Andebol Mania

O encerramento da última edição do Andebolmania não podia ter sido melhor com a Associação Desportiva Sanjoanense a conquistar o primeiro lugar em juvenis masculinos, após vencer, num dos últimos encontros do torneio, os espanhóis do Seis Nadal, num jogo que encheu o Pavilhão das Travessas e que levou o público presente ao rubro.
Numa final renhida do início ao fim e com o marcador a manter-se incerto até ao fim, acabou por sair vencedor o clube alvinegro por 28-26. “Pensava que não iriamos sentir tantas dificuldades”, confessa Alexandre Tavares, diretor do escalão e um dos responsáveis pelo Andebolmania. “O Seis Nadal é um clube muito forte e no ano passado venceu neste escalão. Apesar da Sanjoanense ser mais frágil, acho que conseguiu impor a sua velocidade, que é o seu ponto forte, e acabou por vencer. Foi uma final excelente que dignificou da melhor forma toda a qualidade do torneio”, refere o organizador, que destaca também a enorme afluência de público para este encontro e que esteve ao nível do jogo entre as seleções de Portugal e Tunísia, realizado no dia anterior.
Nos restantes escalões os primeiros lugares foram divididos entre equipas portuguesas e espanholas, com o Núcleo de Andebol de Samora Correia (NASC) a vencer em minis, enquanto o Bartolomeu Perestrelo e Os Belenenses triunfaram em infantis femininos e masculinos, respetivamente. Nos restantes escalões o domínio coube ao clube espanhol Carballal, que venceu em iniciados masculinos e femininos e em juvenis femininos.
Com mais de 140 equipas em prova ao longo dos quatro dias, com jogos distribuídos por diversos pavilhões, Alexandre Tavares reconhece a existência de algumas falhas, mas, no geral, acredita que o balanço é “extremamente positivo”. “Acho que as coisas correram bem. Nunca se consegue agradar a toda a gente, mas acho que foi um torneio excelente. Tal como se esperava, as equipas estavam mais fortes e a competitividade foi maior. A organização está contente”, confessa o responsável, sublinhando que as previsões acabaram por se confirmar. “Foi um dos maiores torneios de sempre e dos mais competitivos”, sublinha Alexandre Tavares, que confessa ser uma loucura organizar um evento com mais de 140 equipas. “Queremos agradar a toda a gente e não conseguimos dizer que não a ninguém”, refere o responsável que admite que o número da próxima edição deverá ficar pelas 120. “Neste momento a organização não quer mais de 120 equipas, mas estamos numa situação em que não podemos dizer que não aos que vêm há muito tempo e aos que vieram a primeira vez e querem regressar. Na próxima edição já tudo foi esquecido e, se calhar, vamos voltar a fazer o mesmo”, refere Alexandre Tavares, que garante que a aposta vai continuar a ser numa “competição de qualidade”.

Jornal Labor