Basquetebol | Sanjoanense alcança vitória importante

Campeonato Nacional 1ª divisão (Zona Centro/Norte) – 14ª Jornada

Académico FC, 54 – AD Sanjoanense, 60

Num jogo que se afigurava difícil, já que as duas equipas repartiam o primeiro lugar, juntamente com o Gaia (13 jogos/12 vitórias), a Sanjoanense conseguiu superiorizar-se à equipa da cidade do Porto por 6 pontos de diferença. A nossa equipa esteve sempre em vantagem e, não fosse, alguma falta de rigor na marcação de faltas aos nossos adversários pela dupla de arbitragem e, certamente, o resultado final teria sido mais dilatado.

Faltando apenas quatro jornadas para o final da 1ª fase do campeonato, a Sanjoanense já tem assegurado um dos lugares na 2ª fase e continua a ter como um dos objetivos intermédios de época, a conquista do 1º lugar no campeonato centro-norte onde se encontra atualmente inserido.

Jogaram: Hélder Santiago, Remy Silva, Sílvio Rodrigues, Jorge Ferreira, Humberto Oliveira, Simão Pinheiro, Miguel Silva, Augusto Silva, Pedro Costa, Renato Fião, Pedro Azevedo e Mário Gonçalves.

Treinador: Augusto Araújo

Seccionista: José Santiago

Director: Carlos Borges

Empate põe fim a uma primeira fase injusta

  • Sanjoanense não conseguiu superar Gafanha e termina fase inicial do Campeonato de Portugal Prio na terceira posição.
  • Anadia venceu e garantiu última vaga de acesso à fase de promoção.

Na última jornada da primeira fase do Campeonato de Portugal Prio, a Sanjoanense deslocou-se ao sempre difícil reduto do Gafanha e, apesar de manter uma réstia de esperança quanto ao possível acesso à fase de promoção, acabou por não conseguir impor-se, terminando a metade inicial da época com um empate.

Numa primeira parte algo monótona, os comandados de Flávio das Neves entraram melhor em jogo e, logo aos 10’, estiveram perto de inaugurar o marcador mas Edwar, após excelente passe de Ruben Alves e fantástica receção orientada, rematou com estrondo à barra da baliza contrária, à guarda de Armando Santos, atleta que tem no currículo uma passagem por São João da Madeira.

Com um jogo muito disputado a meio-campo, a resposta só chegaria 30’ depois, pelos pés de Aparício que, isolado, viu o golo negado por uma grande intervenção de Diogo, suficiente para manter o nulo registado ao intervalo, altura em que, em Anadia, os locais venciam já por 2-0, vantagem que deitava por terra as aspirações alvinegras.

Ainda assim, a Sanjoanense regressou dos balneários mais dinâmica e a segunda metade trouxe oportunidades e… golos. E não foi preciso esperar muito para que se inaugurasse o marcador. Com 54’ jogados, Edwar ganhou posição pelo lado direito do ataque e, com um cruzamento teleguiado, serviu Ruben Alves que, livre de marcação, deu vantagem aos comandados de Flávio das Neves.

A controlar o encontro, os homens de São João da Madeira instalavam-se no seu meio-campo atacante e pareciam gerir como queriam o desenrolar do encontro, até que, na sequência de uma falha de Pardal, o Gafanha chegaria ao empate. Ainda na grande área alvinegra, o lateral acabou por não conseguir dominar a bola e travou Roberto em falta, num lance passível de grande penalidade. Chamado a converter o castigo máximo, Maurício desfeiteou Diogo e restabeleceu a igualdade, relançando o encontro.

À procura da vitória, que, tendo em conta o contexto, daria um ponto a mais à partida para a fase de manutenção, a Sanjoanense não se deixou desmotivar e Júlio esteve perto de devolver a vantagem mas, após assistência de André Pereira e em zona central, rematou ligeiramente ao lado.

Claramente superiores, os alvinegros corriam contra o tempo na tentativa de garantir uma posição confortável no encontro e Fabeta, a três minutos dos 90’, teve uma oportunidade de ouro para festejar mas, com a baliza à mercê na sequência de um canto de Ruben Alves e um primeiro desvio de Danilo, não conseguiu atacar a bola com eficácia, falhando o alvo.

O empate faz com que a Sanjoanense termine a primeira fase da Série D do Campeonato de Portugal Prio num inglório terceiro lugar e, consequentemente, inicie a fase de manutenção no primeiro posto, com 15 pontos.

A segunda metade da competição tem início marcado para o dia 14 de fevereiro.

Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

«Será um crime se uma equipa como a nossa não se apura para a fase de promoção!» – Flávio das Neves

Taxativo na análise, Flávio das Neves antevê uma partida difícil na Gafanha mas garante que a equipa tudo fará para conquistar os três pontos.
Quanto ao objetivo do apuramento para a fase de promoção, prefere, para já, desviar atenções, lembrando o percurso até aqui efetuado e a recente série de bons resultados, que permitiu a chegada à última jornada com todos os cenários em aberto.

Sobre a deslocação à Gafanha: Será um crime se uma equipa como a nossa não se apura para a fase de promoção! Mas ainda é prematuro antecipar esse cenário porque temos um importante jogo para disputar. E convém lembrar que os nossos adversários vão entrar em campo com a pressão de ter que vencer, sabendo que a Sanjoanense se encontra num bom momento. O mais difícil para nós seria vê-los perder pontos e não conseguirmos vencer, por isso, ao longo desta semana, trabalhámos bem e mantivemos sempre a confiança no nosso potencial para que consigamos um bom resultado. Sabemos das dificuldades que nos esperam mas tudo faremos para vencer e continuar a sentir orgulho nas nossas prestações.

No entanto, caso consigamos vencer e acabemos por ficar de fora, continuarei a dizer que ficámos em segundo, porque o é certo é que marcámos o golo necessário para garantir o objetivo traçado!

Sobre as hipóteses de apuramento para a fase de promoção: Já o disse várias vezes e repito: a Sanjoanense, pela qualidade que tem apresentado no seu jogo, será alvo de uma enorme injustiça caso não consiga o acesso à fase de promoção!
Independentemente do que aconteça, a Sanjoanense já provou que tudo fez para garantir o acesso à fase de promoção. Nos últimos seis jogos conquistámos cinco vitórias e só perdemos um jogo em que não nos deixaram pontuar, apesar do golo limpo que marcámos e que alterava por completo todo este contexto.
Não merecíamos chegar a esta altura a depender de terceiros mas vamos lutar até ao último segundo e esperar que seja feita justiça. Acredito, como também já disse, que Deus tenha alguma coisa reservada para nós!

Comunicado: João Edgar de saída da Sanjoanense

A Direção da Associação Desportiva Sanjoanense informa que João Edgar, capitão da equipa sénior de futebol, optou por dar por terminado o vínculo contratual que mantinha com o clube.

A decisão, ainda que pesarosa, partiu unicamente da vontade manifestada pelo jogador e, por isso, mereceu natural compreensão da estrutura diretiva do clube.

Ao João, que tão bem nos representou nos escalões de formação e enquanto atleta sénior, a Associação Desportiva Sanjoanense agradece o enorme empenho e a dedicação e entrega demonstradas pela maior instituição desportiva da cidade, endereçando votos de muita sorte e extraordinário sucesso a nível pessoal e profissional.

São João da Madeira, 21 de janeiro de 2016.

A Direção da Associação Desportiva Sanjoanense,

«A Sanjoanense é uma grande família!» – Ronan David

É oficial! Ronan David Jerónimo despediu-se, esta terça-feira, da Sanjoanense, clube que o acolheu para a primeira experiência europeia enquanto atleta sénior.

Depois de meia época em São João da Madeira, o ponta-de-lança decidiu abraçar um novo projeto e, à semelhança de Gian dos Santos, que na última temporada se transferiu para o União da Madeira, passará, agora, a marcar presença nos relvados da Liga NOS, o principal campeonato português de futebol, ao serviço do Rio Ave, com quem assinou um contrato de longa duração.

Com a humildade e disponibilidade de sempre, o jovem brasileiro, que contribuiu com 7 golos nos 19 jogos efetuados pelo clube, não negou uma última conversa, durante a qual abordou toda a experiência, reviveu os momentos passados e refletiu sobre o crescimento enquanto pessoa e jogador.

Sem esquecer o contributo de dirigentes, equipa técnica e adeptos, pessoas que garante levar no coração, Ronan caracteriza a Sanjoanense como uma «grande família» e, apesar do enorme salto na ainda curta carreira, admite alguma saudade no momento da despedida, assegurando, ainda assim, que torcerá por fora pelo sucesso do clube.

Ronan, chegaste a São João da Madeira, proveniente do Grémio, para a primeira experiência na Europa enquanto sénior. Porquê a Sanjoanense?

