Frieza e experiência decidiram

Sanjoanense 2 x Paço D’Arcos 3

5 Inicial: David Nogueira, Tiago Ferraz, Filipe Leal, Chico Barreira e João Oliveira(Cap.)

Jogaram Ainda: Alfredo Nogueira, Daniel Homem, Afonso Santos e Pedro Cerqueira

Golos: Chico Barreira(2)

 

A Sanjoanense averbou a terceira derrota, em outros tantos jogos, no Campeonato Nacional da 1ªDivisão. Pela primeira vez a jogar em sua casa, os comandados de Vítor Pereira falharam, sobretudo, na finalização e viram um Paço D’Arcos mais matreiro e frio a levar os três pontos de São João da Madeira.

Numa partida sempre equilibrada, com mais remates para os visitados, Chico Barreira abriu o activo aos doze minutos, de grande penalidade. Também de grande penalidade, Rui Pereira empatou aos vinte e um minutos, não dando hipóteses a David Nogueira.

No último segundo, João Rodrigues aponta para a marca de grande penalidade a favor dos alvi-negros, tendo Paulo Garrido trocado o guardião “Pilé” por Hugo Garcia que entrou e defendeu o remate de Chico Barreira.

Na segunda parte, os homens da linha foram eficazes e marcaram aos dois minutos, por Nélson Ribeiro e aos doze, novamente por Rui Pereira. A Sanjoanense foi “para cima” do adversário, e reduziu no minuto seguinte por Chico Barreira.

Com o resultado na margem mínima, os homens da capital do calçado procuraram, pelo menos, pontuar, intensificando a pressão e o caudal ofensivo e, aos vinte e dois minutos, “Pilé” faz pénalti recebendo cartão azul e, chamado à marcação, Pedro Cerqueira permitiu a defesa de Hugo Garcia. A jogar em powerplay, o Paço D’Arcos aguentou-se, com várias intervenções de grande nível de Hugo Garcia e levou três felizes pontos para o concelho de Oeiras.

Já a Sanjoanense continua sem pontuar, apesar de continuar a apresentar um bom nível exibicional, faltando acertar detalhes e ter a sorte do jogo. No próximo Sábado, os alvi-negros deslocam-se até à ilha do Pico, para defrontar o Candelária.

Uma derrota que não estava nas cogitações da Sanjoanense, que hoje esperava pontuar…

Vítor Pereira: Sim, hoje esperávamos pontuar, o Paço D’arcos, apesar de ser um adversário muito difícil, está mais ao nosso alcance e nós queríamos conquistar pontos. Isso não foi possível, lutamos e tentamos e penso que não merecíamos ficar sem pontos. Nesta recta final tentamos o tudo-por-tudo, mas infelizmente não foi possível pontuar.

A moral do grupo certamente fica abalada por não ter ainda pontuado. Crê que isso pode condicionar para a próxima partida na Candelária?

V.P.: Não pode afectar, sabemos que temos que lidar com isto, sabemos o valor das outras equipas e sabemos o quão difícil é este campeonato. Das três derrotas, duas são fora de casa contra adversários com muita tarimba na 1ª Divisão, o próprio Paço D’arcos é uma equipa que se reforçou bastante e está com outro ritmo de trabalho. São derrotas que não queríamos ter tido, mas temos que seguir em frente e pensar em conquistar os três pontos na Candelária.

Sabendo que jogar nas ilhas nunca é fácil, mas acredita que é nos Açores que pode estar a chave para os primeiros pontos da Sanjoanense?

V.P.: Acredito que sim, o Candelária sofreu algumas mexidas no plantel, ainda assim é uma equipa com muito valor, mas nós não temos ficado atrás das outras equipas em jogo jogado, há certos detalhes que nos têm prejudicado e nós com este ritmo competitivo e com os treinos que vamos fazer, vamos tentar colmatar esses detalhes. É mais um encontro em que os três resultados são possível e nós não vamos entrar com espírito de derrotados, independentemente de ser das ilhas, nós queremos ganhar.

Faltou “um bocadinho assim”…

Ainda não foi desta que a Sanjoanense conseguiu os primeiros pontos no regresso à I Divisão, tendo sido derrotada por 3-2 pelo Óquei de Barcelos. Ainda assim, os alvi-negros voltaram a deixar uma imagem de competência que se espera que se traduza em vitórias já na próxima jornada.

