Basquetebol | Sanjoanense perde com Académico e termina sonho do título nacional

Campeonato Nacional 1ª Divisão (Final Norte)

Académico FC, 72 – ADS/Farmácia Estação, 60

A Sanjoanense terminou a sua época desportiva com uma derrota na final norte frente ao Académico do Porto por 12 pontos de diferença. As expectativas da equipa para este jogo eram muitas! Ganhar, significava desde logo, disputar a final nacional no próximo sábado na Lousã, frente ao Estoril, representante do sul do país.

Não foi possível!

A Sanjoanense não foi capaz de expressar no campo, durante a primeira parte, algumas das virtudes que a distinguiram ao longo de toda a época; nos segundos vinte minutos do jogo, os nossos jovens elevaram o espírito competitivo, redobraram a energia colocada em qualquer ação, resistiram aos erros e frustrações acumulados durante a primeira parte, mas não conseguiram aquilo que ansiavam. Foram dignos na derrota e exemplos de superação para os mais jovens da família do basquetebol Sanjoanense.

Andebol: Juvenis garantem promoção à Primeira Divisão Nacional

  • Formação alvinegra venceu Artística de Avanca e garantiu promoção à principal divisão do escalão.
  • Triunfo vale presença na ‘Final Four’ de apuramento de campeão.

Tarde de glória para o andebol da Associação Desportiva Sanjoanense. Ao penúltimo jogo da segunda fase do campeonato, a formação de juvenis venceu o Artística de Avanca e garantiu a promoção à Primeira Divisão nacional do escalão, assegurando, ainda, a presença na ‘Final Four’ de apuramento de campeão.

Perante o segundo classificado, a Sanjoanense sentiu algumas dificuldades para impor o seu jogo e, com uma primeira metade marcada pelo equilíbrio e alguma inconsistência defensiva, chegou ao intervalo com dois golos de desvantagem.

Ainda assim, os comandados de Miguel Orlando não se deixaram apoderar pelo nervosismo e, com um bom início de segunda parte, restabeleceram a igualdade, alcançando uma vantagem de dois golos a cerca de dez minutos do final da partida.

Muito mais consistentes na etapa complementar, os alvinegros não mais perderam a superioridade e, com dez minutos finais de grande categoria, avançaram para um triunfo histórico, que abre as portas da Primeira Divisão nacional do escalão na próxima época os coloca no centro de decisão do Campeonato Nacional da Segunda Divisão de Juvenis na presente temporada.

«É uma alegria imensa, fruto do trabalho que desenvolvemos desde o primeiro dia, do primeiro treino» – Prof. Miguel Orlando

Sentimentos depois de garantido o objetivo: É uma alegria imensa, fruto do trabalho que desenvolvemos desde o primeiro dia, do primeiro treino, em setembro. O grupo de trabalho é constituído por atletas muito jovens, alguns deles com idade de iniciado, ainda. São miúdos que abraçaram o projeto com grande empenho e força de vontade, que nos permitiram atingir este objetivo.

Este foi um objetivo que, inicialmente, não se colocou na mesa mas que foi surgindo desde que começámos a trabalhar e vimos que a qualidade estava a aumentar. E hoje atingimos esse desiderato com uma vitória bastante conseguida sobre o Avanca, segundo classificado que pratica, também, um excelente andebol. Estamos de parabéns!

Segredo para a reviravolta da segunda parte: Fizemos algumas mudanças em termos defensivos. Corrigimos alguns pormenores que não tinham funcionado tão bem na primeira parte. Alertei, ao intervalo, para a qualidade de alguns jogadores do Avanca, conseguimos condicionar trajetória fortes de alguns atletas adversários, principalmente da primeira linha, e foi essa melhoria defensiva que nos permitiu reverter o marcador, passar para a frente e fazer a gestão na parte final.

Saliento que podíamos ter perdido por sete e, mesmo assim, atingir o objetivo de ficar em primeiro lugar e ir à Fase Final, mas isso nunca foi transmitido aos meus atletas. Lutámos sempre pela vitória e acabámos devidamente recompensados.