Tinha ouvido muitas coisas boas sobre a Sanjoanense, os empresários que me ajudaram a fazer esta escolha já conheciam o clube, falaram-me bem dele e explicaram-me que tinha um bom projeto, que visava a luta pela fase de promoção. E o que me foi apresentado agradou-me muito em termos de futuro. Vinha de um tempo parado, sem jogar, e precisava de um período para recuperar e ganhar confiança. E o projeto que me foi apresentado permitia-me isso mesmo, o que se revelou muito importante para a decisão final.

Como foi a adaptação a este novo contexto?

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Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

Foi melhor, até, do que aquilo que podia imaginar! Pensei que tivesse mais dificuldades mas acabei por conseguir uma boa e rápida adaptação. O estilo de jogo da equipa ajudou bastante e os meus colegas também tiveram um grande contributo, porque sempre me fizeram sentir bem, dentro e fora de campo. Foi muito bom!

Sentes que a passagem pelo Parma, ainda em idade de júnior, pode ter ajudado na integração?

Sim. O futebol italiano é um bocado diferente do português, é mais marcado pelo contacto e pela força física. Mas essa experiência ajudou a que me sentisse mais confiante. Até pelas questões climatéricas… Enquanto brasileiros não estão tão habituados ao frio e isso pode causar algumas dificuldades. Foi uma experiência muito boa, que me permitiu ter mais tranquilidade aqui em Portugal.

E para além do frio, que já mencionaste, quais foram os principais entraves?

Acho que a grande dificuldade foi mesmo o frio… E ainda não apanhei muito! Isso e o horário, que é um bocado diferente do brasileiro. De resto, a alimentação é excelente e muito parecida com aquela a que estava habituado.

A tua contratação foi muito badalada e acabaste por atrair a atenção de clubes de maior relevo. Esperavas tanto burburinho em torno do teu nome?

Almocei há bem pouco tempo com o meu empresário e, curiosamente, falámos sobre isso… Não imaginávamos que isso pudesse acontecer. A Sanjoanense deu-me muita visibilidade e tenho que agradecer bastante ao clube e às pessoas que dele fazem parte! Sabia que podiam acontecer algumas coisas mas nunca esperei algo a este nível. Recebo contactos regulares de empresários e clubes desde que cheguei e, pessoalmente, isso é muito bom.

És um dos jogadores com mais minutos no plantel sénior da Sanjoanense. Imaginavas-te a assumir um papel de tanto destaque na equipa?

Imaginava que pudesse ter que assumir alguma responsabilidade, pelo currículo que tinha, mas não esperava um papel tão fundamental. Só não fiz 90 minutos em três dos jogos que disputei, sou o jogador que mais minutos tenho e, apesar de já ter vindo preparado para isso, acabei por ficar surpreendido com o número de encontros em que participei.

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Fotografia: Manuel Azevedo/Record

Chegaste com a ambição de atingir a marca de um golo por jogo mas, apesar do bom início, tiveste um período menos produtivo. Sabes apontar alguma razão para esse momento menos bom?

Tive um início bastante bom pela Sanjoanense mas, pouco depois, tive um período sem golos que foi tema de muitas conversas externas ao futebol, o que me atrapalhou um pouco… Mesmo com a maturidade que tenho, acabei por me deixar influenciar. Mas consegui dar a volta e fui apoiado pelos meus companheiros, que me ajudaram a regressar aos golos e a dar o contributo necessário à equipa.

Esse período menos bom terminou, na altura, com o golo marcado ao Bustelo. Terá sido um alívio, certamente…

Sim, estava a precisar de marcar e podia, até, ter feito mais do que um golo. Mas foi um alívio, sim…

Como é que um avançado gere os períodos de menor produtividade?

Toda a gente diz que um avançado não vive só de golos mas eu não concordo. Se a equipa não fizer golos, parte da culpa é do avançado e quando não marcava ia para casa com a sensação de que podia ter feito mais. Mas sabia que tinha feito tudo em prol da equipa. Há dias melhores e outros piores, dias em que as coisas saem naturalmente e outras em que não conseguimos ser eficazes. Temos que saber gerir tudo isso…

Terminas esta experiência com 7 golos em 19 jogos. Uma marca bastante agradável numa época que se previa de adaptação…

Sim, foi bastante agradável. Apesar de ter estabelecido uma meta maior e de ter tido oportunidades para aumentar o número de golos, creio que é uma boa média.

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Fotografia: Manuel Azevedo/Record

Tens apenas 20  anos e as atenções estão, como já foi dito, muito centradas em ti e nas tuas prestações. Quais são as tuas perspetivas de futuro?