No Pavilhão Municipal de Barcelos, e perante os seus adeptos, entraram melhor os visitados com um golo madrugador, aos dois minutos, por intermédio de Zé Pedro. Aos dezasseis minutos, Joca Guimarães, de grande penalidade, ampliou para 2-0, resultado que se manteve até ao intervalo.

A primeira parte serviu para ambos os guardiões brilharem com excelentes intervenções, de um lado o experiente Ricardo Silva e do outro o jovem David Nogueira, que substituiu Marco Lopes.

Na etapa complementar, a Sanjoanense entrou determinada a tentar mudar o rumo dos acontecimentos com Chico Barreira, ao terceiro minuto, a desperdiçar uma grande penalidade, com muito mérito para Ricardo Silva pela defesa executada.

Praticamente no momento seguinte, Chico Barreira vê cartão azul numa jogada em que os jogadores escorregam e se embrulham no piso, com a dupla de arbitragem a entender que Chico provocou o contacto. No respectivo livre-directo, Hugo Costa sticou para defesa de David Nogueira. Contudo, a jogar em powerplay, o Oc.Barcelos fez o 3-0.

A Sanjoanense não desistiu e voltou a ter uma bola parada para marcar, mas Afonso Santos não conseguiu bater Ricardo Silva. A insistência alvi-negra foi premiada, aos dez minutos, num grande golo de Filipe Leal, a relançar o encontro. O mesmo Filipe Leal, cinco minutos volvidos, poderia ter bisado mas desperdiçou um livre-directo, atirando ao lado.

Vítor Pereira arriscou, mesmo tendo algumas cautelas, e Chico Barreira colocou o marcador na margem mínima, aos dezanove minutos, num bom pormenor técnico. Até ao final a Sanjoanense tentou, pelo menos, o empate, mas não conseguiu ficando a sensação que poderia ter saído de Barcelos com algo mais.

No próximo Sábado, os alvi-negros regressam, finalmente, a casa, recebendo o Paço D’Arcos esperando somar os primeiros pontos numa partida em que o apoio dos adeptos será fundamental.

Segunda derrota esta noite em Barcelos, mas a Sanjoanense esteve quase a cosnseguir algo mais. O que é que faltou para se conseguir esse “algo mais”?

Vítor Pereira: Faltou pelo menos um golo para o empate, acho que fizemos uma boa partida mas não entramos bem, da forma como nos dispusemos inicialmente penso que o Barcelos já estava preparado para isso. Sofremos um primeiro golo muito cedo, num remate de meia distância que nos deixou algo perturbados, o segundo golo apareceu de grande penalidade o que nos obrigou a mudar a nossa disposição táctica.

Na segunda parte ajustamos, equilibramos e entramos na discussão pelo resultado mas faltou-nos alguma eficácia, especialmente nas bolas paradas. Ambos os guardiões fizeram uma grande exibição, o Ricardo Silva com a sua experiência e o David com a sua juventude, acabamos o encontro a jogar em cima do Barcelos, se tivéssemos conseguido um ponto tinha sido importante mas ainda assim estou satisfeito, mais uma vez, com a atitude e determinação da nossa equipa.

Para além desta semana ter sido a última em que a equipa andou “com a casa às costas”, neste jogo não pôde contar com Pedro Cerqueira lesionado e Tiago Ferraz jogou, mas muito condicionado…

V.P.: Precisamente por andarmos com a “casa às costas” é que aconteceram essas situações mas o grupo de trabalho deu uma boa resposta, mostrou que temos equipa, que temos condições para nos mantermos e conquistarmos pontos, é preciso ver que perdemos pontos contra equipas da primeira metade da tabela, mas discutimos o resultado até ao fim, pena que não conseguimos levar, pelo menos, um ponto.

Finalmente a Sanjoanense regressa a casa, na próxima semana, com um piso renovado e uns adeptos ávidos por apoiar a equipa. Haverá uma pressão acrescida para conquistar os primeiros pontos ou, por outro lado, acredita que a equipa entrará com a motivação no auge?

V.P.: Nós temos sempre pressão, a nossa pressão é entrar para ganhar. Em nossa casa temos que fazer tudo para ganhar, ainda bem que temos um piso novo, espero que esta próxima semana sirva para nos adaptarmos à pista e que consigamos resolver estes problemas com lesões.