Época bastante positiva: Inicialmente não esperávamos uma temporada tão positiva, sinceramente. Não conhecíamos bem os atletas e os primeiros meses de trabalho serviram, essencialmente, para que eu pudesse conhecer os jogadores e eles me conhecessem a mim. Instituímos algumas regras internas, o grupo melhorou imenso e, à medida que as jornadas iam decorrendo, começámos a perceber que podíamos alcançar o objetivo. Na primeira fase conquistámos o título regional e consentimos apenas uma derrota, no primeiro jogo contra o Avanca, num jogo incaracterístico em que, apesar de termos perdido por um único golo, tivemos um mau início e chegámos a estar com onze golos de desvantagem. Mas esse acabou por ser um jogo bastante importante. Permitiu-nos estimular o grupo, melhorar os índices de trabalho e alertar os jogadores, algo que se revelou essencial, especialmente tendo em conta a média de idade do grupo. Explicámos-lhes que por vezes temos que trabalhar mais para que consigamos atingir os objetivos. A partir daí vencemos todos os jogos e somos, a par do ABC, da outra série, as únicas equipas que contam treze vitórias em outros tantos jogos, o que espelha a qualidade de trabalho dos meus atletas.

Quero também salientar, pela positiva, o trabalho de toda a estrutura, desde os seccionistas ao grupo de pais que nos acompanha desde o primeiro dia, porque só com esta conjugação de fatores é que conseguimos atingir este objetivo que é muito importante para o clube e, essencialmente, para os miúdos.

Ambições: Disse aos meus jogadores, logo após o jogo, que quem joga uma Fase Final nada tem a temer. O máximo que pode acontecer-nos é ficarmos em quarto lugar a nível nacional. Não sei ao certo o número de equipas que participam no Campeonato Nacional mas tenho a certeza que todas elas quereriam estar na luta por um lugar entre os quatro primeiros. Agora vamos direcionar os nossos objetivos para a conquista do título. Podemos não o conseguir conquistar mas quem joga uma Fase Final só pode ter esse objetivo em mente.

«Estar na Primeira Divisão na fase final do desenvolvimento destes atletas é uma condição imperativa» – José Pedro Silva, Vice-Presidente para o Andebol

Importância do feito alcançado: A secção de Andebol da Sanjoanense tinha dois grandes objetivos para a presente temporada: a manutenção da equipa sénior e a promoção dos Juvenis à Primeira Divisão Nacional. Temos feito, ao longo dos últimos anos, um esforço de captação de treinadores de qualidade para que possamos aumentar o nível da formação e ajudar a desenvolver jogadores de topo. E estar na Primeira Divisão na fase final do desenvolvimento destes atletas é, para nós, uma condição imperativa.

Influência na futura transição para a equipa sénior: O feito, em si, não garante a integração dos atletas na equipa sénior. Ainda assim, foram identificados, pela qualidade que têm demonstrado, cinco ou seis atletas desta equipa, que devem integrar a pré-temporada da formação sénior e este feito foi algo que veio por acréscimo. Esta integração pode não ser imediata. Os atletas é que vão demonstrar, durante os trabalhos, se devem ou não fazer parte do plantel.

Ambições para a Fase Final: Queremos, naturalmente, conquistar o título de campeão. O objetivo inicial passava pela promoção mas, agora que está garantido, vamos tentar o título de campeão.

Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

Comunicado: Mercado de Transferências

A Associação Desportiva Sanjoanense informa que, ao contrário do que tem sido veiculado na imprensa nacional ao longo da semana, não recebeu, até ao momento, qualquer proposta oficial para transferência de jogadores do plantel sénior de futebol.

A estrutura do futebol sénior do clube está ciente da imensa qualidade dos seus atletas e, consequentemente, da cobiça de que têm sido alvo, mas reforça que não existem, para já, contactos que antecipem qualquer saída, garantindo que agirá em conformidade e informará em tempo devido caso surjam eventuais propostas.

São João da Madeira, 20 de maio de 2016.

O Departamento de Futebol da Associação Desportiva Sanjoanense

Até ao último minuto!

  • Sanjoanense esteve por duas vezes em desvantagem mas acabou por conquistar um ponto no quarto ‘derby’ da temporada.
  • Empate surgiu já no período de compensação e relegou a formação de Lourosa para a disputa do Play Out.