São as melhores. Evoluí muito na Sanjoanense e tenho que agradecer ao clube por isso mas espero progredir ainda mais. Tenho muita coisa para mostrar e os próximos tempos serão fundamentais para a minha carreira. Ainda não conquistei nada e um jogador de futebol tem que mostrar-se constantemente, tem que estar sempre a um nível elevado. Sou novo, tenho muito para crescer e aprender e espero continuar a atingir as metas a que me proponho, fazendo golos e ajudando as equipas que vier a representar.

Esperavas valorizar-te tanto e atingir um patamar superior em apenas metade da temporada?

Não, não esperava… Esperava valorizar-me, sim, mas, depois de um ano sem jogar, pensei que teria uma adaptação mais lenta e um rendimento mais demorado. Mas vim para cá focado, com vontade de trabalhar, conquistar o meu espaço no futebol e ser reconhecido por tudo o que faço dentro de campo. E, graças a Deus, tive momentos excelentes!

Em tempo de despedida, que recordações levas da cidade e do clube?

As melhores possíveis! Encontrei pessoas espetaculares, verdadeiros pais que me ajudaram nos momentos difíceis, em que sentia falta da família. Fui bem tratado desde o primeiro dia e vou sentir muita falta e saudade de tudo isso! É muito difícil encontrar pessoas assim no futebol… Este é um clube pequeno mas gigante, com pessoas com coração enorme! Por vezes, no Brasil, temos problemas com adeptos, há falta de segurança, não podemos sair de casa e tanto nós como a nossa família acabamos por sofrer com isso. Aqui não tive nenhum problema!

Vês a Sanjoanense como uma grande família?

Sim, criei aqui uma grande família! Já passei por bastantes balneários e este foi um dos melhores que encontrei! Quando alguém tem um problema, todos se juntam para o resolver…Todos se apoiam e isso é o mais importante no futebol.

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Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

Qual foi, para ti, o momento mais marcante ao serviço da Sanjoanense?

Foi o jogo contra o 1º de Dezembro, em que tive a experiência de ir para a baliza. É algo que vai estar, certamente, no meu livro… É uma coisa que não vou esquecer! Nunca tinha passado por isso, foi uma experiência incrível, que me vem à memória com muita regularidade e que, ainda hoje, é difícil de descrever.

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Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

E o golo que mais prazer te deu marcar?

O golo que marquei ao Cesarense, em Cesar. Era um jogo em que já se falava da minha saída, que podia significar a minha despedida e no qual entrei com a ideia de que tinha que marcar. Era obrigatório que as coisas me corressem bem, para que pudesse deixar saudade pela pessoa e pelo jogador que sou…

Numa palavra, como defines a Sanjoanense?

Enorme!

E o plantel sénior?

Família!

Para terminar, que mensagem deixas aos adeptos?

Quero deixar um abraço para todos e agradecer-lhes por tudo! O futebol não é só o que acontece dentro de campo e o que é feito fora das quatro linhas é muito importante para que um jogador possa render e estar sempre bem. E na altura em que estava menos bem tive muito apoio dos adeptos, dos dirigentes e de todos os meus companheiros de equipa, o que se revelou muito importante!

Deixo um grande e forte abraço para todos! Espero um dia voltar e garanto-vos que, mesmo longe, vou estar sempre a torcer pela Sanjoanense, que é um clube que merece muitas coisas boas e merece estar lá em cima!

Comunicado: Alargamento do prazo para liquidação de quotas em atraso

Após reunião de Direção, a Associação Desportiva Sanjoanense informa que decidiu alargar o prazo para liquidação de quotas em atraso com vista a uma melhor e mais eficaz reorganização da base de dados e consequente renumeração dos associados do clube.

Nesse sentido, e para que não comprometam o seu estatuto, os sócios poderão fazer a atualização de dados pessoais e proceder aos respetivos pagamentos até 29 de fevereiro, devendo, para isso, preencher um formulário – que pode ser encontrado na Loja, na Sede ou no site do clube – que deve, posteriormente, ser entregue na Loja ou na Sede da Associação Desportiva Sanjoanense.

Lembramos ainda que, conforme anteriormente estipulado, quem não tenha, no mínimo, a quota de dezembro de 2014 poderá regularizar a situação com a obtenção de um desconto de 50% sobre o preço total do valor em dívida, devendo, para isso, proceder à liquidação total e sem desconto do número de quotas referentes a 2015.

São João da Madeira, 15 de janeiro de 2016

A Direção da Associação Desportiva Sanjoanense

Vitória convincente deixa fase de promoção em aberto

  • Sanjoanense apresentou futebol de qualidade, dominou todo o jogo e conquistou três pontos que mantêm em aberto a luta pela fase de promoção.
  • Última jornada da primeira fase promete ser extremamente emotiva.

