Sanjoanense volta a vencer Torneio Cidade de S.J.Madeira

À III edição a Sanjoanense venceu pela segunda vez o Torneio Cidade de São João da Madeira. E a estreia até nem correu bem para a equipa de Vítor Pereira que, na primeira jornada, cedeu um empate (2-2) com o Infante de Sagres. Ao intervalo o nulo espelhava a partida amorfa dos primeiros 20′ mas, no segundo tempo, os alvi-negros melhoraram e só a finalização pouco calibrada impediu um triunfo que também esbarrou em Mário Mata, guarda-redes do Infante de Sagres contratado aos Carvalhos.

Na manhã de sábado a Sanjoanense não teve grandes dificuldades para golear o Cucujães (7-1) e, no encontro decisivo com o HA Cambra, só os três pontos garantiam a vitória no torneio enquanto que, à formação de Vale de Cambra, o empate bastava.

No entanto, a concentração e o rigor tático foram armas poderosas para golearem um adversário que lutará, no campeonato, pelos mesmos objetivos da Sanjoanense: a permanência. 

Em resumo, foram três testes que serviram, essencialmente, para continuar a preparar os onze jogadores para a estreia na I Divisão, que irá ser feita frente ao Sporting – 2 de outubro – e que vão continuando a adquirir os índices físicos desejados para os jogos oficiais.

 

III Torneio Cidade S. João da Madeira

Sexta- Feira 18-09-2015
1ª Jornada
HA Cambra 6 | CD Cucujães 2
AD Sanjoanense 2 | Infante Sagres 2
Golos: Gil Vicente (1), Afonso Santos (1)

Sábado 19-09-2015
2ª Jornada
AD Sanjoanense 7 | CD Cucujães 1
Golos: Pedro Cerqueira (3), Afonso Santos (2), Daniel Homem (2)
3ª Jornada
Infante de sagres 3 | CD Cucujães 3
AD Sanjoanense 6 HA Cambra 1
Golos: Chico Barreira (3), Tiago Ferraz (2), Gil Vicente (1)

Prémios:
Melhor Guarda-Redes – David Nogueira (AD Sanjoanense)
Melhor Defesa – AD Sanjoanense
Melhor Ataque – AD Sanjoanense
Melhor Marcador – Afonso Santos (Atleta com menor idade) AD Sanjoanense

1º Lugar – AD Sanjoanense
2º Lugar – HA Cambra
3º Lugar – Infante de Sagres
4º Lugar – CD Cucujães

 

A Sanjoanense começou mal a participação no Torneio Cidade de São João da Madeira, mas acabou de forma avassaladora. Aquele empate inicial serviu para psicologicamente os jogadores corrigirem alguns detalhes?

 

Vítor Pereira: Penso que não começamos da maneira que pretendíamos, mas não mal. O Infante de Sagres apresentou um jogo defensivo e organizado a jogar no nosso erro, ou em jogadas de inspiração/individuais dos seus jogadores, o que nos obrigou a trabalhar muito. Fizemos boas movimentações, criamos várias oportunidades de golo, mas não conseguimos concretizar a percentagem que queríamos, o que pesou no resultado final da primeira partida. Penso que para isso conta a fase inicial da época onde ainda falham alguns detalhes de entrosamento, finalização e adaptação ao reforço de identidade que pretendemos para a equipa. Nos jogos seguintes tentamos superar alguns detalhes menos bons manter os jogadores conscientes do nosso trabalho e apesar de sentirmos a necessidade de melhorar conseguimos melhores resultados.

 

Transmite algum sinal uma vitória tão expressiva frente a um candidato pela permanência, ou no campeonato a pressão levará a um jogo com contornos diferentes?

