Comunicado: Mudanças na Direção

O Departamento de Futebol da Associação Desportiva Sanjoanense informa que Eduardo Pinheiro, vice-presidente e coordenador do futebol de formação, e José Manuel Arede Fernandes, diretor desportivo da equipa sénior, decidiram dar por terminadas as funções desempenhadas no clube, por motivos de carácter pessoal.

A ambos, a Associação Desportiva Sanjoanense agradece o empenho, a dedicação e o trabalho desenvolvido.

Mais se informa que, a partir de agora, o futebol sénior fica a cargo de José Manuel Maia, enquanto José Martins passa a responsável pela coordenação do futebol de formação.

 

Meia hora fantástica não foi suficiente para evitar deslize

  • Sanjoanense esteve a perder por dois golos mas, mesmo com 10, conseguiu recuperar.
  • Grande raça e querer inabalável foram as bases para que a equipa resgatasse um ponto.

Na difícil receção ao Lusitano, a Sanjoanense teve que suar bastante para pontuar e, uma vez mais, foi obrigada a recorrer a uma garra e a uma ambição inexcedíveis para inverter um contexto muito negativo.

Com um início de jogo bastante penalizador, a formação de São João da Madeira entrou praticamente a perder. Logo aos 5 minutos, Jorge Ladeiras, árbitro da partida, considerou que Tiago derrubou Zé Rui já dentro da grande área alvinegra e, numa decisão algo polémica, apontou para a marca de grande penalidade. Chamado a converter o castigo máximo, João Costa enganou Diogo e inaugurou o marcador a favor da equipa visitante.

A correr atrás do prejuízo, a Sanjoanense tentava imprimir mais velocidade e ritmo no jogo, mas ia esbarrando na bem organizada defesa do Lusitano e no rigoroso critério de Jorge Ladeiras que, em menos de um minuto, admoestou Tiago e Ruizinho, supostamente por protestos, numa altura em que o jogo não contava ainda com 10 minutos.

Numa primeira parte com pouca ação, o golo de João Costa acabou por fazer a diferença e nem o facto de a Sanjoanense ter passado sensivelmente 40 minutos no seu meio-campo atacante impediu a desvantagem, que se manteve até ao intervalo.

Sem alterações para a segunda metade, a Sanjoanense voltou determinada em inverter o resultado mas, à semelhança da primeira parte, sofreu um revés logo nos minutos iniciais. João Costa, depois de pressionar Gian, roubou a bola ao médio alvinegro e, após bom trabalho, rematou para o fundo das redes da baliza à guarda de Diogo, aumentando a vantagem forasteira.

Feridos no orgulho, os comandados de Pêpa não baixaram os braços e o técnico, na tentativa de dar maior fulgor atacante à equipa, lançou Pardal e Paulinho, abdicando de Ruizinho e Catarino. E, coincidência ou não, a Sanjoanense parece ter acordado logo de seguida. Ao minuto 55, Tiago recolheu a bola já no meio-campo ofensivo da Sanjoanense e, depois de boa investida, assistiu Vítor Silva que, na tentativa de cruzar para a zona da pequena área, acabou por beneficiar de um desvio de um defesa contrário, que introduziu a bola na própria baliza, reduzindo a desvantagem alvinegra.

No entanto, quando tudo parecia melhorar, eis que surgiria um novo balde de água fria. Ao minuto 62, Jorge Ladeiras, ao considerar faltosa a ação de Tiago, que perseguia um adversário, deu ordem de expulsão ao defesa alvinegro, deixando a Sanjoanense reduzida a 10 unidades.

Apesar disso, os comandados de Pêpa não desarmaram e, como de costume, fizeram das fraquezas as suas principais forças, na tentativa de contrariar o resultado negativo para as suas aspirações, tendo continuado a dominar e a jogar bastante próximos da grande área adversária.

Com oportunidades de golo a sucederem-se, a formação de São João da Madeira tudo fazia pelo empate. Bino, de livre direto, e Vítor Silva, num cabeceamento após cruzamento de Bino, foram os primeiros a ameaçar a baliza à guarda de Nuno Ricardo e, ao minuto 84, Alex, num lance idêntico ao do primeiro golo alvinegro, tentou o cruzamento pelo lado esquerdo do ataque e viu a bola embater no poste, depois de desviada por um defesa contrário.