Em jogo da 17ª e penúltima jornada da primeira fase do Campeonato de Portugal Prio, a Sanjoanense não vacilou e, com uma exibição segura, superiorizou-se ao Mortágua, adiando, para a última jornada, a decisão quanto ao possível acesso à fase de promoção.

Num encontro que se sabia crucial, foram os visitantes que dispuseram da primeira oportunidade para inaugurar o marcador mas João Vasco, na recarga a um primeiro remate, atirou com estrondo à trave, fazendo a bola pisar a linha de golo e ressaltar para o terreno de jogo.

Em alerta pela investida contrária, os alvinegros refizeram-se do susto e, à passagem do minuto 12, dariam a melhor resposta. Ruben Alves, em zona central, descobriu e isolou Edwar no lado direito e o extremo, na cara de Mauro Leal, atirou rasteiro, inaugurando o marcador.

Motivada pelo golo, a formação alvinegra não se poupou a esforços e, cinco minutos depois, podia ter ampliado a vantagem, não fosse uma excelente intervenção do guarda-redes forasteiro, a desviar do caminho do golo um cruzamento/remate de Pardal.

Apesar das oportunidades criadas, a Sanjoanense parecia estar de pontaria pouco afinada e, aos 25’, foi a vez de Júlio, de primeira e em excelente posição, atirar por cima da baliza contrária, após boa iniciativa de Edwar.

A primeira parte revelava-se de sentido único e controlo quase absoluto e, até ao intervalo, nota apenas para um remate de João Vasco e defesa a dois tempos de Diogo Almeida, num lance que caracterizava bem a dificuldade de ação da formação de Mortágua que, sujeita ao forte domínio local, raramente conseguia abandonar o seu meio-campo defensivo e chegar com perigo ao último terço.

Mas, apesar de segurarem, no final dos primeiros 45 minutos, um resultado que podia parecer escasso, a qualidade evidenciada na segunda parte não deixou margem para dúvidas e os pupilos de Flávio das Neves, apoiados num futebol de bom nível nos vários momentos do encontro, aceleraram para uma vitória clara e convincente, colorindo com mais dois golos a vantagem mínima que se verificava ao intervalo.

A primeira ameaça saiu do pé direito de Pardal, com um forte remate que fez a bola passar ligeiramente acima do alvo e que serviu de aviso para o que viria pouco depois quando Catarino, após excelente combinação com Júlio, serviu Ruben Alves, que aumentou a vantagem.

Claramente por cima, a Sanjoanense podia ter ampliado o marcador dois minutos depois mas André Pereira, isolado por Ruben Alves e na cara de Marco Leal, não conseguiu visar a baliza contrária.

Numa segunda parte de controlo absoluto, a Sanjoanense pautava o ritmo de jogo como bem entendia e foi com naturalidade que fixou o resultado a cerca de 15 minutos do final do encontro, quando Chapinha, já dentro da grande área do Mortágua, aproveitou da melhor forma uma excelente iniciativa individual de André Pereira.

O triunfo, aliado aos resultados de Lusitano e Anadia, permite que a Sanjoanense se aproxime do segundo lugar da Série D do Campeonato de Portugal Prio e mantém tudo em aberto quanto ao apuramento para a fase de promoção, conferindo à última jornada, disputada no próximo sábado, um caráter absolutamente decisivo.

AD Sanjoanense: Diogo, Pardal, Fabeta, Ronan Rodrigues, Ricardo Tavares, Danilo, Julio, Ruben Alves (Bruno Almeida, 81′), Edwar (Chapinha, 70′), Catarino (António, 85′), André Pereira.

Comunicado: Ronan David Jerónimo

A Associação Desportiva Sanjoanense informa que chegou a acordo com o atleta Ronan David Jerónimo para a revogação do contrato que o ligava ao clube.

Depois de meia época a representar a formação de São João da Madeira, o ponta-de-lança dá, agora, um novo rumo à carreira e segue os passos de Gian dos Santos, tendo já assinado um contrato que o leva ao principal escalão do futebol português.

Ao Ronan, que contribuiu com 7 golos nos 19 jogos efetuados pelo clube, a Associação Desportiva Sanjoanense agradece todo o empenho, dedicação e capacidade de trabalho demonstrados e endereça votos de enorme sucesso a nível pessoal e profissional.

São João da Madeira, 19 de janeiro de 2016,

A Direção da Associação Desportiva Sanjoanense