 

V.P.: Temos de ter a consciência que cada jogo tem a sua história, temos de ter em conta que estes foram jogos de pré-época. O resultado que ditou a vitória frente ao HA Cambra por 6-1 não traduz a realidade das equipas, são equipas diferentes, mas com jogadores de valor similar que podem discutir o resultado até ao fim dos jogos. Embora o HA Cambra tenha jogadores com mais experiência na 1ª divisão que a nossa equipa, hoje fomos rigorosos e trabalhamos para conseguir um bom resultado e acima de tudo continuar a crescer como equipa. Apesar de o resultado ser bom, ainda registamos situações que vamos ter de retificar e evoluir. Obviamente que ficamos satisfeitos por conseguir ganhar o torneio, mas temos de continuar a trabalhar para ganhar pontos e pontos vai ser só no campeonato, é para isso trabalhamos com os patins bem assentes no ringues. Estou convencido que ambas as equipas se vão apresentar de forma diferente nos jogos do campeonato, onde prometemos tudo fazer para conseguir os 3 pontos.

 

Que balanço faz da pré-temporada até agora? Sente a equipa mais preparada para uma primeira jornada de nível de exigência máximo?

 

V.P.: A equipa está a preparar-se para um campeonato difícil, onde sabemos que não somos os melhores, mas queremos estar melhor que o adversário todos os sábados. Os jogadores têm trabalhado muito, nos treinos temos apelado á sua disponibilidade, temos inserido alguns exercício e movimentações de forma a solidificar processos, soluções de jogo. Uma pré-época com jogos competitivos onde temos conseguido uma rotação regular e equilibrada do plantel. Neste momento existem situações a trabalhar por vezes mais importantes que o resultado, o objectivo imediato é crescer, é importante que a equipa cresça e se prepare para um campeonato todo ele de exigência máxima. Queremos começar fortes de forma a conseguir o nosso objectivo, vamos lutar todos os jogos por pontos.

Gostaria de agradecer a todas as equipas participantes neste torneio desejando-lhes um bom campeonato. Agradecer ao público presente em especial aos nossos adeptos que nos apoiam e motivam nesta fase de preparação para continuar a crescer. Obrigado

“Só é possível estarmos na primeira porque muita gente se supera”

São já cinco as temporadas que têm Vítor Pereira como treinador da Sanjoanense. À partida para o novo ano, a palavra de ordem não pode ser outra que não a permanência, pois a realidade do clube assim o obriga. Em entrevista ao nosso site, o técnico antevê aquilo que poderá ser o segundo ano de primeira dos alvi-negros.

Na última temporada, a permanência foi conseguida com muitas dificuldades. Como é que lidou com todas as situações que afetaram a preparação da equipa?

Vítor Pereira: Como dizia o Paulo Bento “com tranquilidade”. Foi complicado gerir várias situações, sabíamos que ia ser um campeonato difícil até porque não estávamos 100 por cento preparados para o ritmo da primeira pois vínhamos de uma realidade diferente. Quando as dificuldades apareceram, tentamos resolver da melhor maneira. Felizmente conseguimos que os jogadores ficassem à margem disso.

Mas tendo estado com a casa às costas, considera que chegou ao primeiro jogo menos preparado do que se tivesse feito a pré-época no Pavilhão dos Desportos?

V.P.: O ritmo que nós tivemos, a falta de organização motivada pelas constantes mudanças de ringue que muitas vezes não davam para fazer o plano de trabalho previsto, fez com que não estivéssemos tão bem preparados. Recordo que, nas primeiras jornadas, perdemos dois jogos pela margem de um golo, contra o Barcelos e contra o Paço de Arcos, que foi o nosso primeiro jogo em casa e tínhamos, nesse dia, o piso a escorregar e mais parecia que estávamos a jogar fora frente a uma equipa muito experiente e estável.

Todas estas pequenas diferenças fizeram como que não embalássemos e com que andássemos na linha de água sempre em sacrifício.

Alguma vez pensou desistir quando o cenário parecia cada vez mais complicado?