Ainda assim, a Sanjoanense acabou por ver o esforço compensado. No minuto seguinte, na sequência de uma bola longa colocada na área do Lusitano, Vítor Silva acabou derrubado por um defesa contrário. Jorge Ladeiras, em cima do lance, apontou para a marca de grande penalidade e Bino, assumindo a responsabilidade, não perdoou e restabeleceu o empate.

Com cinco minutos para jogar, a Sanjoanense continuou a carregar na tentativa de chegar à vitória mas a igualdade não seria desfeita. Para a história fica mais uma difícil batalha, com uma Sanjoanense bastante capaz, mas que demorou a entrar no jogo.

Na próxima jornada, a formação de São João da Madeira desloca-se a Cesar.

 

AD Sanjoanense: Diogo, Tiago, Edgar, Mendes (Tono), Bino, Letz, Gian, Ruizinho (Paulinho), Alex, Vitor Silva e Catarino (Pardal).

 

Golos AD Sanjoanense: Vitor Silva e Bino.

 

Declarações de Pêpa:

A Sanjoanense cede um empate diante do Lusitano, depois de sofrer dois golos naqueles que foram, praticamente, os dois únicos lances de registo do adversário. Sente que o maior caudal ofensivo da Sanjoanense pedia um destino diferente ao resultado?

Esperava uma vitória por tudo o que fizemos, mas a verdade é que apenas fomos iguais a nós próprios na 2ª parte. Mas ontem ficámos bastante condicionados com o que aconteceu nos primeiros 10 minutos de jogo. Algo difícil de explicar…

A perder por 2-0, a equipa voltou a demonstrar uma grande garra e conseguiu “resgatar” um ponto. Qual foi, na sua opinião, o ponto de viragem do encontro?

A conversa no intervalo foi fundamental e o facto de todos terem percebido que eu estou aqui para assumir sempre as coisas menos boas. Colocar-me-ei sempre à frente de todos para assumir as responsabilidades quando algo corre menos bem. Não podíamos entrar no jogo directo e esperar por segundas bolas, não é para isso que tanto trabalhamos. Na 2ª parte entrámos a sofrer o segundo golo num erro na construção. Mas são esses riscos que eu assumo correr ao jogarmos desta forma. Após esse segundo golo ninguém baixou a cabeça e fomos atrás de um resultado diferente, queríamos marcar e carregar em cima do adversário. Quando estávamos por cima e a ter muito volume ofensivo, expulsaram-nos o Tiago numa falta impressionante (assim como o penalti sofrido). Mas as decisões são para respeitar, independentemente de se concordar ou não com as mesmas. Acertámos com menos um e continuámos atrás do golo que pudesse dar o empate, para que depois tentássemos de tudo para ganhar. Claro que as alterações foram limitadas devido ao escasso número de jogadores que temos tido para trabalhar. Situação, essa, que tem reflexos no trabalho diário e nas opções para domingo.

Sente que a expulsão do Tiago, numa altura em que a Sanjoanense perdia pela margem mínima, hipotecou a possível conquista dos três pontos?

Foi um duro golpe, como disse anteriormente, principalmente porque sentia a equipa por cima e a dominar a todos os níveis. Mas mesmo após a expulsão e depois de corrigirmos posicionamentos com menos um, a equipa continuou na procura do golo.

Presente envenenado chegou no último minuto

  • No último jogo de 2014, o equilíbrio foi uma constante e espelhou-se no resultado final.
  • Sanjoanense esteve em vantagem e teve os três pontos na mão, mas golo de Hugo Paulo, ao minuto 90, ditou o empate.

Em jogo da 15ª jornada do Campeonato Nacional de Seniores – a última de 2014 –, a Sanjoanense deslocou-se ao reduto do Gafanha determinada em terminar o ano da melhor forma.

