanto a minha vida pessoal e profissional e a minha condição física permitirem. E também enquanto sentir que continuo a ser útil à equipa… Quando terminar a carreira, talvez opte por uma carreira de treinador para poder transmitir tudo o que aprendi até hoje aos mais jovens. É o meu objetivo…

Como defines, numa palavra, a Sanjoanense?

Numa palavra?… Única.

E o balneário?

Família.

Por fim, que mensagem deixas aos adeptos?

Quero deixar-lhes o meu agradecimento e pedir continuem a apoiar-nos como até aqui ou, se possível, cada vez mais. Isso é muito importante para nós e temos uma força maior quando estamos dentro de campo e sentimos o apoio dos adeptos. Dá-nos ainda mais vontade de ganhar e, se continuarmos a ter apoio, certamente que conseguiremos mais e melhores resultados.

Sanjoanense e Shoes In Motion estabelecem parceria

  • Marca sanjoanense alia-se a uma das maiores instituições da cidade.
  • Impacto social do clube foi determinante para o acordo.

A Sanjoanense e a Shoes In Motion selaram um acordo que contempla uma parceria conjunta até final da presente temporada.

A marca, sediada em São João da Madeira, cria, desta forma, uma ligação a uma das maiores e mais emblemáticas instituições da cidade, facto que pesou bastante na altura da decisão.

«O que motiva é sermos de São João da Madeira, apoiarmos a Associação Desportiva Sanjoanense e tentarmos fazer um trabalho conjunto que traga benefício para ambas as partes», explicou Jorge Silva, representante da Shoes In Motion, assegurando que o impacto social do clube foi essencial para o acordo:

«[O impacto social da Sanjoanense] Tem todo o peso. A Sanjoanense é o nosso clube, é o clube da nossa cidade, é o maior do distrito de Aveiro e, por isso, tem toda a lógica que se estabeleça uma parceria vantajosa para ambos.»IMG_7871

Diogo Almeida, Rúben Neves e Ronan foram convidados de honra na inauguração da Shoes In Motion, dando a cara por uma marca que, de acordo com Jorge Silva, se distingue pelo conceito moderno e orientação para a moda jovem.

«A vantagem passa por divulgar um pouco a nossa marca, o nosso conceito. Esse conceito está associado a artigos de moda mais vocacionados para uma faixa etária mais jovem e, tendo isso em conta, temos três atletas jovens, que mostram o estilo que pretendemos para a nossa loja, como imagem», finalizou.

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Comunicado: Atualização de Sócios

Caros Sócios da Associação Desportiva Sanjoanense,

Com vista a terminar o processo de reorganização da base de dados dos associados do clube e consequente renumeração dos mesmos, solicitamos a todos os sócios que ainda não efetuaram a atualização das informações pessoais e a liquidação das quotas mediante as condições previamente definidas, que o façam até ao dia 30 de dezembro de 2015, no sentido de não comprometerem a sua condição de associado.

Para isso, basta preencherem o formulário disponível na Sede e na Loja do clube ou através do site https://www.ads.pt/socios/atualizacao-de-dados-dos-socios/

São João da Madeira, 09 de dezembro de 2015

A Direção da Associação Desportiva Sanjoanense

 

Rude golpe…

  • Penalty muito duvidoso na origem do único golo do encontro.
  • Sanjoanense esbarrou na enorme coesão defensiva do Estarreja.

Num dos jogos grandes da 12ª jornada da Série D do Campeonato de Portugal Prio (CPP), a Sanjoanense viu-se desde cedo em desvantagem e, apesar de ter jogado grande parte do tempo em vantagem numérica, não conseguiu dar a volta ao encontro, tendo esbarrado na forte organização defensiva da formação de Estarreja.

Cientes da importância do jogo, tendo em conta que não venciam há já três encontros, os homens de São João da Madeira entraram a dominar mas, logo aos 10 minutos, sofreram um forte revés. Marcelo Santiago, lançado desde a esquerda, tentou passar por Diogo Almeida mas o guardião, com uma defesa fantástica segurou o esférico. André Neto, porém, teve diferente interpretação do lance e assinalou grande penalidade que o mesmo Marcelo Santiago, chamado a converter, não perdoou.