V.P.: Sempre senti que íamos conseguir a permanência. É claro que houveram situações menos boas. Sempre disse que sou treinador da Sanjoanense até quando acharem. Os diretores sabem e sabiam disso mas parece-me que era notório que a culpa não era da equipa técnica nem dos jogadores, mas sim de alguma falta de experiência. Desitir não é o meu lema. Era muito mais cómodo subir de divisão e sair ou alcançar a permanência e não ficar, mas eu não estou preocupado com isso mas sim com o trabalho que é preciso desenvolver. Desde que eu sinta o apoio dos Sanjoanenses, continuarei.

Depois de ter conseguido a subida com um pénalti, a permanência foi alcançada com um golo. Sente que foi um final de temporada épico?

V.P.: Da mesma forma que não subimos por uma unha negra, também chegamos à primeira e ficamos lá por uma unha negra. A alcunha de “unhas-negras” dos sanjoanenses fica-nos bem. O segredo tem sido sempre não desistir e é transmitido pelo grupo, adeptos e claque.

Não acaba por ser uma história curiosa para um dia mais tarde recordar?

V.P.: É uma forma diferente mas pelo trabalho que fazemos nas condições que fazemos, merecemos acreditar sempre. Sendo assim, quando conseguimos, o sabor é especial e mais tarde vamos recordar que foi por nunca termos desistido e que foi por um pequeno detalhe que se fez a diferença.

Prepara-se para assumir a equipa pelo quinto ano consecutivo. A família está preparada para mais um ano de ausência?

V.P.: Este ano cheguei ao fim muito desgastado e a família também. Mas para isso contou a preparação inicial que foi alterada e que me fez perder muito tempo fora do ringue. Foi preciso a minha intervenção em muitos problemas. Este ano penso que vamos começar de uma forma mais estável e espero ser o Vítor Pereira 100 por cento debruçado sobre o trabalho técnico e não me desgastar com outras coisas e assim melhorarmos o nosso trabalho dentro do ringue.

A Sanjoanense tem obrigação de fazer mais depois de ultrapassado o ano zero? Ou a permanência é o único objetivo possível para o clube?

V.P.: Tem que ser isto, a permanência. A nossa realidade, se fôssemos a analisar a secção de hóquei, não era compatível para uma I Divisão. Só é possível estarmos na primeira porque muita gente se supera: desde os jogadores, passando pela equipa técnica, diretores, colaboradores e adeptos. Nós só temos que lutar passo a passo para conseguimos a permanência. Eu também gostava de entrar num ano de consolidação com um projeto mais forte mas a realidade da Sanjoanense não permita. Compete-nos apresentar um hóquei melhor e lutar para que quatro ou cinco jogos, o ano passado, onde poderíamos ter pontuado, que consigamos inverter a tendência este ano.

É preciso notar que esta vai ser uma época com um campeonato muito competitivo. As equipas que desceram há dois anos na I, voltaram a subir na temporada passada. Cambra, Física e Braga têm muita experiência na primeira, nenhuma pode ser considerada como formação de segunda. De entre estas todas, a Sanjoanense é a única que, nos últimos dez anos, só esteve presente uma vez.

Para isso acha que este ano tem um plantel mais equilibrado?

V.P.: Muita gente me diz que temos um plantel melhor, eu acho que nem é melhor nem é pior, a palavra certa mesmo é “equilibrado”. Faltava-nos um jogador de área, pois criávamos muitas movimentações que não conseguíamos finalizar e, ao termos um jogador com estas características faz com que outros como o João Oliveira joguem na sua posição natural. Tivemos a saída do Filipe Leal e entrou o Filipe Sousa que, apesar de vir da II Divisão, já tem experiência de I Divisão. Se calhar não sobe tanto como o Leal fazia mas também isso traz a vantagem de ficarmos mais equilibrados na defesa. Tudo é, agora, uma questão de adaptação e sei que eles vão adaptar-se rapidamente e, com estes jogadores, penso que poderemos colocar novas movimentações além das que já temos e tentar fazer a diferença perante os adversários, que já começam a conhecer-nos e precisamos estar em constante mudança.