Fustigada por lesões e suspensões, a formação alvinegra apresentou-se na Gafanha com três juniores entre os 18 disponíveis e Pêpa não hesitou em lançar Teles a titular, depois de ter promovido a sua estreia na semana anterior.

Bem organizada, a Sanjoanense entrou cautelosa, mas viu Diogo segurar o nulo, logo aos 13 minutos, com uma grande defesa a cabeceamento de Lobo.

Numa primeira parte com poucos lances de registo, nota apenas para mais uma oportunidade, à passagem do minuto 38, quando Alex, depois de boa arrancada, rematou ligeiramente ao lado da baliza à guarda de Batista, dando a sensação de golo aos adeptos presentes.

Para a segunda metade, o treinador alvinegro apostou em Catarino, abdicando de Pardal, e o extremo apareceu em bom plano, lançando, ao minuto 59, Alex que, em boa posição, não conseguiu dar melhor seguimento ao remate, atirando por cima da baliza contrária.

Em jogo de parada e resposta, Aparício voltou a ameaçar a baliza de Diogo, logo de seguida, mas o remate saiu ligeiramente ao lado.

Ainda assim, a Sanjoanense estava por cima, tentava impor maior ritmo na procura do golo e, a cerca de 15 minutos do fim, Catarino, lançado pela ala direita, acabou derrubado por um defesa contrário, já dentro da área. Sérgio Guelho não teve dúvidas, apontou para a marca do castigo máximo e Bino, chamado a converter, não desperdiçou a oportunidade, colocando a Sanjoanense em vantagem.

Apesar de estarem na frente, os comandados de Pêpa procuravam não diminuir a intensidade e evitar surpresas e, ao minuto 89, podiam ter sentenciado a partida mas Catarino, isolado e já depois de passar por Batista, atirou para a baliza deserta mas viu o 2-0 negado por um defesa contrário, em cima da linha de golo.

E, quando nada fazia esperar, o Gafanha chegaria à igualdade. No tudo por tudo pelo empate, a formação local optava pelo jogo direto e, na sequência de um desses lances, Hugo Paulo, à boca da baliza, desviou um primeiro remate defendido por Diogo, para desalento dos alvinegros.

O jogo terminou pouco depois, com um empate que cela as aspirações da Sanjoanense de acesso à fase de promoção, numa altura em que faltam três jogos para o final da primeira fase.

Apesar do deslize, nota para a estreia de Rochinha, mais um jovem da formação júnior promovido à equipa sénior por Pêpa.

Na próxima jornada, a Sanjoanense recebe o Lusitano Vildemoinhos.

 

Declarações de Pêpa:

Depois de tudo o que aconteceu ultimamente, a Sanjoanense volta a não conseguir os três pontos ao sofrer, no último minuto, o golo do empate. Que sentimentos o invadem?

O sentimento é de enorme satisfação em treinar jogadores humildes, jovens e que sentem a camisola. Apesar das dificuldades e das poucas ajudas, sinto um orgulho enorme em treinar este grupo de jogadores.

O empate cela, em definitivo, o destino da Sanjoanense, que não consegue o acesso à fase de promoção. A três jogos do fim da primeira fase, receia que a pressão para acumular o máximo de pontos possíveis possa afetar a equipa?            

Volto a repetir que todos queriam ficar em primeiro, não treinamos para ficar em segundo. Mas muitas vezes os objectivos são adaptados a realidades e circunstâncias. A nossa realidade, neste momento, é bastante complicada em termos de trabalho, vamos continuar a lutar por melhores condições e a jogarmos olhos nos olhos dos adversários, seja em casa ou fora, seja com 15 ou 18. Estamos preparados para a luta, porque é nestes momentos que posso dizer que sinto o grupo mais unido e forte do que nunca esta época. Porque todos sentem uma vontade enorme em treinar, jogar e elevar o nome do clube.

Antevendo o embate com o Lusitano Vildemoinhos, na próxima jornada, o que se pode esperar do adversário?

Um jogo intenso, contra uma das melhores equipas desta série. Sabemos da valia do adversário, mas vamos potenciar o nosso melhor e realizar um jogo competente.