Em desvantagem, os comandados de Flávio das Neves procuraram rapidamente o empate e, pouco depois, acabariam por ficar em vantagem numérica. Num rápido contra-ataque, Catarino lançou Ronan, e o avançado acabou travado por André Costa, numa altura em que seguia isolado para a baliza contrária. André Neto não teve dúvidas, assinalou a respetiva falta e deu ordem de expulsão ao guarda-redes, não tendo, porém, atribuído a lei da vantagem, num lance de clara oportunidade de golo para os alvinegros.

Ainda assim, o Estarreja mostrava capacidade de adaptação às condicionantes do jogo e, apoiado numa estratégia de contra-ataque, voltou a visar a baliza alvinegra mas Marcelo Santiago, o grande destaque dos locais, não conseguiu, por duas vezes, acertar com o alvo.

Na resposta, Ronan tentou também a sorte mas, após bom trabalho individual, rematou ligeiramente por cima da baliza à guarda de João Oliveira, que substituíra André Costa aquando da expulsão.

Com investidas rápidas pelas alas, a Sanjoanense tentava chegar com perigo ao último terço e, na sequência de um desses lances, Chapinha acabou derrubado por Carela, que já tinha visto cartão amarelo. Sem hesitar, André Costa dirigiu-se ao defesa local que, fora de si, tentava recolher explicações junto de um dos árbitros auxiliares. A situação, no entanto, acabou por ficar algo descontrolada e Carela teve mesmo que ser afastado, recebendo cartão vermelho direto.

Em vantagem numérica mas em desvantagem no marcador, a Sanjoanense assumia com naturalidade os riscos do jogo e, aos 40’, Ronan teve na cabeça o empate mas, a cruzamento de Catarino, atirou à figura de João Oliveira.

O intervalo chegou pouco depois e com polémica à mistura, já que André Neto apenas prolongou o encontro por 2 minutos, período claramente escasso para a quebra de tempo útil de jogo registada na primeira metade.

Ainda assim, a Sanjoanense regressou dos balneários determinada em dar a volta ao resultado e apoiada numa estratégia nitidamente atacante, com Flávio das Neves a preterir de Fabeta e a lançar André Pereira para o apoio a Ronan.

Mas foi dos pés do brasileiro que saiu a primeira oportunidade dos segundos 45 minutos. Novamente servido por Catarino, Ronan visou a baliza mas viu o golo negado por uma defesa apertada de João Oliveira.

A resposta, porém, chegaria em dose dupla. Marcelo Santiago, primeiro, arrancou pelo lado esquerdo e atirou à malha lateral e, pouco depois, Fred, na cobrança de um livre direto, falhou por pouco o alvo.

Mesmo assim, era a Sanjoanense quem mandava e, aos 58’, esteve muito perto do empate. Catarino cruzou desde a direita, Ronan não conseguiu o cabeceamento e André Pereira, já na pequena área, falhou por centímetros o golo, depois de a bola desviar no relvado algo irregular.

A apostar no contra-ataque e nas bolas paradas, o Estarreja chegava a espaços ao último terço e, minutos depois, Fred voltou a criar perigo mas o remate, na cobrança de um livre direto, esbarrou na boa intervenção de Diogo.

A ficar sem tempo, a Sanjoanense tudo tentava para inverter o rumo dos acontecimentos mas tinha pela frente uma defesa muito coesa e fechada, que cedia poucos espaços e raramente se desorganizava. A solução, por isso, podia estar na longa distância mas nem assim a sorte protegeu os alvinegros, já que, no último suspiro, Júlio armou um forte remate mas, com João Oliveira batido, viu a trave negar-lhe o empate.

A derrota é um rude golpe nas aspirações da Sanjoanense que desce, agora, ao 5º lugar, ficando a quatro pontos dos lugares de promoção.

Na próxima jornada, os comandados e Flávio recebem o rival Bustelo.

Declarações de Flávio das Neves*

Flávio, um jogo atípico e ingrato, com um penalty mal assinalado e em que a Sanjoanense, apesar de ter jogado muito tempo contra 9, não conseguiu superiorizar-se ao Estarreja. Que análise faz à prestação da equipa?