Precisamente porque os adversários terão mais em conta a Sanjoanense, uma das armas continuará a ser o “caldeirão” do Pavilhão dos Desportos?

V.P.: Sem dúvida, o nosso pavilhão é especial não pelas condições que tem mas pelos adeptos que temos. É um recinto antigo, infelizmente os balneários são dos mais pobres da I Divisão, mas dentro do ringue é dos mais ricos. Nós jogamos para as pessoas e para os adeptos e, felizmente, podemos contar com eles que estão sempre a apoiar-nos nas vitórias e nas derrotas e isso faz a diferença para motivar os jogadores. Esperamos em casa ser mais fortes e fora de casa conseguir mais pontos, até porque os nossos adeptos também nos acompanham fora de casa.

Analisando o calendário, crê que na primeira volta a equipa deverá fazer mais pontos que na segunda?

V.P.: Às vezes as coisas não são assim tão lógicas. O calendário está mais repartido, tanto jogamos com uma equipa do nosso campeonato como depois jogamos com outra formação mais valiosa, há jogos que podem fazer a diferença e nós vamos ter que os ganhar: em casa e fora de casa. Tudo o resto, fazer objetivos por pontos não é linear, porque há equipas que surpreendem outras ajustam-se e o que interessa é fazer mais pontos que os adversários.

Depois da forma como foi conseguida a promoção e agora a permanência, pensa que está talhado para lidar com a pressão?

V.P.: Preferia que fosse de outra maneira. Preferia ter mais tranquilidade mas um atleta, um treinador, um homem do desporto tem que saber lidar com a pressão. A pressão faz parte do dia-a-dia quer no trabalho quer no desporto. O importante é como as coisas acabam não como começam e é preciso é que elas acabem bem, trabalhar sempre e transformar a pressão em motivação para conseguir pontos e chegar ao fim com o objetivo cumprido.

Tem uma grande relação de proximidade com os adeptos, sente-se bem nesta relação de amizade com eles?

V.P.: São cinco anos e talvez nesta relação também haja uma pressão, mas positiva, estamos a trabalhar, a viver e a treinar tudo na mesma cidade, não há espaço para respirar sem misturarmos tudo. Mas eu sinto que as pessoas gostam do meu trabalho, algumas não gostam mas têm que o aceitar porque o trabalho está lá com resultados, portanto sinto-me apoiado pelos adeptos e enquanto eu me sentir apoiado por eles, pela direção e pelo clube estarei cá, quando assim não for, outros terão oportunidades com mais paixão ou menos paixão, isso é irrelevante.

Agora, sinto um grande orgulho em representar este clube pelo qual joguei tantos anos hóquei em patins da cidade que vivo, onde os meus filhos estudam e acho que existe uma boa empatia entre mim e os adeptos.

 

Foto: Anybal Bastos

Vítor Pereira presente em mais um “Summer Camp”

O treinador da Sanjoanense, Vítor Pereira, marcou presença, pelo terceiro ano consecutivo, no “Summer Camp” uma ação realizada pela Seleção inglesa que visa a evolução dos atletas de vários escalões etários.

Fruto da boa relação entre os alvi-negros e os ingleses, o técnico colaborou com o staff britânico liderado pelo português Carlos Amaral.

No dia 24, Vítor Pereira volta a liderar a equipa da Sanjoanense com o arranque da pré-temporada. A permanência é o objetivo assumido para o campeonato.

Gil Vicente promete golos, Filipe Sousa mostra-se Guerreiro!

São as duas contratações até agora conhecidas para a segunda época do hóquei em patins na I Divisão, desde a inolvidável subida frente ao HC Braga a 10 de Junho de 2014.