Agora que terminamos 2014, quais os desejos para 2015?

Em termos desportivos desejo um ano de 2015 de sucesso, muitas vitórias e estabilidade a todos os níveis.

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Sanjoanense solidária

O plantel sénior de futebol da Associação Desportiva Sanjoanense entregou, no seguimento de uma campanha levada a cabo pela Força Negra, claque afeta ao clube, um conjunto de brinquedos aos jovens residentes no Centro de Acolhimento de Menores da Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira.

A iniciativa, que contou com a presença de alguns jogadores, técnicos e diretores, em representação da equipa, bem como de Pedro Guimarães, representante da claque, teve lugar na última segunda-feira e permitiu a entrega de material recolhido junto dos adeptos e atletas dos diversos escalões do clube.

A todos os envolvidos, a Associação Desportiva Sanjoanense endereça especial agradecimento e votos de um feliz Natal e um fantástico ano de 2015.

Nulo imperou em jogo de sentido único

  • Sanjoanense voltou a ser melhor, dominou e só pecou na hora de finalizar.
  • Trabalho é bem visível mas falta a “estrelinha”.
  • Gouveia raramente ameaçou.

Começa a ser difícil perceber tamanha falta de sorte. Com bastante qualidade e clara superioridade, a Sanjoanense voltou a apresentar-se a bom nível mas, na receção ao Gouveia, não conseguiu desfazer o nulo.

Ciente da importância da conquista dos três pontos, a formação alvinegra entrou a todo o gás e, logo nos primeiros 10 minutos, dispôs de duas excelentes oportunidades para chegar à vantagem. Primeiro por Bino que, a cerca de 20 metros da baliza do Gouveia, viu o remate travado pela barra e pouco depois por Catarino que, na sequência de um bom lance do ataque Sanjoanense, rematou para boa defesa de Carmine, guarda-redes contrário.

Sem ameaçar, o Gouveia limitava-se a ver jogar e tentava, como podia, conter as investidas dos comandados de Pêpa que, ainda antes do intervalo, voltaram a estar perto do golo, num cabeceamento de Vítor Silva que passou ligeiramente acima da baliza forasteira.

Numa primeira parte jogada praticamente no meio-campo ofensivo da Sanjoanense, os alvinegros mostravam ambição forte e superioridade inquestionável mas o golo teimava em não aparecer e o nulo ao intervalo penalizava bastante uma Sanjoanense inconformada e determinada em conquistar os três pontos diante dos seus adeptos.

Com motivação inabalável no regresso do descanso, a Sanjoanense mostrava, uma vez mais, não virar a cara à luta e, logo no início da segunda parte, parecia que seria finalmente premiada pelo trabalho desenvolvido. Catarino, lançado por Pardal, na ala direita, entra na área contrária e é derrubado por um defesa contrário. No entanto, chamado a converter, o extremo conseguiu enganar Carmine mas atirou a bola ligeiramente ao lado.

Ainda assim, os homens de São João da Madeira não baixaram a cabeça e mantiveram a pressão alta, quase sempre no meio-campo adversário, na procura intensiva pela vantagem, mas o esforço revelava ser infrutífero.

Pardal, aos 70 e 78 minutos, ainda visou a baliza, mas sem o melhor seguimento e Gian, já em tempo de compensação, não conseguiu aproveitar a confusão na área do Gouveia e viu Carmine, com uma defesa crucial, negar o golo que certamente traria os três pontos.

Apesar de muito mais perigosa e melhor, durante todo o jogo, a Sanjoanense voltou a não encontrar o caminho do golo e não foi além de um nulo bastante penalizador.

Na próxima jornada, a formação alvinegra desloca-se à Gafanha.

 

 

Declarações de Pêpa:

Mais uma jornada em que a Sanjoanense foi claramente melhor, mais inconformada mas na qual volta a não conseguir materializar a superioridade que apresenta em campo. É justo dizer que começa a ser difícil encontrar explicação para a falta da “estrelinha”?