À primeira vista, e depois de acabar o jogo, o que as pessoas dizem é que jogámos contra 9 e não conseguimos vencer… No entanto, sem querer desculpar nada, acho que devemos ter atenção a alguns factos evidentes. Logo aos 5 minutos, há uma grande penalidade mal assinalada. Já tivemos oportunidade de rever o lance, através da gravação em vídeo, e a grande penalidade é inacreditavelmente mal assinalada. Isso, contra uma equipa como a nossa, que estava à procura do resultado defrontar um adversário que tinha nove pontos a mais, que estava confortável na classificação, era a pior coisa que nos podia ter acontecido. Mas é algo objetivo que tem que ser analisado.

De seguida, outro lance de bola corrida, o Ronan isola-se, o guarda-redes derruba-o, a bola sobra, estão três jogadores da Sanjoanense na direção da baliza, prontos para fazer golo e o árbitro marca falta e expulsa o guarda-redes. Não devia… Devia ter dado a lei da vantagem, devia ter esperado para ver o que o lance podia dar. Tinha que o fazer! A Sanjoanense acabaria por fazer golo e aí sim, mostraria o respetivo cartão ao guarda-redes. Vermelho, amarelo, o que quisesse… Foi das primeiras vezes que desejei que um adversário não fosse expulso. Já vimos as imagens, são lances objetivos e inequívocos. Ao fim de 15 minutos, com uma equipa de jovens, a precisar de ganhar pontos, estávamos a perder por um golo quando podíamos estar a vencer. Isso deu origem a grande instabilidade nos jogadores.

Depois disso houve ainda outra expulsão e, a partir daí – e eu estou à vontade para falar disto porque nunca fui expulso, sempre respeitei as pessoas e ainda na semana passada empatámos com o Oliveira de Frades e o árbitro foi o melhor em campo – acabámos por ficar condicionados. Eram permitidas todas as entradas faltosas sobre os nossos jogadores, os adversários ficavam no chão 4 a 5 minutos em cada lance, o massagista entrou vezes sem conta… Tudo contabilizado, tivemos cerca de 20 minutos de tempo útil de jogo, algo nunca visto. E aí entra o nosso trabalho. Nos poucos minutos em que conseguimos jogar, podíamos e devíamos ter feito mais. Mais como? Ter materializado em golo as oportunidades e situações de perigo de que dispusemos. Penso que fomos cerca de dez vezes à linha, por ambos os lados. Foram muitos os cruzamentos, o Ronan conseguiu cabecear cinco ou seis vezes, tivemos bolas no poste… Com o pouco tempo de jogo permitido, a quebra de ritmo sistemática e o aumento da ansiedade, não estivemos nada mal ao conseguir criar tantas oportunidades.

Tudo isto explica o resultado final… A culpa é nossa porque não conseguimos ser competentes para alcançar o golo, quando fomos muito superiores ao Estarreja, mas aqueles que dizem que não ganhámos nem a jogar contra 9 devem lembrar-se que jogámos contra 9 porque obrigámos o Estarreja a fazer faltas. E se fossem cumpridas todas as leis de jogo, acabávamos a jogar contra 7! No entanto, não foram cumpridas. Aliás, foi dito aos nossos jogadores que não seriam assinaladas faltas a nosso favor na segunda parte. E foi-lhes dada ordem para não se encostarem, sequer, aos adversários, para que eles não ficassem no chão a receber assistência e a queimar tempo.

O que aconteceu foi mau, feio. Não tivemos jogo, não pudemos jogar… Agora, não podemos também fugir às responsabilidades e, volto a dizer, no tempo de jogo que tivemos entra a nossa falta de competência por não termos conseguido materializar em golo as diversas oportunidades de que dispusemos.

A ansiedade foi a principal barreira que separou a Sanjoanense do golo?