O primeiro a ser anunciado foi Gil Vicente, avançado com assinalável estampa física e que, nos últimos dois anos, marcou nada menos que 112 golos! Agora, de regresso ao mais alto escalão da modalidade – fez meia época na I Divisão pelo Gulpilhares – o jogador natural de Fânzeres mostra ambição. “Vai ser muito bom rever os grandes palcos, fazer um ano completo na primeira e espero explodir ainda mais!”

Já Filipe Sousa tem em pista outra missão: equilibrar a equipa defensivamente para que no ataque os homens da frente façam o seu trabalho. O defesa de 29 anos, capitão nas últimas sete temporadas da Ac.Espinho, tem cinco épocas de experiência na I Divisão. Após toda uma vida hoquística na cidade vareira, Filipe Sousa explica as razões da mudança. “Depois de dois anos a lutar pela subida de divisão, o último dos quais onde morremos na praia, senti necessidade de mudar pois queria voltar a jogar na I Divisão.” Agora, mais do que tudo, Filipe Sousa promete um jogador de trabalho. “Aos adeptos garanto que de mim vão ver sempre entrega e atitude ao máximo e muito trabalho”, assinala.

Enquanto que, em Gil Vicente, não é a I Divisão que diminui o apetite por golos. “Vou tentar dar sempre o máximo para a equipa e se os golos aparecerem, pois finalizar é a minha posição, eu estou lá para marcar.”, finaliza.

 

 

Filipe Sousa chega para a defesa!

O defesa Filipe Sousa, de 29 anos, proveniente da Académica de Espinho, é o segundo reforço do hóquei em patins da Sanjoanense para a próxima época. Depois de apetrechado o ataque com Gil Vicente, agora é a defesa que fica composta após o lugar em aberto deixado com a retirada de Filipe Leal.

A Académica de Espinho foi o único clube que Filipe Sousa conheceu enquanto jogador, onde se formou e era o capitão e peça fundamental da equipa. Agora, o atleta procura dar um novo rumo à carreira em São João da Madeira. Filipe Sousa chega com cinco temporadas de experiência na I Divisão, a última das quais em 2012-2013, ano em que a Ac.Espinho foi despromovida.

Noutro contexto, a aposta nos jovens Pedro Cerqueira e Afonso Santos, que se revelou certeira ao longo deste ano, continua a ser uma certeza para 2015-2016 com a renovação do vínculo contratual dos dois jogadores.

Goleador Gil Vicente é reforço!

O avançado de 25 anos, Gil Vicente, é a primeira contratação da Sanjoanense para a temporada 2015-2016. O jogador abandona o Juventude Pacense e muda-se para São João da Madeira.

Natural de Fânzeres, onde fez grande parte da formação – apenas com passagens nos iniciados pelo Entrecancelas e nos juvenis pelo Valongo – o talento do atacante explodiu nas duas últimas temporadas onde apontou 112 golos!

Em 2013-2014, ao serviço do Gulpilhares, contratado ao Fânzeres na época anterior, Gil Vicente foi o segundo melhor marcador da II Divisão – Zona Norte com 60 golos, o que despertou a atenção do Juventude Pacense. Na temporada agora finda, com a camisola da formação da capital do móvel, o goleador provou o seu faro pelas balizas e terminou o campeonato com 52 tentos concretizados.

Noutro âmbito, a baliza alvinegra continuará bem guardada por Marco Lopes e David Nogueira que prolongaram o vínculo com o clube.

A restante constituição do plantel irá ser divulgada oportunamente bem como as primeiras declarações de Gil Vicente ao nosso site.

Filipe Leal retira-se

Apesar da indefinição presidencial que paira sobre o clube, o que tem atrasado o planeamento da próxima época das modalidades em geral, o defesa Filipe Leal já comunicou aos responsáveis da secção que vai pendurar os patins.