Estamos a atravessar dificuldades que ninguém esperaria. Não me estou a referir aos pontos desta segunda volta, nem a questões de materializar as oportunidades que tanto criamos. Estou a referir-me a situações complexas extra futebol e a algumas perdas, lesões e castigos que nos abalaram um pouco. Mas a qualidade colectiva está lá, está sempre presente e temos a certeza que vamos sair desta fase menos boa muito mais fortes e maduros. Porque quem passa por aquilo que este grupo tem passado, em tão pouco tempo, está e vai estar preparado para tudo.

 

A 8 pontos do segundo classificado, sente ainda ser possível garantir a permanência através do apuramento para a fase de subida?

Enquanto for matematicamente possível, vamos continuar a tentar esse objectivo. Mas quero é tranquilidade para os atletas e que ninguém fique obcecado com esse segundo lugar. E o apoio que tivemos no último jogo em casa foi bem demonstrativo de que, com a ajuda de todos, conseguimos encarar as adversidades com muito mais força.

 

Na próxima jornada a Sanjoanense desloca-se à Gafanha, um terreno bastante complicado. O que é que se pode esperar do adversário?

Vamos encontrar um adversário com individualidades muito fortes, que conseguiu manter o 11 base da época passada e que se reforçou em quantidade e qualidade. Reconhecendo essa competência ao adversário, não deixo de pensar da mesma forma de sempre, ou seja: vamos à Gafanha com o objectivo claro de ganhar.

Aproveito para desejar a todos os simpatizantes e sócios da ADS um feliz Natal e que nos ajudem quando mais precisamos.

 

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Jogo ingrato com resultado injusto e enganador

  • Sanjoanense foi fantástica em tudo aquilo que podia controlar mas voltou a não conseguir os três pontos, numa derrota que teve por base decisões (muito) polémicas.
  • Ao difícil contexto, juntou-se um jogo ingrato, com uma derrota bastante injusta.

A ida à Madeira resume-se numa única palavra: injustiça. Numa fase menos boa da temporada, a Sanjoanense deslocou-se ao Campo da Imaculada Conceição, onde defrontou a equipa C do Marítimo, num jogo que se esperava difícil.

Por isso, não foi de estranhar a boa entrada do Marítimo que, nos primeiros 20 minutos, obrigou a Sanjoanense a concentração extra na zona defensiva, de forma a travar as investidas da formação local que, perante os seus adeptos, procurava aumentar a distância e manter a competitividade no topo da tabela.

Apesar do pouco perigo criado, a formação insular ameaçou por duas vezes a baliza alvinegra mas Diogo, com duas excelentes intervenções, negou o golo a Kiko e, minutos mais tarde, a Elton que, isolado, viu o guarda-redes negar-lhe a vantagem.

Ainda assim, os comandados de Pêpa estavam decididos a inverter o ciclo menos bom que a equipa atravessa e, procurando impor o seu ritmo, conseguiram equilibrar a partida aos poucos, começando, também, a visar a baliza contrária.

A maior pressão dos homens de São João da Madeira começava a surtir efeito e, a cerca de cinco minutos do descanso, a Sanjoanense esteve por duas vezes perto da vantagem. Primeiro por Alex que, depois de bom envolvimento atacante, entrou na área, não tendo conseguido o remate nas melhores condições e, logo de seguida, por intermédio de Tiago que, depois de combinar com Vítor Silva, rematou um pouco por cima.

Bem disputado e com oportunidades de parte a parte, o jogo seguia equilibrado, até que, em cima do intervalo, surge o momento crucial da partida. Na sequência de um lançamento lateral em frente ao banco do Marítimo, Letz salta com um jogador contrário que, depois de um contacto normal com o médio, caiu a queixar-se de agressão. Cristiano Pires, árbitro designado para o encontro, demorou a reagir e, já depois de marcar falta, aguardou durante alguns instantes pela indicação do auxiliar mais próximo, tendo, de seguida, dado ordem direta de expulsão ao jogador alvinegro, numa decisão um pouco influenciada pela reacção abrupta dos membros adversários presentes no banco de suplentes.

Com dez jogadores à saída para o descanso, a Sanjoanense sabia que teria que lutar bastante durante toda a segunda parte para que conseguisse sair da Madeira com um resultado positivo.