Foi. Mas estamos a falar de uma equipa de miúdos que aos 20 minutos está a perder com um penalty inexistente, lhe é tirado um golo limpo e, de seguida, ainda se depara com antijogo e violência do adversário… Se fossem jogadores com mais maturidade reagiriam de outra maneira mas os nossos atletas continuaram a lutar, à procura do resultado. E nestes dois jogos em que estou à frente da equipa criámos dezenas de oportunidades de golo. Temos um caudal ofensivo muito grande e não permitimos que o adversário chegue, sequer, à nossa baliza. Mesmo nos particulares, só sofremos golos através de grandes penalidades. Isso demonstra a solidez e a excelente organização da equipa, mesmo em situações de adversidade, como foi o caso.

Tem-nos acontecido tudo… Aliás, têm acontecido muitas coisas estranhas desde há um tempo para cá!

Este jogo será lembrado com alguma frustração, certamente… Como é que se procura recuperar o plantel depois de um resultado destes?

É esse o meu trabalho e o dos meus adjuntos. Temos que passar uma palavra de alento e confiança aos jogadores porque eles não podem ter dúvidas de que são os melhores jogadores e estão na melhor equipa desta série. Se a equipa não tem conseguido vencer, há de o fazer. Falo apenas pelos meus dois jogos e posso dizer que estamos a jogar muito. Os jogadores têm muito potencial e trabalham muito bem. Mas durante a semana não há árbitros, não há pressões, não há enxovalhos do público…Treinam bem e bastante. Mas ao fim-de-semana tudo lhes cai em cima. Ainda assim eles lutam muito e dignificam a camisola da Sanjoanense e eu tenho um orgulho muito grande em ouvir as pessoas a dizer que a equipa joga bem. Isso vai ao encontro do que tenho dito sempre: temos o melhor lote de jogadores dos últimos anos. Eu só posso estar ao lado deles e tentar transmitir-lhes cada vez mais apoio e confiança.

Fotografia: Daniel Oliveira/ads.pt

* Devido a problemas técnicos, foi-nos impossível proceder à gravação, em vídeo, das declarações de Flávio das Neves. Pedimos a Vossa compreensão.

Agenda Fim de Semana

Andebol | Agenda Fim de Semana

Seniores | ADS – S. Bernardo sábado 16h30

Juvenis | ADS – Águeda sábado 14h45

Juvenis Femininas | Salreu – ADS sábado 15h30

Iniciados | Avanca – ADS domingo 15h30

Infantis | ADS B – Avanca Terça-feira 11h

Minis | Monte – ADS A domingo 16h

Minis | ADS C – Espinho B domingo 15h

Minis Femininas | ADS – Feirense domingo 9h30
‪#‎adsandebol‬

Basquetebol | Agenda Fim de Semana

Seniores | Gaia – ADS sábado 21h

Sub 18 | Sangalhos – ADS sábado 17h

Sub 19 Femininas | ADS – Ovarense domingo 11h

Sub 16 | ADS – Gafanha sábado 14h30

Sub 16 B | Gica – ADS sábado 18h30

Sub 14 | Galitos – ADS domingo 18h30

Sub 14 Femininas | Galitos – ADS sábado 18h

sub 13 | ADS – Beira-Mar domingo 9h15

Futebol | Agenda Fim de Semana

Seniores | Estarreja – ADS domingo 15h

Juniores A | Torre de Moncorvo – ADS sábado 15h
Juniores B | ADS – Unidos de Rossas sábado 17h15

Juvenis A | ADS – Padroense sábado 15h
Juvenis B | ADS – Taboeira domingo 9h

Iniciados A | Oliveirense – ADS domingo 11h
Iniciados B | Taboeira – ADS sábado 15h
Iniciados C | Fermedo – ADS domingo 11h

Jogos de sábado

Infantis A | ADS – Milheiroense 9h
Infantis A | S. Vicente Pereira – ADS 10h

Infantis B | ADS – Cesarense 10h15

Benjamins A | ADS – Carregosense 10h15
Benjamins A | Furadouro – ADS 10h

Benjamins B | ADS – Feirense 11h30
Benjamins B | Avanca – ADS 11h30

Traquinas A | ADS – Taboeira 9h

Traquinas B | ADS – Taboeira 9h
Traquinas B | ADS – Oliveirense 10h15

Petizes A | ADS B – Loureiro 10h
Petizes A | O Atlético – ADS A 10h

Petizes B | O Atlético – ADS A 10h
Petizes B | ADS B – Loureiro 11h
‪#‎adsfutebol‬