O jogador de 38 anos retira-se em grande, depois de deixar a sua Sanjoanense na I Divisão. Leal foi decisivo no jogo contra o Póvoa, onde apontou um “hat-trick” e já havia sido muito importante no triunfo sobre os Tigres ao apontar o sétimo golo que acabou por ser o fator de desempate entre almeirinenses e alvinegros.

António Filipe Leal, o “bifes” como era carinhosamente tratado por quem o conhecia há mais tempo, formou-se na Sanjoanense e fez parte dos plantéis que subiram à I Divisão em 2000-2001 e 2002-2003. Em 2004 ingressou no Cambra onde permaneceu durante três épocas, para depois assinar pelo Barcelos. Depois de cinco anos no Minho, Leal regressou a Vale de Cambra mas sempre confessou o seu desejo em retirar-se pela Sanjoanense.

Após a subida de divisão da temporada passada, o defesa cumpriu a promessa e acabou por ser decisivo na manutenção dos “unhas-negras”. Leal era o jogador mais experiente da equipa treinada por Vítor Pereira, com treze temporadas na I Divisão. Agora irá dedicar-se à vida profissional com vista a complementar a sua formação académica.

Obrigado Leal!

Esperança que a defesa seja o melhor ataque

Marco Lopes é a última barreira para os adversários ultrapassarem. Com as suas defesas vistosas, o experiente guardião mantém elevado o ritmo cardíaco dos sanjoanenses. Natural de Cucujães, mas há nove épocas a vestir o preto e branco, Marco será, certamente, uma figura-chave na decisiva receção aos Tigres no próximo dia 18. Os alvi-negros estão obrigados a triunfar pois outro cenário que não a vitória devolve o clube à II divisão. “Todo o plantel está ciente que é um jogo importantíssimo e decisivo para o nosso objetivo.”, começa por dizer o jogador de 34 anos que apela à mística alvi-negra. “Antes dos aspectos técnicos e táticos temos que ter um espírito de guerreiros, de estar focados unicamente no jogo”.

Para além da importância essencial da conquista dos três pontos, a equipa treinada por Vítor Pereira vai tentar operar uma autêntica “remontada” ao estilo sanjoanense para reviravolta. Isto porque, para as contas da manutenção, o confronto direto poderá ser fator de desempate no final do campeonato. A derrota (8-4) na primeira volta em Almerim terá que ser contornada com uma goleada por uma margem, no mínimo, de cinco golos. Mas não valerá de nada aos alvi-negros estarem de pontaria afinada, se a defesa não for assertiva. “Uma defesa segura é muito importante para o desenrolar do jogo, temos que ser eficazes tanto a defender como a atacar para conseguirmos reverter o confronto direto.”, atira Marco Lopes.

Apesar da missão difícil que a formação da capital do calçado vai enfrentar nestas três últimas rondas, o guarda-redes destaca a importância dos adeptos. “Com o ambiente escaldante com que temos sido brindados no nosso pavilhão, certamente vamos ter mais força e alento para pôr em prática todas as nossas armas. A forma incondicional como nos apoiam são um exemplo e uma prova de confiança na equipa.”, explica Marco que revela sentir-se em dívida para com os sanjoanenses. “Tenho o privilégio de estar dentro de pista e ver à minha volta aquele espetáculo que são os nossos adeptos. São uma inspiração para nós e espero gratificá-los no final com uma vitória que bem merecem.”, deseja.

Decisivo no caminho que trouxe a Sanjoanense à I Divisão – defendeu três grandes penalidades no play-off frente ao Braga – Marco Lopes não pensa sequer voltar ao escalão secundário. “Não penso nisso por ser triste demais, depois de tantos contratempos que tivemos esta época espero que a estrelinha da sorte nos acompanhe, nestes últimos três jogos. Mas se isso acontecer, não vai demorar tanto tempo para a ADS voltar à I Divisão.”, assegura. “Com a Sanjoanense na I Divisão, o hóquei patins só tem a ganhar pois o espetáculo e a forma como se vive e respira hóquei nesta cidade é única.”, finaliza.