E assim foi. Com 45 minutos de muito bom nível, mesmo com menos uma unidade, a formação alvinegra lutou e sofreu bastante e, em boa verdade, podia mesmo ter chegado à vantagem, tal era a acutilância e a objetividade na hora de visar a baliza contrária, quase sempre em contra-ataques bem organizados.

Tanto que as primeiras oportunidades da segunda parte pertenceram aos homens de São João da Madeira. Aos 50 minutos, Gian, na sequência de um canto cobrado por Bino, cabeceou ao segundo poste para defesa de Marco – num lance em que não fica claro se a bola entrou ou não – e, perto do minuto 70, Alex e Ruizinho combinaram de forma excelente mas o extremo, na cara de Marco e pressionado por um defesa contrário, não conseguiu dar o melhor seguimento à jogada, acabando por rematar à figura.

No entanto, e numa reacção já esperada, o Marítimo aproveitou o natural recuo alvinegro, subiu as linhas e aumentou a pressão, criando mais perigo junto da grande área da Sanjoanense que, à exceção de um fantástico remate de Dino à trave, ia conseguindo aguentar, de forma quase heróica.

Mas o balde de água fria estava reservado para os cinco minutos finais. Numa decisão inacreditável, Cristiano Pires transformou uma interceção limpa num lance de jogo perigoso e, na sequência do livre, a bola acabou por sobrar para a entrada da área, onde apareceu Belo que, com um forte remate, colocou os insulares em vantagem.

Naturalmente desapontados e cabisbaixos, os jogadores alvinegros desesperavam, numa altura em que faltavam cinco minutos e ainda alguma tinta para correr.

Expulso por acumulação de amarelos por tirar a camisola durante os festejos, Belo deixava as equipas em igualdade de jogadores e, na reposição de bola, Pardal aproveitou um cruzamento desde a esquerda para penetrar na área, tendo sido claramente puxado na altura do remate, numa altura em que seguia completamente isolado. Uma vez mais, Cristiano Pires nada viu e mandou seguir, para espanto geral.

Até final, nota apenas para duas fantásticas defesas de Diogo, que manteve, assim, a margem mínima no marcador.

Apesar da derrota e da tremenda injustiça, o destaque vai para o espírito demonstrado pelo grupo, sempre muito solidário e guerreiro, que nada pôde fazer para inverter uma situação que não lhe era favorável.

No próximo domingo, o futebol volta ao Conde Dias Garcia, com a receção ao Gouveia.

 

Declarações de Pêpa:

Pêpa, presumo que o estado de espírito que apresenta seja idêntico ao do resto do plantel. É justo dizer que é revoltante e frustrante perder desta forma?

Sem ser faccioso, ainda bem que estiveram aqui algumas pessoas, que viram tudo isto. Sinceramente, tenho poucas palavras para descrever o que acabou de acontecer. Resta-me dar força ao grupo, os jogadores foram brilhantes, foram fantásticos. Temos que dar a volta à situação.

Mas tenho o balneário a chorar… Os jogadores estão em lágrimas, estão revoltados e, mesmo assim, ninguém perdeu a cabeça. E era um jogo de perder a cabeça, por tudo o que aconteceu!

Mas, sinceramente, a quente, o que mais me ocorre falar é o estado de espírito do balneário…

 

Como é que se motiva e tenta elevar o balneário depois de tudo aquilo por que a Sanjoanense tem passado recentemente?

Com trabalho, organização e disciplina. Nós tínhamos colocado um ponto final em certos tipos de incidentes e assumimos a nossa quota-parte de culpa. Assumimos alguns erros entre o que aconteceu na semana passada. Agora, não nos queiram marcar ou catalogar de algo que não somos… É verdade que todos perdemos a cabeça na última semana mas não nos queiram catalogar e forçar o que quer que seja. Uma coisa é termos um jogador agressivo, outra é termos um jogador agressor, são coisas completamente diferentes…

 

A Sanjoanense teve que aguentar a pressão inicial do Marítimo, que procurava um bom resultado em casa, mas acabou por equilibrar a partida durante toda a primeira parte. Depois, a expulsão do Letz acabou por condicionar o trabalho da equipa. Sente que sem a expulsão a Sanjoanense podia ter saído da Madeira com um resultado positivo?