Sinto uma falta enorme de estar a preparar os jogos no nosso balneário, como eu gosto mas não tem sido possível, vamos esperar que isso traga alguns frutos pois considero que temos perdido os jogos por detalhes. Hoje de forma diferente do que em Turquel, mas foi no detalhe basta olhar para a forma como sofremos golos, um de pénalti, um de powerplay, duas situações que não deveriam ter acontecido e um golo de “bola corrida” em que sabíamos que eles eram fortes nessa situação.

Agora sim, voltamos a casa e queremos muito ganhar, junto dos nossos adeptos, que hoje estiveram aqui em Barcelos em bom número, o meu muito obrigado a eles e que sejam muitos mais no próximo Sábado pois só com o apoio deles é que vamos conseguir vencer o Paço D’Arcos.

Estamos preparados para vencermos, a pressão existe sempre pois sabemos que estamos a defender uma cidade e um clube, mas queremos vencer pelos nossos adeptos que são fantásticos.

 

Sub-17 em Trânsito para Barcelona

Os Juvenis de Hóquei em Patins da Sanjoanense estão a poucos dias de realizar mais um feito histórico para o clube: participar no Campeonato Europeu de Sub-17 que contará com os campeões de vários países.

Depois do 4ºLugar alcançado na última temporada, os comandados de Franklin Silva juntam-se a HC Braga e a Sporting para defenderem as cores nacionais e ficaram posicionados no Grupo A juntamente com o Manlleu de Espanha, Uttigen da Suiça e Seynod de França.

Os jogos terão lugar de 16 a 19 de Outubro numa experiência que promete ser inesquecível para os jogadores que vão defender as cores alvi-negras.

Inauguração dos balneários do estádio e piso do pavilhão

Dia 11 de Outubro, a Associação Desportiva Sanjoanense abre as portas à cidade.

A A.D.Sanjoanense convida todos os sanjoanenses a visitarem as requalificações efectuadas no Estádio Conde Dias Garcia (balneários) e Pavilhão dos Desportos (piso).

Para o efeito, durante o dia os sócios, simpatizantes, dirigentes, treinadores, atletas, autarcas e cidadãos, podem visitar as obras de requalificaçãoefectuadas nos balneários do Estádio, assim como no piso do Pavilhão dos Desportos.

Os Sócios, os habitantes, as empresas de S. João da Madeira, a Cidade podem orgulhar-se de terem contribuído para a renovação dos espaços desportivos de um clube com 90 anos de história, precisamente no dia da comemoração dos seus 88 anos de emancipação concelhia.

A A. D. Sanjoanense continua a enaltecer o lema “POR UM CLUBE, POR UMA CIDADE”.

Contamos consigo!

O Presidente da A.D.Sanjoanense

Coragem Alvi-Negra Merecia Mais

HC Turquel 7 x Sanjoanense 3

5 Inicial: Marco Lopes, Pedro Cerqueira, Filipe Leal, Chico Barreira e João Oliveira

Jogaram Ainda: David Nogueira, Tiago Ferraz, Alfredo Nogueira, Daniel Homem e Afonso Santos

Golos: Tiago Ferraz, Chico Barreira e João Oliveira

 

13 anos depois, a Sanjoanense voltou aos ringues da I Divisão. As obras no piso do Pav.Desportos ditaram a inversão da jornada e, assim, a formação de Vítor Pereira deslocou-se até à aldeia do hóquei que, de facto, é dona de uma estrutura organizativa muito forte.

Para primeiro cinco inicial da temporada, o técnico alvi-negro apostou em dois reforços: Filipe Leal e o jovem Pedro Cerqueira. O início de encontro mostrou uma Sanjoanense determinada a fazer algo em Turquel e, logo ao segundo minuto, Chico Barreira desperdiçou uma grande penalidade, atirando ao ferro. Dois minutos depois, Vasco Luís adiantou o Turquel no marcador, fazendo o 1-0.

Os homens da capital do calçado não acusaram o toque e continuaram a praticar o seu hóquei. Contudo, aos onze minutos, Pedro Cerqueira vê cartão azul e, no livre-directo, Vasco Luís não consegue bater Marco Lopes. A jogar em powerplay, Daniel Matias fez o 2-0, aos doze minutos, resultado que se manteve até ao intervalo, ainda que a Sanjoanense sempre mostrasse uma grande atitude, faltando melhorar a eficácia.

Eficácia essa que veio para a segunda parte juntamente com Tiago Ferraz que, aos seis minutos, reduziu para 2-1. E, aos sete minutos, foi a vez do veloz Chico Barreira entrar em cena, empatando a partida em Turquel. Era claramente o melhor período da Sanjoanense que mostrava grande carácter na aldeia do hóquei.