De um lado, uma Sanjoanense com objetivos assegurados mas comprometida a competir até ao soar do gongo; do outro, um Lourosa aflito, à procura de garantir a manutenção direta; no meio de tudo isto, uma imensa rivalidade, com muita e boa história.

Estes eram, à partida para o quarto ‘derby’ – e, pelo menos para os comandados de Flávio das Neves, o último jogo – da presente temporada, fortes tónicos para um bom espetáculo, que acabou recheado de golos, muito nervosismo e desilusão, principalmente depois do apito final.

Com o objetivo claro de fugir ao Play Out – eliminatória que integra os sextos classificados de cada uma das oito séries do Campeonato de Portugal Prio (CPP) e que serve para determinar quais as restantes seis equipas que são despromovidas aos campeonato distritais – a formação de Lourosa entrou a todo o gás e, ainda antes dos 10’, Zola deu cor ao marcador num desvio oportuno à boca da baliza, após cruzamento de Alex.

Em desvantagem, e depois de já ter demonstrado que não entrava em facilidades, a Sanjoanense não desarmou e, apenas dez minutos depois, restabeleceu a igualdade pelo pé esquerdo de Chapinha, na sequência de um canto cobrado por Ruben Alves.

Ainda assim, os locais não abdicavam de tentar impor alguma superioridade e, a reclamar a presença na próxima edição do CPP, voltariam à vantagem a cinco minutos do intervalo, num remate certeiro de Pedro Silva que fixava o resultado verificado ao intervalo.

Na frente do marcador, a formação de Lourosa sabia que não podia cometer nenhum deslize e a etapa complementar antevia-se sofrida e de maior domínio alvinegro. Com a ansiedade a aumentar, o nervosismo local era notório e parecia adivinhar um final repleto de emoção e o certo é que os minutos finais foram tudo menos calmos.

A 15’ do final, Pedro Silva tentou aproveitar uma boa incursão de Zola pelo lado esquerdo do ataque mas, já depois de passar por Diogo e com a baliza à mercê, atirou ao lado, desperdiçando uma oportunidade de ouro para garantir o triunfo.

Numa altura em que tudo parecia correr bem ao Lourosa, já que o Gafanha perdia em Bustelo e, assim, caía em lugar de Play Out, a expectativa era enorme mas nada estava decidido.

E foi já em período de compensação que a esperança dos locais caiu por terra. No primeiro de 3 minutos de tempo extra, André Pereira deu a melhor resposta a um canto de Ruben Neves, surgindo ao primeiro poste, pleno de oportunidade, a cabecear para o empate, para desalento dos visitados.

Com um final foi de loucos, a formação de Lourosa dava tudo o que tinha mas o esforço revelar-se-ia inglório, prevalecendo o empate que relega o Lourosa para a sexta posição, que obriga à disputa do Play Out.

Já a Sanjoanense acrescentou um ponto à excelente campanha na Fase de Manutenção da Série D, garantindo a liderança com 46, mais 8 que o segundo classificado, o Cesarense.

AD Sanjoanense: Diogo Almeida, Pardal, Fabeta, Barbosa (Júlio, 65’), Ricardo Tavares, Danilo, Ruben Neves, Ruben Alves (Jorge Neves, 88’), Chapinha, Edwar (Aloísio, 80’), André Pereira.

 

Fotografia: Daniel Oliveira/ADS (Arquivo)

«Em termos de valor absoluto fomos a melhor equipa da nossa série» – Flávio das Neves

«Quero que os jogadores funcionem como equipa. Uma grande equipa tem que funcionar sempre do ponto de vista do coletivo. As individualidades não ganham jogos… Quero que os jogadores funcionem como equipa e esse é o meu principal objetivo». Esta era a ideia preconizada por Flávio das Neves quando, há cerca de meio ano, surgiu na sala de imprensa do Estádio Conde Dias Garcia para ser apresentado como novo treinador da equipa sénior de futebol da Sanjoanense.

Vinte e um jogos passados, e feito um primeiro balanço, os alvinegros somaram treze vitórias, cinco empates e apenas três derrotas, tendo garantido objetivo da manutenção quando faltavam ainda quatro jogos para o final da competição.