Sim, não tenho dúvidas. Concordo que, nos primeiros 15 minutos, o Marítimo teve mais bola, mas sem criar grande perigo. Tivemos que ajustar a situação do ponta-de-lança adversário, que estava a receber muitas bola entre linhas e o nosso central não estava a encostar, o que estava a criar algum perigo. Corrigimos, melhorámos e, entretanto, o Marítimo teve uma boa oportunidade, quando o Elton se isolou no corredor esquerdo mas não conseguiu finalizar bem, com boa defesa do Diogo. Mas em termos de oportunidades, para o Marítimo, pouco mais há a acrescentar.

Nós tivemos vários lances de golo… Uma do Alex que, depois de entrar na área, não consegue finalizar; um lance em que o Tiago faz uma diagonal, combina com o Vítor [Silva] e o remate sai um pouco desviado; uma grande penalidade sobre o Alexandre que é transformada num livre; na segunda parte, um remate do Alex, na cara do guarda-redes, que não deu golo; um cabeceamento no segundo poste que me dizem – mas, lá está, não posso julgar porque não sou faccioso – que pode ter entrado… Foram tantas situações… Lutámos, mesmo com menos um, e se tivéssemos os onze em campo tínhamos criado ainda mais problemas.

 

Acredita que bastava um desses lances ter dado golo para que a Sanjoanense não perdesse os três pontos?

Sim, sim. Mesmo com dez, tivemos que nos organizar, tivemos que baixar um bocado, mas procurámos sempre ganhar. Prova disso são todos aqueles lances… O cabeceamento do Gian, o Alex isolado, o lance em que o Pardal ainda tentou finalizar mas em que está a ser puxado de forma clara… Sinceramente, não sei o que posso dizer mais sobre isto.

 

Numa palavra, como define o passado recente da Sanjoanense?

Tudo. Tem-nos acontecido tudo. Eu não gosto de catalogar titulares e suplentes, mas a verdade é que a certa altura do campeonato tínhamos um onze e, agora, o João Pinto lesionou-se, o Ricardo Tavares lesionou-se, perdemos três jogadores recentemente – o Mário, o Muxa e o Stefan… Obviamente que fazem muita falta e não é fácil reorganizar e voltar a criar todas as rotinas normais.

Agora, independentemente de tudo isso, continuo a ver uma equipa que não é inferior a qualquer outra. Hoje [domingo] voltou a ficar provado. Entrámos bem, apesar de o Marítimo ter tido mais bola no primeiro quarto de hora, mas equilibrámos e estávamos por cima. Depois, aconteceu isto…

O que é que vou dizer mais? Não posso falar de situações que não dominamos… Fomos extremamente competentes, agora o resto…

 

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Futebol | Agenda do Fim de Semana

Seniores | Marítimo C – ADS domingo 16h

Juniores | ADS – Gondomar sábado 15h

Juvenis A | ADS – Alba sábado 17h15
Juvenis B | Milheiroense – ADS domingo 9h

Iniciados A | ADS – Ac. Viseu domingo 11h
Iniciados B | Cesarense – ADS domingo 11h
Iniciados C | ADS – Feirense domingo 9h

Jogos de sábado

Infantis A | Ovarense – ADS 9h
Infantis A | S. João de Ver – ADS 9h

Infantis B | U. Lamas – ADS 10h15
Infantis B | ADS – Cucujães 10h15

Benjamins A | Furadouro – ADS 10h

Benjamins B | ADS – Valecambrense 11h30
Benjamins B | Estarreja – ADS 11h30

Traquinas A | ADS – Ovarense 11h30
Traquinas A | Tarei – ADS 11h30

Traquinas B | Feirense – ADS 16h45
Traquinas B | ADS – Mourisquense 11h45

Petizes | Pandas ADS B – EF “O Atlético” B 10h
Petizes | Oliveirense B – Pandas ADS A 11h