Hóquei-Patins | Agenda Fim de Semana

Seniores | ADS – HC Turquel sábado 18h

Seniores Femininas | ADS – Carvalhos domingo 15h

Sub 20 | ADS – AA Coimbra domingo 17h

Sub 17 | Cambra – ADS sábado 15h

Sub 15 | HC Mealhada – ADS domingo 11h

Sub 13 | HC Mealhada – ADS domingo 10h

Escolares | H Cambra – ADS domingo 16h

 

Só faltou o golo no regresso de Flávio…

  • Flávio das Neves regressou ao banco alvinegro mas não conseguiu o tão esperado triunfo caseiro.
  • Sanjoanense subiu de rendimento ao longo do encontro mas não desfez o nulo.

Em jogo que marcava o regresso de Flávio das Neves a uma casa que bem conhece, a Sanjoanense não conseguiu desfazer o nulo perante um Oliveira de Frades com poucos argumentos, mantendo, assim, o jejum caseiro que teima em perdurar.

Pela primeira vez no banco de suplentes em jogos oficiais, depois de ter sucedido a Ricardo Sousa no comando da equipa sénior de futebol, Flávio das Neves fez alinhar o mesmo onze que defrontou o Lusitânia de Lourosa, dando primazia a diferentes movimentações e a uma abordagem de domínio e controlo do jogo.
Ainda assim, a primeira parte revelou-se escassa em oportunidades e emoção e foram apenas dois os lances de registo. Logo aos 8 minutos, Ruben Neves atirou ligeiramente por cima da baliza à guarda de André e, à passagem da meia hora, Lucas Klysman, na sequência de uma boa investida individual, acabou por rematar já de ângulo apertado, falhando por pouco o alvo.

O empate registado ao intervalo adequava-se aos poucos lances de perigo registados e abria portas a uma segunda parte diferente, que pedia uma Sanjoanense mais ativa e objetiva na procura da vitória.

E os alvinegros regressaram, de facto, inconformados com o empate, procurando quebrar, com muitas incursões no último terço, a aparente barreira que tem imperado nos jogos perante o seu público. Ruben Neves foi o primeiro a tentar a sorte, de livre direto, mas falhou por pouco a baliza contrária e, pouco depois, Brandão descobriu Danilo mas o médio, já na grande área, rematou fraco para defesa fácil de André. Pelo meio, a formação de Oliveira de Frades deu “um ar da sua graça” mas Diogo, com uma defesa segura, agarrou o forte remate de Álvaro, na cobrança de um livre.

Naquele que era melhor período da Sanjoanense, Ronan visou também a baliza contrária mas, depois de tirar dois defesas do caminho, rematou à figura de André. Ainda assim, foi dos pés de Júlio que, aos 75 minutos, saiu o momento da tarde. Lançado pouco antes para o lugar de Ruben Alves, o médio dominou uma bola aliviada pela defesa forasteira e, a cerca de 25 metros da baliza, apontou ao ângulo, tendo visto o golo negado por uma fantástica intervenção do guarda-redes adversário, que desviou a bola para a trave.

No pressing final, e já com Ricardo Oliveira no apoio a Ronan, foi o avançado português quem teve nos pés uma das melhores oportunidades do encontro mas, após cruzamento de Chapinha e erro da defesa contrária, acabou por permitir a defesa a André, não conseguindo desfazer o nulo.

O empate mantém o registo pouco simpático no Conde Dias Garcia mas nada altera em termos de classificação geral, uma vez que a Sanjoanense beneficia da derrota do Anadia e do empate do Lusitânia de Lourosa, adversários diretos, para se manter no quarto lugar, a apenas três pontos do segundo posto, o último que dá acesso à fase de promoção.

AD Sanjoanense: Diogo, Brandão, Fabeta, Burgos, Ricardo Tavares; Danilo (Ricardo Oliveira, 86’), Ruben Neves, Ruben Alves (Júlio, 66’); Catarino (Edwar, 60’), Chapinha, Ronan.

Fotografia: Daniel Oliveira