Mas, a jogar em casa e com a sua maior experiência, Vasco Luís soube aproveitar uma desatenção da defensiva sanjoanense e voltou a colocar o HC Turquel na frente do marcador. Aos onze minutos, os visitantes cometem a décima falta, mas Paulo Passos não consegue ultrapassar Marco Lopes.

Aos catorze minutos surge o momento decisivo do encontro, Alfredo Nogueira vê cartão azul e Daniel Matias amplia para 4-2 no respectivo livre-directo. Poderia a Sanjoanense ser mais cautelosa e levar um resultado incerto até aos minutos finais, tentando depois apostar em algo mais, mas Vítor Pereira sabia que o HC Turquel, equipa que mantém a mesma estrutura há vários anos, a jogar em sua casa saberia defender muito bem num cenário desses assim, a decisão do técnico foi procurar desde cedo algo mais, até porque a Sanjoanense merecia esse “algo mais”.

E, a jogar num adversário que está nas competições europeias e ficou em 6ºLugar na temporada anterior, o risco de sofrer mais golos com uma estratégia ofensiva era maior, tendo acontecido isso por duas vezes, com golos de Daniel Matias e Xavier Lourenço, de grande penalidade.

O capitão João Oliveira reduziu para 6-3, aos vinte minutos e Xavier Lourenço fez o resultado final de 7-3, aos vinte e um minutos.

Resultado exagerado para o carácter e determinação demonstrados pelos alvi-negros, que deixaram uma imagem de confiança para o futuro, faltando naturais ajustes mas não esquecendo que a pré-época tem sido atribulada pela falta de pavilhão para treinar.

13 Anos Depois, a Sanjoanense regressou à I Divisão. Como avalia esta primeira prestação?

Vítor Pereira: Tivemos uma grande atitude, fizemos um bom jogo, na recta final não estivemos tão bem como tínhamos estado, porque tivemos que arriscar e não tivemos medo disso, mas demos boas indicações contra uma equipa muito valiosa.

Na recta final considera que a sua equipa acusou algum desgaste psicológico por algumas decisões desfavoráveis da arbitragem?

V.P.: Eu não me quero desculpar com isso pois não foi por isso que perdemos, a verdade é que existiram algumas faltas com um critério e outras com outro, principalmente quando chegamos aos 2-2 começamos a acumular faltas, os jogadores ficaram desgastados, tentamos que eles recuperassem, viessem cá fora e respirassem, mas o 4-2 a oito minutos do fim forçou-nos a arriscar, porque nós viemos aqui não foi para perder por um score pequeno, foi para ganhar o jogo e quisemos arriscar.

Mas penso que esta dualidade de critérios foi o menos importante porque a minha equipa demonstrou um grande carácter, uma grande atitude e isso é o que me deixa mais satisfeito.

É esta imagem demonstrada aqui em Turquel, que podemos esperar da Sanjoanense, uma equipa de garra de crer e de luta, capaz de discutir o resultado?

V.P.: Sim, queremos disputar o jogo pelo jogo com todos os adversários, só assim conseguiremos atingir a manutenção, temos que ter muita garra, atitude e crer sempre cientes que estamos a defender a cidade de São João da Madeira. Volto a dizer, podíamos não ter arriscado tão cedo, podíamos ter levado o jogo incerto até ao fim mas a equipa do Turquel com todo o seu entrosamento e experiência não iria cometer erros e nós viemos aqui para ganhar e arriscamos para ganhar, contra uma formação que está nas competições europeias numa terra que respira hóquei.

Na próxima semana, a Sanjoanense desloca-se até Barcelos. Se esta noite defrontou o 6º classificado da temporada anterior, no próximo Sábado defronta o 7º, não é um início fácil?

V.P.: Sim, vamos jogar novamente fora o que é pena mas sabemos que vamos ter que jogar contra todas as equipas. Vamos a Barcelos para jogar com muita atitude e crer, como tivemos aqui hoje, estamos com um início de época atribulado mas nem por isso nos iremos declarar antecipadamente como derrotados. Vamos a Barcelos lutar pelos 3 pontos!

Agenda do Fim-de-Semana

Seniores Masc. | HC Turquel x Sanjoanense – Sábado 21H

Iniciados | AACoimbra x Sanjoanense – Domingo 11H

Infantis | AACoimbra x Sanjoanense – Domingo 10H