O percurso, bastante tranquilo, tem muito cunho do técnico sanjoanense que, em retrospetiva, não esconde o orgulho, revelando, ainda assim, uma única mágoa: a derrota em Anadia que, com arbitragem muito polémica, constituiu um duro revés na ambição de qualificação para a Fase de Promoção.

«Estou satisfeito com o comportamento da equipa mas, para o pleno, teríamos que ter terminado a primeira fase nos dois primeiros lugares. Os pontos que fizemos na parte final da época seriam, em princípio, suficientes, não fosse o jogo em Anadia, com uma arbitragem bastante polémica que nos tirou um golo limpo, que dava o empate e nos colocava a um pequeno passo da Fase de Promoção. Dentro do campo trabalhámos, fizemos o golo necessário mas acabámos relegados para a Fase de Manutenção», recorda, evidenciando, ainda assim, a qualidade demonstrada pela equipa, apesar das contrariedades:

«Ainda assim, a equipa continuou o bom momento, conseguiu até melhorar as performances e chega a esta altura, quando falta ainda um jogo para o final do campeonato, com 10 pontos de avanço em relação ao segundo classificado. Esta é uma fase muito curta, apenas com 14 jornadas, e o feito é bastante difícil de alcançar. Tanto que somos a única equipa a consegui-lo em todas as séries desta competição. E, lembro, lutámos contra uma equipa como o Lusitano FCV, que tem um orçamento muito superior ao nosso e andou a disputar connosco o acesso à Fase de Promoção até ao último jogo. Fomos a melhor equipa desta série e, apesar de estarmos na Fase de Manutenção, já há muito tempo que a Sanjoanense não assegurava os seus objetivos tão cedo. É algo de que nos orgulhamos muito. E, como disse, só o acesso à Fase de Promoção me teria deixado mais feliz.»

«Assumi a equipa a oito jogos do final da primeira fase e, mesmo assim, consegui que fizéssemos a média de pontos necessária para chegar aos lugares de acesso à Fase de Promoção»

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Flávio das Neves no dia da apresentação. Foto: Daniel Oliveira/ADS

Convidado a assumir os destinos da equipa numa altura conturbada da época, principalmente no que aos jogos em casa dizia respeito, Flávio não largou o sonho de colocar a Sanjoanense na Fase de Promoção, ambição que, em paralelo com o objetivo da manutenção, se foi formando com o desenrolar da primeira fase. No entanto, a derrota em Anadia ceifou as aspirações, algo com que o técnico não consegue, ainda hoje, conformar-se.

«Só assumi a equipa a oito jogos do final da primeira fase e, mesmo assim, consegui que fizéssemos a média de pontos necessária para chegar aos lugares de acesso à Fase de Promoção. No final podemos fazer um balanço oficial mas, por alto, a equipa fez 45/46 pontos desde a minha entrada, o equivalente, em média, a mais de 2 pontos por jogo. Isso era suficiente para que nos apurássemos para a fase em que se disputa a subida de divisão», explica, apontando a influência do seu trabalho e a qualidade do plantel como bases para a consistência apresentada na segunda metade da temporada:

«Eu não posso dissociar a consistência demonstrada pela equipa do trabalho que consegui desenvolver. Os treinadores têm sempre influência, para o bem e para o mal. Mas, neste caso, a consistência apareceu também por causa do lote de jogadores de que dispomos, que é muito bom. Não me canso de o dizer: é, porventura, o melhor grupo que a Sanjoanense teve nos últimos anos. A minha função foi a de o rentabilizar, dando-lhe organização, rigor e harmonia, para que os jogadores pudessem desenvolver as suas capacidades. E o certo é que as nossas exibições têm sido muito elogiadas. Só perdemos três jogos desde que cheguei e esta consistência é resultado de um trabalho conjunto dos atletas, da equipa técnica e da direção, que conseguiu colocar este lote de jogadores à nossa disposição.»

«Em termos de valor absoluto fomos a melhor equipa da nossa série»

No que diz respeito às prestações coletivas e à qualidade evidenciada, a opinião não é nova mas Flávio das Neves não se cansa de a repetir: a Sanjoanense foi, no geral, a melhor equipa em competição na Série D.  Ainda assim, admite, a equipa tinha «potencial para mais», algo que, para o técnico, não tira brilho ao trabalho dos jogadores, a quem tece rasgados elogios.

«Se tínhamos potencial para mais? Claro que sim. Percebi-o logo que assumi o comando. Sei que o lote de jogadores de que dispomos tinha potencial para ter conquistado o primeiro lugar mas, apesar de não o termos conseguido, os nossos atletas continuam a demonstrar o seu valor e são invejados pelas equipas que nos defrontam», vinca, reforçando:

«Já passei por várias equipas de diferentes escalões mas tenho um enorme prazer em trabalhar com esta, no clube da minha terra e com jogadores de qualidade fantástica. Treino-os durante a semana e chego ao jogo com a plena confiança de que vamos vencer. A Sanjoanense está a mais nesta fase. Devíamos estar na Fase de Promoção. Temos no nosso estádio, todas as semanas, departamentos de scouting de equipas de escalão superior e isso deixa-nos muito satisfeitos porque é o reconhecimento da qualidade individual e coletiva de que dispomos. Exijo bastante dos jogadores, sou duro mas eles correspondem e eu sinto que estou a contribuir para o desenvolvimento de cada atleta. Isso é bastante gratificante. Só com excelentes jogadores é que os treinadores conseguem fazer bons trabalhos.»

«Reconheço muito mérito ao Estarreja»

Apesar da opinião vincada e do marcante jogo em Anadia, Flávio das Neves não se revela extremista e, refletindo sobre o contexto competitivo em que a Sanjoanense esteve inserida, acaba por reconhecer mérito aos adversários, especialmente ao Estarreja, dono de uma campanha imaculada.


IMG_7567«Disse, e repito, que em termos de valor absoluto fomos a melhor equipa da nossa série.
Ainda assim, reconheço muito mérito ao Estarreja, que ficou em primeiro com bastantes pontos de avanço e está em bom plano na Fase de Promoção. Mas quando os defrontámos fomos melhores, apesar de não os termos conseguido vencer. Eles foram mais competentes que nós em determinadas alturas e depois era difícil recuperar. São uma equipa com bastante potencial, também, e tiveram argumentos que nós não tivemos.»

Merecedor de elogios é, também, o Lusitano FCV, formação de Viseu que, com forte aposta e largo investimento, lutou ombro a ombro com a Sanjoanense até ao último jogo da primeira fase:

«Defrontámos também um Lusitano FCV que investiu bastante, com excelentes jogadores, muito experientes, e com uma aposta forte e declarada. Ainda assim, nos quatro jogos que fizemos, todos muito renhidos e difíceis, conseguimos superiorizar-nos. Vencemos três e empatámos um e isso foi essencial para que nos conseguíssemos distanciar.»

«Temos que fazer prevalecer a verdade desportiva»

A um jogo do final da época e com muito a ser decidido em relação aos últimos lugares, poucos podiam imaginar um cenário tão apetecível: de um lado, uma Sanjoanense tranquila, num bom momento e com os objetivos garantidos; do outro, um Lourosa aflito e a lutar até ao último segundo pela fuga ao playoff de despromoção.

Um duelo a dois que percorre uma imensa história, com forte rivalidade regional envolvida, e para o qual Flávio das Neves assegura uma equipa preparada, apoiada no prestígio e a verdade desportiva, valores de que o técnico não abdica.

«Falta um jogo para terminar a época e, mesmo tendo os objetivos cumpridos, temos que fazer prevalecer a verdade desportiva. É evidente que poderei fazer algumas alterações, para dar minutos a alguns jogadores menos utilizados mas queremos vencer sempre, para que possamos prestigiar e honrar a Sanjoanense. A cara de quem ganha não é a mesma da de quem perde. Não perdemos há onze jogos e queremos manter o bom momento, independentemente das mexidas que possa vir a fazer. Temos o nome, o prestígio e a honra da Sanjoanense em causa», finaliza.

Fotografia: Daniel Oliveira/ADS

ATÉ SEMPRE, ‘TI ILÍDIO’

ATÉ SEMPRE, ‘TI ILÍDIO’

A Associação Desportiva Sanjoanense está de luto. Faleceu, aos 83 anos, Ilídio Nunes, um dos mais emblemáticos rostos do clube.

Com mais de 50 anos de ligação à instituição, primeiro como mecânico da secção de Hóquei em Patins e mais tarde como colaborador do Pavilhão dos Desportos, ‘Ti Ilídio’ – nome pelo qual era carinhosamente conhecido – deixa uma forte marca e um vazio incalculável no quotidiano do clube.

Num momento tão delicado e de grande dor, a Associação Desportiva Sanjoanense transmite, a toda a família, votos de profundo pesar e, simultaneamente, muita força, garantindo que tudo fará para preservar a amabilidade, a entrega e a forte lealdade que tão bem caracterizam Ilídio Nunes.

Mais se informa que as cerimónias fúnebres terão lugar na Igreja Matriz de São João da Madeira, pelas 15:00 horas desta quinta-feira (12).

A Direção da Associação Desportiva Sanjoanense

‘Facilitar’ é termo ausente do dicionário alvinegro

  • Sanjoanense não vacilou e venceu na deslocação a Mortágua.
  • Triunfo aumenta distância em relação ao segundo classificado.

Cumpridos os objetivos propostos para a presente temporada, pairava no ar, à partida para as últimas jornadas do Campeonato de Portugal Prio (CPP), a expectativa de possíveis facilitismos da Sanjoanense.

No entanto, os comandados de Flávio das Neves prontificaram-se a elimina-la e, com uma nova vitória em Mortágua, cimentaram a liderança da Fase de Manutenção da Série D, aumentando para 10 os pontos de vantagem em relação ao segundo lugar, agora ocupado pelo Cesarense.

Numa partida que se esperava difícil, tendo em conta o contexto do adversário, que não tinha a permanência garantida, a superfície sintética em que era jogada e o calor que se fazia sentir, a Sanjoanense entrou em bom plano e, logo à passagem do quarto de hora, podia ter inaugurado o marcador, não fosse a excelente oposição de Mauro Leal a Chapinha, em dois momentos consecutivos, depois de bom envolvimento do ataque alvinegro.

Com o objetivo de pontuar, os locais não demoraram a responder e, três minutos depois, João Vasco descobriu Diogo Amado que, desde a entrada da área, viu o golo negado por intervenção segura de Bruno Costa, chamado à titularidade para o lugar habitualmente ocupado por Diogo Almeida.

Numa primeira parte de parada e resposta, Chapinha voltou a estar perto de brilhar , pouco depois, mas, em zona central e já depois de tirar um adversário do caminho, rematou em jeito, ligeiramente por cima da baliza contrária.

Com muita atividade junto das balizas mas concretização nula, a primeira parte fechou com duas oportunidades de registo para o Mortágua, primeiro por Tagui, que encontrou a oposição de Chapinha, em ação defensiva, e pouco depois por Michael que, em excelente posição, atirou por cima.

Golos – ou, neste caso, golo – só na segunda parte e na sequência de mais uma investida do irrequieto Chapinha, um dos mais inconformados da formação alvinegra. Com 63’ jogados, o extremo surgiu pelo lado esquerdo e colocou a bola no coração da área, onde apareceu Ruben Alves que, de pé esquerdo, abriu a contagem.

Em vantagem, a Sanjoanense controlava e, a impor a qualidade do seu jogo, mantinha o Mortágua longe do último terço, conseguindo anular de forma eficaz as investidas locais, muito baseadas no jogo direto. Tanto que os homens de Viseu só conseguiram voltar a criar perigo ao minuto 77, por intermédio de Larry que, isolado por João Vasco, encontrou pela frente um Bruno inspiradíssimo, que afastou o perigo com uma excelente intervenção.

No entanto, a formação de Mortágua não voltaria a incomodar e o resultado manteve-se inalterado até final, naquele que foi o oitavo triunfo alvinegro em doze jogos disputados nesta Fase de Manutenção.

Na próxima jornada a Sanjoanense recebe o já despromovido Bustelo, que viu i seu destino confirmado com a derrota caseira diante do Lourosa (2-3).

AD Sanjoanense: Bruno Costa, Pardal, Barbosa, Danilo, Ricardo Tavares, Julio, Ruben Neves, Ruben Alves, Edwar (André Pereira, 61’), Chapinha (Ricardo Oliveira, 85’), Kader Bidimbou (Catarino, 65’).

Fotografia: Daniel Oliveira/ADS (Arquivo)